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Duas ideias erradas que as crianças podem ter de Deus

DZIECKO W PRZEDSZKOLU
DeeMPhotography | Shutterstock
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Deus não é nem mágico e nem um Pai castigador. Como ajudar as crianças a descobrir quem realmente é Deus: um Pai amável?

Nossos filhos podem criar muitas falsas ideias de Deus. Seja porque eles nos compreendem mal, seja porque nós os impomos ideias erradas que os induzem ao erro. Dentre esses erros, destaquemos dois que são bem recorrentes: o Deus mágico e o Deus castigador.

Deus não é um mágico

As crianças podem pensar facilmente que pelo fato de Deus ser todo poderoso, elas podem pedir tudo a ele, falando com Deus como se ele fosse um tipo de caixa eletrônico de milagres e de prodígios. Elas podem se perguntar: “Se Deus não me dá exatamente aquilo que eu quero no momento que eu peço, algo está errado. Eu não compreendo: isso quer dizer que Deus não me ama, ou que ele não é todo poderoso, ou que ele não existe!?”.

Este erro vem de uma verdade dupla que é comumente deformada. “Deus é todo poderoso e eu posso pedir tudo a ele”. É verdade! Deus pode tudo, absolutamente, e não há nenhuma área da minha vida a qual ele não possa alcançar. Deus é mais forte que o mal, seja ele qual for. É ele o criador e o Senhor de todas as coisas: num minuto ele é capaz de reduzir a nada tudo o que existe ou transformar todas as coisas radicalmente. Ele poderia facilmente realizar todos os dias prodígios que apareceriam na primeira página de todos os jornais. “Eu posso pedir tudo a ele” também é verdade!

É importante de não censurar a oração das crianças. Se eles querem conversar com Deus sobre a sua próxima partida de futebol ou sobre o brinquedo dos seus sonhos, não os impeçam. Pelo contrário, apenas os ensinem a descobrir como falar com Deus, percebendo que Deus não é um doador de soluções milagrosas, pois a verdade é que Deus é muito mais e muito melhor que isso. Deus não obedece às nossas ordens, ele faz muito melhor: ele nos ama! Ele escuta a todo momento a nossa oração e as responde, mas nem sempre como nós imaginamos porque ele vê mais longe do que nosso pedido inicial. Através de tudo que pedimos a ele, ele vê profundamente aquilo que nós realmente desejamos, isto é, ele deseja nos dar a nossa felicidade. E pode acontecer que a satisfação imediata de um desejo nosso não esteja no sentido da nossa felicidade. Quando parece que Deus não escuta a nossa oração, é sempre porque ele quer nos dar mais e melhor do que aquilo que o pedimos. Que possamos também colocar um olhar sobre as nossas vidas e a nossa história. Mesmo se não conseguimos ver e compreender ainda todos os projetos de Deus para nós, podemos recordar de muitos momentos onde o Senhor parecia não nos ouvir para melhor nos responder um pouco mais tarde.

Deus não é um Pai castigador

Deus não é um mágico e nem um distribuidor de punições. As crianças podem passar a pensar assim quando escutam alguém falando, após um momento de fracasso ou de provação: “Tá vendo?! Você foi malvado e por isso o Senhor te puniu!”. Não se deve nunca dizer algo assim a uma criança. Dizer palavras assim vai fazer o seu filho se sentir culpado cada vez que ele se deparar com o sofrimento na vida. Certamente, Deus é justo e portanto, não é indiferente as nossas ações boas ou ruins. Certamente, é o pecado que é a causa do sofrimento, dos fracassos e da infelicidade. Contudo, misteriosamente, o sofrimento também atinge crianças inocentes. Mas, acima de tudo, o nosso sofrimento não é proporcional ao peso dos nossos pecados.

Basta olharmos para Jesus sobre a Cruz: Ele, a pura inocência, viveu o sofrimento e a morte. Ele nos ensina a suportar e a ofertar os nossos sofrimentos pelos pecados do mundo. Foi o próprio homem, tentado pelo demônio, que introduziu o mal no mundo, não Deus. O que Deus deseja é que sejamos plenamente felizes. E foi para isso que ele nos criou. Entretanto, Deus se fez homem, morreu e ressuscitou para que o sofrimento se tornasse uma arma para combater o pecado e obter a vitória sobre o mal. Deus permite que nós soframos como ele mesmo sofreu para também nos associar à sua obra de redenção do mundo. Ele não nos envia desafios para nos punir, como uma espécie de “recebeu o que mereceu”.

Ao nosso pecado, Deus responde com o perdão. E ele nos deixa totalmente livres para aceitar ou recusar este perdão. Deus não nos impões nada, nem mesmo seu amor e misericórdia. O homem que recusa esse amor e essa misericórdia só pode ser infinitamente (e eternamente) infeliz. É, portanto, ele mesmo que se castiga, virando as costas para aquele que é o único capaz de fazê-lo feliz.

Christine Ponsard

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