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Eu só quero agradar, isso é muito grave? 

Woman - Smile
© StudioByTheSea
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Existem muitas formas de deixar os outros felizes. Mas a melhor forma de fazer isso é utilizando os meios que agradam a Deus

Todo mundo quer agradar a todo mundo. Basta observar um pouco à sua volta para perceber o jogo mais comum entre todos os seres vivos. O relacionamento entre as diferentes espécies mostrados em documentários sobre a natureza fazem parte das “campanhas de charme”, que parecem ser uma das principais ocupações da face do globo.

No entanto, aquilo que a natureza vive instintivamente o homem é chamado a viver racionalmente. É inegável que há no coração e no comportamento do homem uma necessidade de agradar os outros, assim como ele se sente atraído pelo que agrada a ele e por aqueles que o agradam. É o grande mistério de atração e repulsão!

Em função de que, por exemplo, você escolhe suas roupas e sapatos? Será que é apenas a utilidade desses objetos que orienta a sua escolha ou é a impressão que eles causam em você? Você não gasta um tempo pensando o que os outros vão achar deles e tentando encontrar o que mais vai te cair bem?

Nada nos afeta tanto quanto não agradar, e fazemos tudo para evitar esse risco. Não seria o desejo de agradar que faz as fortunas dos salões de beleza e perfumarias; que gera a paciência para passar horas se maquiando; e que nos irrita quando percebemos que há uma pequena mancha na bela camisa que tínhamos escolhido para sair?!

Agradar sim, mas como?

O homem ama ser amado, ser apreciado. Por isso, normalmente ele coloca mais importância do que imagina nesse desejo de agradar. E ele faz mais do que imagina para atrair atenção e para agradar. É bom que possamos nos questionar a quem estamos tentando agradar e quais meios estamos utilizando para chegar a este fim. É uma questão importante que cada um de nós deve fazer a si mesmo.

Nós queremos agradar de forma geral, em sociedade, assim como queremos agradar aqueles que conhecemos. Pode ser que desejemos agradar as pessoas que cruzamos na rua (não olhamos para trás às vezes para ver se a pessoa não está olhando?) ou aqueles com quem convivemos todos os dias.

É bem normal desejarmos agradar aqueles que amamos. Desejamos agradar nossos amigos, mas por vezes os amigos dos amigos deles! Queremos agradar acima de tudo nossos namorados. A opinião deles conta tanto que não paramos de perguntar coisas como “O que você acha de mim? Você acha que gosta de mim?”.

Cabe a cada um fazer a sua própria análise. E ainda, quanto aos meios de sedução, temos muitas escolhas – o estilo, o olhar, a conversa, um corpo musculoso, o humor, o sorriso, e assim vai!

O que agrada a Deus? Um coração reto

E é aí que nasce uma importante questão: Será que eu me preocupo em agradar a Deus? Fazer com que ele se alegre com as minhas ações é uma meta minha? E então, o que é que agrada a Deus? Tendo uma ideia do que agrada a Deus, eu vejo certamente de forma mais clara, pelos meios mais honestos e mais corretos, o que eu devo fazer para agradar os outros.

O que agrada a Deus, conforme as Escrituras, é aquilo que está além das aparências, aquilo que se vê no coração. O que agrada a Deus é a qualidade do homem, o que ele vive no seu mais profundo interior. Aquilo que O agrada é a retidão de vida, a conformidade entre o que o homem acredita e aquilo que ele vive.

Aquilo que O agrada são as almas simples e que não olham para trás. Deus se alegra com aqueles com quem se pode contar. Pessoas de palavra, que evitam a mentira de uma vida dupla ou de uma linguagem dúbia. Deus ama os corações retos. Esta é a chave! Como canta o Salmo: “Guarda tua língua do mal e teus lábios de falarem falsamente. Aparta-te do mal, e pratica o bem; busca a paz e empenha-te por conquistá-la.” (Salmos 34, 13-14).

Deus, contrariamente aos homens, não aprecia aqueles que fazem nossos olhos brilharem num primeiro momento, mas que na verdade não têm valor real. Ele não põe sua confiança nas impressões exteriores. Pelo contrário, ele olha para o nosso coração, e ama quando nos enchemos de retas intenções e somos fieis às nossas convicções.

“Não procure ficar bonita usando enfeites, penteados exagerados, joias ou vestidos caros. Pelo contrário, a sua beleza deve estar no coração, pois ela não se perde; ela é a beleza de um espírito calmo e delicado, que tem muito valor para Deus.” (1 Pedro 3, 3-4).

Portanto, não é mau querer agradar, pode até mesmo ser excelente. Mas da forma certa. Existem formas de agir que são boas e outras que não são tão boas assim. No fundo, não devemos querer agradar os homens de outra maneira que não aquela que agrada o coração de Deus.

É importante colocar menor importância às formas exteriores e maior importância às qualidades do coração. Aquilo que à primeira vista é invisível aos homens, mas que Deus vê, é verdadeiramente o que deve saltar aos olhos daqueles a quem desejamos agradar.

Não desejar agradar de outra forma que não seja dando o melhor de nós mesmos

Toda a energia que dispensamos para agradar os outros, devemos investir para agradar a Deus. E o melhor é que, os meios utilizados para agradar a Deus são convenientes para agradar aos homens. Isso desperta em nós o desejo de agradar aquele que nos vê de forma mais inteira, nos nossos segredos, quando rezamos com a porta do nosso quarto fechada.

Este é o objetivo visado por aqueles que se retiram em oração num lugar deserto. Eles não têm outro expectador se não Deus; não têm ninguém a agradar senão a Deus; sabem bem que a Deus não podem enganar e que nesta situação, de nada vale interpretar uma pessoa que não são verdadeiramente.

Eles não se importam em agradar os homens, estão longe dessa preocupação. Contudo, ir ao deserto para agradar a Deus não é uma coisa que todo mundo faz, é uma vocação reservada à um pequeno número de pessoas. Mas amar a Deus de um amor exclusivo e tudo fazer para O agradar é possível a todos.

Todos os católicos, seja qual for a sua vocação, deveriam viver com apenas uma preocupação: agradar a Deus. Deveriam guiar a sua vida com uma única palavra de ordem: não desejar fazê-lo que não seja dando o melhor de si mesmo! Isto convém muito bem aos homens, assim como a Deus.

Irmão Alain Quilici

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