Um ronca, o outro se vira na cama; um sente frio, o outro calor. No dia seguinte, além do sono, chega o mau humor. O que se pode fazer?
Todos nós temos hábitos diferentes para dormir: alguns se movimentam mais do que outros, uns preferem um colchão macio e outros um mais firme, entre outros aspectos. Graças a isso, popularizou-se uma tendência entre os casais chamada "Sleep Divorce" (termo em inglês que significa "Divórcio do Sono"). Mas será que dormir separados é realmente a solução?
Antigamente, era normal que as pessoas compartilhassem a cama para dormir, desde familiares, amigos e colegas até desconhecidos. A companhia noturna entre dois membros da realeza era vista como um sinal de confiança e fraternidade. Durante essa época, também havia escassez de camas, razão pela qual o "sono social" também era uma solução.
Inclusive, a nobreza procurava companheiros de cama para desfrutar da intimidade incomparável de conversas noturnas na escuridão, bem como do aconchego e da sensação de segurança, destacou a jornalista Zaria Gorvet.
Anos mais tarde…
Foi apenas em meados do século XIX que o médico americano William Whitty começou a promover a ideia de que o sono comunitário não era apenas imprudente, mas também "antinatural" e "degenerativo". Por isso, compartilhar a cama começou a sair de moda, inclusive entre casais casados. Mas será que dormir juntos realmente altera a higiene do sono dos cônjuges?
O descanso também se transforma em encontro
Existem inúmeras pesquisas que afirmam que compartilhar a cama com o seu parceiro pode trazer benefícios para a relação e para o bem-estar de cada um. Por outro lado, dormir juntos aumenta a fase REM do sono, já que o sono de ambos se sincroniza, promovendo um descanso eficaz, potencializando a sensação de segurança e diminuindo o estresse.
A chave nórdica para dormir juntos
O método escandinavo nos mostra que dormir em casal fortalece ainda mais a relação. Ele consiste em fazer com que cada um tenha o seu próprio cobertor; dessa forma, nenhum deles passará frio e evitarão se descobrir inconscientemente durante a noite. Esse método de enxoval aponta que cada um pode escolher seu próprio tipo de edredom para uma regulação térmica ideal.
Por outro lado, os especialistas também apresentam algumas recomendações para combinar hábitos de sono sem precisar dormir separados:
1Uso de alarme silencioso
Para aqueles que precisam acordar mais cedo que o outro e não querem atrapalhar o sono do parceiro, é possível utilizar um alarme silencioso baseado em vibrações ou um relógio digital que possua a função de despertar por sensores.
2Sincronia de luz
Vocês podem combinar que, a partir de determinado horário, fiquem apenas com luz quente no quarto. Quem for dormir mais tarde não deve acender luzes, exceto uma luz vermelha — esse tipo de luz não incomoda e não faz com que o outro acorde.
3A transferência do colchão
Existem colchões com independência de leitos, o que significa que eles absorvem o movimento para que os giros de uma pessoa não acordem a outra. Também é possível usar travesseiros de acordo com a necessidade de cada um.
4Roncos
Se um dos dois ronca ao dormir, pode procurar uma avaliação médica para receber ajuda no tratamento da apneia obstrutiva do sono, mais conhecida como ronco. Isso ocorre quando as pessoas param de respirar à noite, fazendo com que a saturação de oxigênio caia pelo menos cinco vezes durante a noite por mais de 10 segundos.
Com estas técnicas, você poderá aumentar a qualidade do sono em casal, evitando problemas e sem sacrificar o vínculo de conexão existente entre ambos.












