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Você se considera uma boa mãe espiritual para seus filhos e seus próximos? Verifique!

Jack Frog | Shutterstock

Edifa - publicado em 05/06/20

Você sabia que a maternidade espiritual, segundo o Espírito Santo, não é reservada apenas para as pessoas religiosas? Ela concerne todas as mulheres, principalmente as mães de família. Descubra agora essa forma de maternidade!

Para milhões de mães, a maternidade espiritual é antes de tudo “uma maternidade para a vida adulta”.

Depois de dar à luz ou receber o bebê em casa, a criança deve ser ajudada a crescer e a se edificar, para que um dia possa se sustentar com seus próprios pés. Precisamos ajudá-la a alcançar sua estatura como homem ou mulher.

Além disso, cabe às mães ajudar a criança a realizar a missão para a qual ela foi criada: amar a Deus, Pai, Filho e Espírito, e permitir-se ser amada e transformada por Ele, até que ela se torne a obra-prima única que Deus sonhou.

Um verdadeiro nascimento na vida espiritual, realizado através do apego a Cristo, Caminho, Verdade e Vida, à Igreja e a Maria, modelo de maternidade.

Mais precisamente “a mãe espiritual ajuda o filho a crescer em fé, esperança e caridade, através da transmissão das grandes verdades ensinadas pela Igreja e das raízes da vida sacramental e da palavra de Deus”, explica o padre Roger Nicolas.

A mãe, a primeira formadora no plano espiritual

Nesta área, o exemplo e o testemunho são melhores que bons discursos. “Se a fé é vital para a mãe, ela se tornará vital para a criança”, disse o padre Nicolas.

Vi minha mãe ir à missa todos os dias de sua vida com tanto fervor”, diz Florence, “que ela não precisava me dar sermão para que eu fosse lá todo domingo“. O seu exemplo foi suficiente. Isso não isenta a mãe de uma transmissão explícita da fé através da palavra.

Quantos santos, ou apenas cristãos, não aprenderam as grandes orações ou verdades da vida cristã no colo da mãe?

Zélia Martin costumava convidar as filhas para “adicionar pérolas às suas coroas”, ou seja, fazer boas ações ou pequenos sacrifícios, afim de “converter um pecador” ou “confortar Jesus”.

Florence ensina seus filhos a viver a comunhão dos santos: “Minha filha de 11 anos teve uma grande decepção na escola. E eu fiquei ferida por ela. Mas propus de oferecer seu sofrimento por uma criança japonesa que perdeu tudo por causa do tsunami”.

Precisamos ensinar a criança a ofertar suas tristezas e também suas alegrias”, insiste Olivia, que não perde a oportunidade de incentivar seus filhos a louvar e agradecer “por todos os presentes que Deus nos dá e que devemos saber reconhecer”.

Portanto, ser mãe espiritual de seu próprio filho significa se alegrar e render louvores a Deus junto com ele. Ou então partilhar do seu sofrimento e ajuda-lo a “deixar passar”, ofertando tudo ao sofrimento do mundo.

É uma participação na maternidade de Maria, cantando o Magnificat na casa de Elisabeth e sofrendo com o Filho aos pés da Cruz, oferecendo-se ao Pai para a salvação do mundo”, explica o padre Roger Nicolas.

A força da oração materna

Também significa ensinar a criança a dizer “sim” nas pequenas coisas. Primeiro, através da obediência ao educador e da lealdade aos seus deveres (faça bem sua lição de casa, ponha a mesa) para que um dia ela possa tomar atitudes assim em outras responsabilidades maiores.

Mais amplamente: ensine-o a fazer a vontade de Deus. A mãe também faz isso, como Santa Mônica fez com o filho Agostinho, ofertando suas dores e orando pessoalmente pelo filho. Este é o significado do movimento “Oração das Mães”, espalhado pelo mundo.

Mas o coração de uma mãe é maior que o templo de Jerusalém, ou seja, a maternidade espiritual da mãe vai além do círculo que compreende os seus filhos biológicos.

Unindo-se ao dos contemplativos e, mais amplamente, a todos os batizados, ela exerce a maternidade em favor do próximo: seja o vizinho que se confiou a ela, ou o missionário que está do outro lado do mundo, cujo nome ou problemas precisos ela não conhece.

Ser mãe espiritual deles, explica o padre Roger Nicolas, é carregá-los em seu coração; confia-los ao Senhor, com suas preocupações humanas e espirituais; não para pedir uma graça particular, pois não se sabe o que Deus quer; mas para que Ele possa realizar seus desígnios de amor na vida deles”. Mais amplamente, é orar pelas almas. Por sua salvação e, melhor, por sua santificação. “Traga almas para Deus”, diz a Igreja. E assim a mãe se junta a oração da carmelita.

A maternidade espiritual se vive através do dom de si

Contudo, a maternidade espiritual da mãe para o próximo não se dá apenas por orações e ofertas, mas é vivida através do dom de si, em uma caridade muito concreta, materializada por verbos como ajudar, ouvir, visitar, dentre outros. Em suma: amar.

Para a mãe, o vizinho mais próximo é o marido, o pai dos filhos. Ele precisa do terno, generoso e compreensivo coração da mãe de sua esposa. “Você tem seu marido para amar”. Esse conselho recebido no confessionário marcou a vida de Florence, que passou a repeti-lo sempre “para continuar no rumo daquilo que vem primeiro”.

A mãe ama com um coração indulgente e compassivo, pronta para entender, consolar e perdoar, à imagem do coração de Maria”, disse o padre Roger Nicolas. “Quando a mulher está para dar à luz, sofre porque chegou a hora. Mas, depois que deu à luz a criança, já não se lembra da aflição, por causa da alegria que sente de haver nascido um homem no mundo”, relata São João (16, 21).

A maternidade espiritual é como a maternidade biológica: a Cruz e a alegria da ressurreição se misturam. Para vivê-la com fecundidade, a ajuda de Maria é preciosa. “Ela é um modelo, da Anunciação até o Calvário, e um socorro, tanto nos momentos de luz quanto de trevas”, conclui o padre Roger Nicolas.

Elisabeth de Baudoüin

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