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Elogio à ternura no relacionamento a dois, por São João Paulo II

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Galina Kovalenko | Shutterstock

Edifa - publicado em 16/06/20

A ternura é uma linguagem que permite mostrar seu amor pelos outros. Ela passa pelo corpo, pelos olhares, por pequenas palavras doces, pelos carinhos. É vital para o bem-estar do casal. Contudo, precisamos saber o que é a verdadeira ternura, para poder oferecê-la ao nosso cônjuge

A ternura pode ser vista nos olhares, ouvida nas palavras, sentida nos gestos, floreia o coração e o corpo. Um casal não pode durar sem cultivá-la. Mas antes disso, é importante entender de que ternura um casal realmente precisa. São João Paulo II nos dá uma boa definição.

“A ternura nasce da compreensão do estado de espírito dos outros”

Meu marido/esposa está lá sem estar realmente presente”. Essa queixa revela que a ternura talvez seja acima de tudo uma qualidade de presença.

É necessária uma atitude interior de ternura, sem a qual os gestos podem perder o sentido.

Um gesto de ternura pode ser mal recebido porque é acompanhado por evidências simultâneas de indiferença.

Assim, “a ternura surge da compreensão do estado de espírito dos outros e tende a comunicar o quão próximo estamos do outro”, explica São João Paulo II em Amor e Responsabilidade.

O interesse pelo cônjuge não pode simplesmente ser concedido; caso contrário, o outro demonstrará uma condescendência ofensiva.

A ternura, portanto, fornece força e energia para enfrentar o cotidiano e sua aridez.

Uma ternura “firme”, e não um sentimentalismo humilde

A ternura é desinteressada, permanente e não pode ser usada para obter uma união sexual. No entanto, é necessário derreter as preocupações, os mal-entendidos e favorecer o abandono dos corpos.

A ternura nutre o amor, permite que ele se expresse, o torna concreto. Dá suavidade, para complementar a paixão que conhece seus altos e baixos. Ajuda a viver os momentos de continência.

A atmosfera de ternura entre os cônjuges é um presente inestimável para as crianças. Ela também os envolve, lhes traz uma sensação de segurança e os torna confiantes no relacionamento a dois, em um futuro possível de casal também para eles. Eles a respiram sem perceber, mas isso os fortalece, os estabiliza.

São João Paulo II disse que a ternura deve ser firme, para não cair em um sentimentalismo sombrio. É uma ternura diferente daquela dada a uma criança para que ela se desenvolva.

A ternura entre os cônjuges não é maternal. Ela tem uma firmeza que corresponde a um amor adulto maduro, que eleva o outro.

Não é um ilusão, é uma segurança oferecida ao seu cônjuge, mostrando que ele é importante, interessante e único.

Sophie Lutz

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