A beleza é o que Deus pretendia para a criação, diz o Papa Leão XIV, e nos permite lembrar que há algo maior do que todas as dificuldades diárias.
"A música nos permite entrar no 'que Deus pretendia para a criação, ou seja, a beleza'”, disse Leão XIV após um concerto dado em sua homenagem em Castel Gandolfo na noite de 18 de julho de 2026. “Música, arte e beleza” representam os “aspectos mais finos da condição humana”, afirmou ele.
Realizado no pátio do Palácio Apostólico em Castel Gandolfo - a residência de verão dos papas, onde Leão XIV está hospedado desde 5 de julho - o concerto reuniu várias dezenas de músicos. Por pouco mais de uma hora, eles apresentaram várias peças dos compositores italianos Niccolò Paganini e Vincenzo Bellini. Na audiência, o chefe da Igreja Católica foi acompanhado por representantes das autoridades religiosas, militares e civis da região de Castelli Romani.
Falando após a apresentação, o pontífice começou agradecendo aos artistas, dizendo que eles o haviam "profundamente movido". Ele também agradeceu à sua anfitriã, a Diocese de Albano - onde está localizada a residência de Castel Gandolfo - que organizou e apresentou este concerto para o Papa.
Este momento nos permitiu entrar “no que Deus pretendia para a criação, ou seja, a beleza”, disse ele. "Vivemos em um mundo onde falta beleza", lamentou ele, apontando para "guerras", "ódio", "desemprego" e outras dificuldades. Reunir-se para esse tipo de ocasião nos lembra “que há algo maior do que tudo isso”, afirmou ele.
Leão XIV enfatizou que, ao oferecer essa beleza, homens e mulheres nos ajudam “a ver e levantar nossos olhos para o céu”. Lembrando que este foi precisamente o tema de sua recente viagem à Espanha, o Sucessor de Pedro explicou que “música, arte e beleza são instrumentos que nos ajudam a olhar [...] para Deus”. Este, disse ele, é um dos “aspectos mais bonitos da condição humana”.














