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Santo Angelo de Acri

Você não segurará mais as lágrimas após ler este artigo

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Edifa - publicado em 21/02/20

As lágrimas são frequentemente interpretadas por nossa sociedade como uma forma de vulnerabilidade. Enquanto força, autocontrole ou até insensibilidade são considerados qualidades. E se isso não fosse verdade?

Choramos muito na Bíblia: lágrimas de luto, arrependimento, emoção, alegria. Ana lamenta não ter filhos (1 Sm 1, 10). Davi, que sobe ao Monte das Oliveiras aos prantos, traído por seu filho Absalão (2 S 15, 30). José, emocionado ao encontrar seus irmãos após anos de exílio (Gn 42, 24). Sara, futura esposa de Tobias, desesperada por causa das calúnias de um servo (Tim 3, 10). Maria Madalena, cujas lágrimas de contrição transbordam sobre os pés de Jesus (Lc 7, 38). Pedro que chora amargamente por sua tríplice negação (Lc 22, 62). Paulo escreveu aos coríntios “entre muitas lágrimas” para mostrar-lhes a sua afeição (2 Cor 2, 4) e tantas outras, até o próprio Jesus lamentando sobre Jerusalém (Lc 19, 41) ou cheio de compaixão diante da tumba de seu amigo Lázaro (Jo 11, 35). “Bem-aventurados os que choram”, diz a terceira bem-aventurança (Mt 5, 5), então por que algumas pessoas tantas vezes recusam o direito de chorar?

A esperança cristã não suprime a tristeza

Não choramos porque não gostamos de revelar nossa fraqueza. Porque sempre ouvimos as pessoas dizerem: “Não choramos em público”. Não queremos mostrar o que realmente sentimos ou por medo de machucar os outros ou por medo de aumentar a sua própria dor. Não choramos porque não queremos incomodar e mostrar nossas dificuldades “quando há pessoas muito mais infelizes do que nós!”. Imaginamos que as lágrimas são incompatíveis com a esperança cristã: “Se você me ama, não chore“, escreve Santo Agostinho sobre a morte.

Mas sim, a morte é triste, como muitos outros eventos que rasgam nossos corações. Certamente, a esperança cristã é mais forte que essa tristeza, mas não a remove. A Páscoa não apaga a Sexta-feira Santa! A certeza de ser amado por Deus, e a alegria que daí resulta, não impede o sofrimento da separação, do fracasso e o luto de todos os tipos, de partilhar os sofrimentos dos outros. Pelo contrário! O amor nos torna vulneráveis, a intimidade com Deus não protege o coração, mas refina sua sensibilidade. A esperança não nos torna seres desumanos, pairando com desapego acima das dores que afetam as pessoas comuns. E quanto mais nos deixamos vestir com o poder do Espírito Santo, menos temos medo de ser tocados por aquilo que dói.

Por que você não deve segurar as lágrimas

Se o Senhor nos deu a capacidade de chorar, é para que usemos. Não há nada pior do que uma dor recorrente, que não conseguimos expressar através das lágrimas. E nada é mais difícil do que sentir a dor de um ente querido e vê-lo cerrar os dentes e o coração para não demonstrar angústia. Chorar não é sinal de falta de esperança. À condição de não se fechar em sua dor, de não “saborear suas tristezas”, de não confundir chorar e choramingar, de saber como secar suas lágrimas e de não as utilizar para manipular seus entes queridos (“Veja como você me faz infeliz!”).

Pleurer est un signe de vulnérabilité ? Oui, et tant mieux ! Cela nous rappelle que nous sommes pauvres et petits, que nous avons besoin de Dieu et de nos frères. « Nous ne devrions jamais avoir honte de nos larmes, écrivait Charles Dickens, car c’est une pluie qui disperse la poussière recouvrant nos cœurs endurcis. »

Chorar é um sinal de vulnerabilidade? Sim, e isso é bom! Isso nos lembra que somos pobres e pequenos, que precisamos de Deus e de nossos irmãos. “Nunca devemos ter vergonha de nossas lágrimas”, escreveu Charles Dickens, “porque é uma chuva que dispersa a poeira que cobre nossos corações endurecidos.”

Christine Ponsard

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