Não são apenas os animais da vida selvagem que sofrem com as intempéries da natureza; dentro de casa, cães e gatos enfrentam o desafio das baixas temperaturas e exigem cuidados específicos dos tutores.
Os animais são importantes para a proteção e também para a companhia. Eles precisam de atenção especial, sobretudo nos extremos de temperatura. Quando a gente fala em inverno rigoroso, a mente de muita gente viaja imediatamente para os documentários de vida selvagem no Alasca, com grandes ursos se recolhendo em suas cavernas ou lobos correndo sobre a neve. Mas a grande verdade é que as leis da biologia e as mudanças climáticas agem em todos os cantos do planeta, inclusive na nossa própria casa, na nossa selva urbana!
Os nossos grandes companheiros de quatro patas, os cães e os gatos, também sentem o impacto do inverno e sofrem com o frio! Não dá para bobear de jeito nenhum. Assim como nós corremos para tirar os casacos do armário, os animais necessitam de cuidados especiais e de uma atenção redobrada dos tutores para atravessar essa temporada com plena saúde.
O frio não atinge a todos da mesma maneira. Existem grupos que são extremamente vulneráveis e sentem as baixas temperaturas de forma muito mais intensa. Estamos falando dos filhotes, cujo sistema de termorregulação ainda está em pleno desenvolvimento; dos idosos, que já carregam o desgaste natural dos anos; dos pets com pouca pelagem; e daqueles com doenças crônicas. Para esses companheiros, o frio é um gatilho para o sofrimento. O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP) recomenda que a proteção dos pets leve em consideração as características de cada animal, como idade, raça, tipo de pelagem e condição clínica. Pequenas mudanças na rotina são suficientes para garantir conforto e prevenir doenças respiratórias e articulares.
Biologia do abrigo
Olhe bem para o local onde o seu cão ou o seu gato passa as noites frias. O primeiro cuidado fundamental é evitar terminantemente que cães e gatos permaneçam expostos ao vento, à chuva ou diretamente em contato com o chão frio e úmido! Para os animais que vivem em áreas externas, no quintal, a recomendação é utilizar casinhas elevadas do solo ou estrados de madeira, além de manter mantas e cobertores sempre limpos e secos. Já os pets que ficam dentro de casa devem ter uma cama confortável, distante de correntes de ar e da umidade.
O uso de roupas pode ser indicado para filhotes, idosos, animais de pequeno porte, com pelos curtos ou com doenças que aumentem a sensibilidade ao frio. As peças precisam ser confortáveis e não limitar os movimentos. Se o pet demonstrar incômodo, retire o acessório imediatamente! Por outro lado, cães de pelagem longa ou com subpelo, naturalmente adaptados pelas forças da evolução a temperaturas mais baixas, muitas vezes não precisam dessa proteção adicional. A própria natureza já deu a eles o casaco perfeito!
Rotina dos animais
Durante os dias mais frios, o manejo dos passeios precisa mudar. O ideal é realizar as caminhadas nos horários mais quentes, como no fim da manhã ou no início da tarde, evitando exposição prolongada ao vento e ao sereno. Se a temperatura estiver muito baixa, mude a estratégia e promova atividades dentro de casa, que ajudam demais a manter o bem-estar do animal.
Os banhos podem ser menos frequentes durante o inverno. Quando forem necessários, a orientação é utilizar água morna e secar completamente a pelagem antes de expor o animal ao ambiente externo. Outra dica de ouro dos especialistas: evite realizar tosas muito curtas nessa época. Os pelos ajudam diretamente na regulação da temperatura corporal do bicho.
Na parte de nutrição, fiquem atentos à hidratação! Mesmo sentindo menos sede no frio, cães e gatos precisam de acesso permanente à água limpa e fresca. O médico-veterinário pode indicar ajustes na alimentação para atender ao maior gasto energético do organismo nos dias frios. Além disso, manter a vacinação em dia é importante para reduzir o risco de doenças respiratórias, especialmente em animais que frequentam locais com circulação de outros pets. Consultas preventivas ajudam a identificar precocemente alterações de saúde.
Por fim, fique de olho vivo a qualquer sinal de desconforto. Se você notar no seu cão ou gato tremores persistentes, falta de apetite, tosse, espirros, secreção nasal, dificuldade para caminhar, apatia ou alterações urinárias, ligue o sinal de alerta! Esses sintomas indicam que o frio está afetando a saúde do animal e exigem avaliação de um médico veterinário.








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