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Você sabe realmente encorajar os seus filhos?

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No dia a dia, uma criança necessita se sentir motivada e segura. E para isso, nada melhor do que encorajá-la, atitude que não deve ser confundida com um simples elogio ou recompensa. Veja a seguir as atitudes a nutrir e a evitar para bem encorajar os seus filhos

Face a dificuldade em educar um filho, os pais precisam de muito encorajamento para manter-se firmes e não abrir mão daquilo que acreditam. Resultados desapontadores, egoísmo, brigas… as ocasiões são numerosas e realmente banais.

Do lado dos filhos, manter a vontade fortalecida quando a motivação está em zero é um desafio cotidiano. Eles também precisam ser encorajados. Sem essa ajuda ao ânimo, dificilmente eles serão fiéis no trabalho, no esporte ou na música.

Muitas vezes, sem o incentivo, a vida não passa de uma possibilidade, uma promessa não realizada. Encorajar deveria então estar entre as prioridades dos pais, como uma postura natural. Contudo, a “atitude positiva” não está no DNA de todo mundo.

É como na velha história do copo metade cheio ou metade vazio, ou do “pode fazer melhor” em todas as circunstâncias.

Encorajar é abandonar o seu referencial de adulto para adotar o referencial da criança

Os pais costumam dar muito mais ênfase àquilo que falta do que a valorizar o percurso já trilhado pelo filho. “Temos a falsa ideia de que, para obter resultados é preciso manter a pressão”, admite Madalena, mãe de quatro filhos.

Enquanto algumas crianças conseguem resistir bem a essa pressão, outras podem não dar o melhor de si diante da insatisfação crônica dos pais. Por que dar o meu melhor se meus pais nunca estão satisfeitos?

O encorajamento não vem da autossatisfação dos pais (“Querido, tenho muito orgulho do seu trabalho, você me deixa muito feliz”), e não depende apenas dos resultados obtidos.

Encorajar é deixar de lado o seu ponto de vista adulto para colocar-se no lugar do seu filho. Incentivar ou encorajar é antes de tudo reconhecer o caminho já percorrido, o progresso alcançado e fazer a criança sentir orgulho de si mesma por ter dado o seu melhor.

A exigente linha tênue do verdadeiro encorajamento

Frequentemente, os pais julgam o desempenho dos filhos pelas suas ambições. Acolher a criança como ela é, ajudando-a a construir sua própria força, a desenvolver uma autoconfiança saudável, uma autoestima justa: esta é a linha tênue e exigente do verdadeiro incentivo.

Isso não tem nada a ver com uma competição ou luta do ego. Pelo contrário, é preciso ter cuidado com a arrogância dos filhos, que pode caracterizar uma fragilidade. A falta de autoconfiança está normalmente escondida por trás de atitudes dominadoras ou agressivas. Não se engane, quando ignoramos as habilidades e os gostos da criança, tendemos a criar filhos com uma visão deturpada de si, uma baixa estima sobre si mesmo. Por outro lado, encorajá-los trará calma, os colocará em movimento e aproximá a criança de si mesma.

Anne Gavini

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