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Relacionamento: quando o mau humor mata o amor

ARGUE

LightField Studios | Shutterstock

Edifa - publicado em 14/10/19

Você costuma fazer cara feia para a sua alma gêmea? Você sabia que a longo prazo esse comportamento pode destruir o seu relacionamento, até mais rápido do que os problemas domésticos? Aqui vão alguns conselhos que o ajudarão a lidar com o mau humor do seu parceiro

Todo mundo, mesmo mesmo as pessoas mais “de bem com a vida”, é tentado uma vez ou outra a ficar de mau humor. O mau humor é um tipo de agressividade passiva e desejada. É um grave pecado contra a comunicação e contra o amor.

Se questione da forma certa

Primeiro, é importante tomar consciência do mau humor do seu parceiro. Às vezes é óbvio, às vezes é justificado e camuflado: “estou cansado”, “tenho muito trabalho”, “não tenho tempo para falar sobre esse assunto”. O mau humor é um fechar-se em si, contudo não devemos julga-lo. Em muitas pessoas, especialmente em um casal de noivos ele costuma ser uma proteção espontânea: não se abrir para não sofrer. Mas é preciso tomar consciência dele e colocar em prática todos os meios necessários para deixa-lo de lado.

Para isso, é bom fazer uma primeira pergunta, que diz respeito aquele que fica de mau humor: “O que fazer para me abrir e restaurar a comunicação perdida?”. As respostas podem ser variadas. Muitas vezes, os amantes se empobrecem face ao seu fechamento – eles sofrem e se sentem culpados, especialmente porque amam seu parceiro. Portanto, a experiência mostra uma atitude interna tripla que é muito útil: antes de tudo, é preciso colocar-se diante de Deus, aquele que é capaz de o fazer sair de si e de silenciar o seu processo de acusação – se o mau humorado está em silêncio no seu exterior, ele certamente fala muito por dentro. Depois, é preciso fazer um ato de abertura para com o outro. Isso demanda que nos recordemos que somos feitos para amar e não para nos proteger. Isso nos pede também humildade pois a reabertura demanda enfim, que renunciemos a nossa raiva e nossa atitude de “estar com a razão”.

Compreender, que ser compreendido

O mal-humorado é normalmente o rei da atuação. Para ele, restaurar a confiança é mais importante do que tentar esclarecer tudo. Isso não significa que o real problema será esquecido, mas é mais urgente restabelecer a comunicação e então, encontrar o momento e o tempo oportunos para uma conversa mais fluida sobre o assunto. Pode ser útil para o mal-humorado aplicar o quinto hábito mencionado pelo escritor americano Stephen Covey em seu livro Os Sete Hábitos das Famílias Plenas: “Procure primeiro compreender, depois ser compreendido”. Ou seja, compreender o outro sem julgar a maneira ele viveu a situação.

A segunda pergunta se relaciona diretamente à comunicação: “Quando você fica de mau humor, o que o outro pode fazer para ajudá-lo a sair do seu fechamento?” Aqui estão as respostas mais ouvidas: “Que ele (ela) aja com humor e dissipe as situações que eu costumo dramatizar”, “Que ele (ela) me deixe sozinho e volte para me ver em uma hora”, “que ele (ela) me abrace; caso contrário, eu me destruo pela falta de estima de mim e pela culpa”, “orar juntos” ou “me colocar diante de Deus”.

Conselho para as vítimas do mau humor

Não temos a chave para ajudar o outro, então o que podemos fazer é nos colocar humildemente ao seu lado. Como o escritor francês Tim Guénard disse uma vez: “É preciso estar constantemente ouvindo o estado do coração do outro, ousando perguntar ao outro como ele funciona”. Se eu não estou amando bem, se eu estou te incomodando, diga-me, para que eu possa mudar; se eu o amo como devo amar, diga-me também, para que eu possa continuar. Não hesite em dizer “eu te amo” em voz alta. E nos momentos onde não há crise ou mal humor, é importante então perguntar ao outro sobre como ele vê as coisas, como ele quer ser tratado e o que fazer para ele se reabrir.

Padre Pascal Ide

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