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Os sete pecados capitais: como o Diabo nos impulsiona à tristeza

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Edifa - publicado em 23/01/20

O mestre do inferno se moderniza. Hoje em dia ele está presente em todas as redes sociais e presta vários conselhos a seus aprendizes-demônios. No seu ultimo post, dedicado aos sete pecados aos quais é preciso empurrar o homem, ele fala aos seus seguidores da tristeza que paralisa a alma

Queridos amigos, não esqueçam que nossas tentações não têm mais que uma finalidade: produzir desespero. É por isso que eu decidi enviar para vocês esta mensagem para falar da acídia. Vocês sabiam que ela é tão preciosa quanto o orgulho para fazer uma alma se perder? É a cereja no topo do bolo.

Como empurrar a sua vítima à preguiça e à melancolia

Eu consegui apagar dos livros de moral e também das homilias! Este termo “acídia” depois de aproximadamente cinco séculos foi substituído pela suave “preguiça” e pela psicológica “melancolia”. Fazer desaparecer uma palavra faz parar de pensar na coisa, mas certamente não os faz parar de vive-la. Para instalar esse vírus perigoso na sua presa, se aproveite de um conflito com alguém a volta dela – família, colegas de trabalho, vizinhos, amigos. E após, o sopre: “o que vai acontecer? Mudança de casa, troca de trabalho, traições…”. O homem tem uma incrível capacidade de pensar que a mudança exterior leva a uma mudança interior.

Cultive nela a sede pelo sair, pelo movimento. Certifique-se de que sua vítima esteja cada vez mais descompensada com aqueles ao seu redor, que ela julgue os outros, que se sinta indiferente. Alimente a amargura em seu coração, nutra o desprezo. Se ela algum dia encontrar um apaixonado pelo Nazareno, lembre-a de todos os cristãos hipócritas que conheceu durante a sua vida. Você pode também deixar que ela idealize um sonho com uma Igreja perfeita. E então, no momento propício – é preciso talvez saber esperar até a metade da vida ou até mesmo até o fim – mostre-a o vazio da sua existência.

Perturbe constantemente a oração do homem

Mas eu gostaria de insistir neste último post sobre aqueles que são muito dedicados aos outros. De início, você não pode contar com o desencorajamento deles, pois eles são inflamados, entusiasmados, eles têm uma “pegada do inferno”. Se utilize da boa vontade deles. Deixe-os cansados, faça-os morrer no trabalho. “Como tirar um dia de descanso semanal, quando existem ainda tantos doentes a visitar, pessoas a acompanhar?”

O veneno a utilizar é o ativismo. Como sua forma de ser é voltada para o outro, eles creem que suas ações vêm de Deus, inspiradas e desejadas por ele. O ideal é que o vício do ativismo vá consumindo gradualmente o tempo das orações e após o tempo da missa cotidiana. Sua vítima acumula cansaço? Coloque nela o desejo pela busca das compensações fáceis. Não negligencie esses momentos vazios em que ela se encontra tarde da noite, sozinha, comendo demais, assistindo muitas séries. E se sua presa persistir em fazer um retiro anual, certifique-se que ela permanecerá o menor tempo possível em silêncio: multiplique as caminhadas, reuniões, aulas. Tente minimizar o tempo de oração dela. Por fim, certifique-se de que ela perca o senso de gratuidade. Ela perderá então o gosto de amar – e, portanto, o gosto pelo Outro, o Amado.

Sobretudo não deixe ninguém falar da Cruz

Finalmente, no final de sua vida, faça a pessoa acreditar que tudo aquilo que ela se dedicou a vida inteira foi inútil. Que ela só colheu espinhos e chicotadas para ser derrotada (isso me lembra uma memória ruim…). Assim, sua presa terminará desencorajada, privada de recursos e cheia de amargura e ressentimento. Mas não seja desatento! É difícil ganhar contra o Outro (já está perdido para sempre, mas não vou lhe dizer…).

Para prender verdadeiramente a sua vítima, faça de tudo para que ela não se coloque diante dessa invenção abominável: a Cruz. Que ela não se atreva a dizer para si mesma que “um é o semeador, o outro o ceifador”, e que um aparente fracasso é frequentemente na verdade a semente para a vida nova. Mas vou me deter aqui, porque já estou começando a falar como eles! Eu ia até dizer “adeus”…

Padre Pascal Ide e Luc Adrian (Inspirado por Cartas do Diabo ao seu Aprendiz de C. S. Lewis).

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