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Relacionamento: ser um sem sufocar um ao outro

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Encontrar a distância certa em um relacionamento pode ser uma tarefa difícil. Como o casal pode permanecer unido, mantendo ao mesmo tempo uma liberdade saudável? Como amar intensamente sem sufocar o outro ou se sentir sozinho no relacionamento?

Todo relacionamento é conduzido por dois grandes desejos que podem parecer contraditórios e difíceis de conciliar.

O primeiro: o desejo de unidade. Aqueles que se amam geralmente têm uma sede ardente e impaciente de viver uma união profunda, expressando-se na necessidade de presença e partilha em todos os níveis.

O segundo: o desejo de permanecer sendo você mesmo. Ao contrário do desejo de unidade, ou pelo menos em paralelo, existe, muito fortemente, o desejo de manter a sua personalidade, de não ser absorvido pela fusão do “ser casal”.

Queremos união, mas desejamos também manter nossa individualidade, de forma que não sejamos “fagocitados” pelo cônjuge. Tanto é assim que todo relacionamento é construído sobre uma inevitável tensão: ser um, permanecendo dois. Permanecer unidos, mas separados. Perto e distante ao mesmo tempo.

Seja um, conservando a individualidade

Algumas pessoas dizem que diante do casamento, o ideal é a “união livre”. Mas “união” e “livre” são duas palavras que não são tão fáceis de relacionar. É impossível viver perfeitamente em unidade e liberdade.

Em um relacionamento, é impossível estar totalmente unido e livre ao mesmo tempo. Se a unidade corre de um lado como as águas de um rio, a liberdade congela do outro lado, e vice-versa. Qualquer relacionamento, como qualquer comunidade, é construído sobre um equilíbrio permanente entre esses dois requisitos. Baseado nisso, podemos identificar três tipos de relacionamento:

  • Relacionamentos onde a unidade predomina, mas à custa do respeito. Casais que se dão bem, mas muitas vezes à custa de esmagar a personalidade de um ou de outro. Casais em que um parceiro se sente sufocado pelo outro, o qual tem uma fome exagerada pela unidade.
  • Relacionamentos onde a liberdade individual prevalece. Casais alérgicos a restrições. Casais que se autodenominam “modernos”, porque cada um tem a possibilidade de colocar o que deseja em primeiro lugar. Relacionamentos “abertos” que não conhecem, afirmam eles, esse sentimento “doentio” de ciúmes. Ou outro caso, os casais “enraizados”, onde os cônjuges vivem lado a lado sobre duas trilhas paralelas, que divergem grandemente com o passar dos anos. A unidade é sacrificada e, mais cedo ou mais tarde, um dos cônjuges sofre de solidão, de falta de calor humano.
  • Casais que tentam fazer coexistir essa dupla expectativa de unidade e liberdade: a união com respeito pelas pessoas. Os cônjuges, a princípio, respeitam as diferenças e até se alegram com elas, mas logo se atentam para refazer da unidade algo sagrado. Casais que não temem se afastar um do outro por um instante, pois saberão que irão se reencontrar. Cada um pode viver atividades que surjam, desde que compartilhem suas descobertas ou problemas com o outro. Assim, a unidade é reconstruída, não a pesar da diferença, mas ligada e graças à diferença.

Abordamos o problema principal de qualquer casal: a tensão inevitável entre “ser apenas um” e “continuar a ser eu mesmo”. “Estarão para sempre unidos”, disse o poeta libanês Khalil Gibran com toda a razão, mas permita que haja espaços em sua comunhão e que os ventos do céu dancem entre vocês. Amem-se um ao outro, mas não façam do amor um obstáculo! “Permaneçam juntos, mas também não muito próximos, porque os pilares do templo são erguidos à distância”.

Denis Sonet

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