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Será que eu o amo verdadeiramente? Os sinais que não nos deixam errar

KOBIETA

Steven Aguilar/Unsplash | CC0

Edifa - publicado em 10/09/20

Um pouco, muito, apaixonadamente… Você não tem certeza dos seus sentimentos? Aqui estão cinco sinais que te ajudarão a enxergar mais claramente se é mesmo amor

Você sabe que tem sentimentos por uma pessoa, mas se pergunta se realmente a ama. Antes de buscar a certeza sobre estar ou não verdadeiramente apaixonado, pergunte-se o seguinte: O que é o amor?

Como você ama?

Será que existe uma palavra mais complicada do que essa para definir? Digamos que o gato “ama” o rato, mas o rato prefere não ser amado. Por outro lado, poderíamos dizer que Cristo “ama” a humanidade pela qual deu a vida. É curioso pensar que usamos a mesma palavra para o gato e para Cristo! Portanto, quando alguém lhe diz: “Eu te amo”, é importante perguntar a essa pessoa (sutilmente): “De que maneira? Você me ama para suprir a sua necessidade ou para me fazer crescer?” Você também terá que se perguntar honestamente: “Como é o meu amor para com essa pessoa? Será que a amo para mim mesmo?”.

Como podemos ver, a palavra amor pode ser bastante ambígua. Quantos estão convencidos de que amam o que consomem, aquilo que possuem? É difícil definir o amor, compreender todo o seu mistério, pois o amor não se deixa limitar por uma única definição.

As “evidências” do amor

E aí você se pergunta se realmente ama aquela pessoa. Alguns dirão que se você realmente ama, não precisará se perguntar, pois os verdadeiros amantes não duvidam da sua afeição, pelo contrário, têm a certeza profunda de que “é ela”, “é ele”. É verdade que quando amamos, temos a tendência de, por um lado, literalmente nos transportar para um universo maravilhoso e cheio de promessas, e por outro, nos concentrar em um ser único no mundo, numa exclusividade absoluta, lembrando o amor exclusivo da criança à mãe. Como ter dúvidas do nosso amor quando nos sentimos nas nuvens, extremamente felizes por sermos amados, e sentimos que ninguém mais importa?

Um critério não nos deixa errar: um sentimento de terrível vazio quando estamos longe do nosso amado. Pensamos; “Uma só pessoa me falta e parece que meu mundo está vazio”. Mas ainda assim você percebe que esse ímpeto louco que empurra dois seres um em direção ao outro pode não ser suficiente para merecer o lindo nome de amor. Se você está hesitante, é porque você percebe que precisa ouvir a sua razão. Afirmamos com muita certeza que “o coração tem razões que a razão desconhece”. No entanto, em um assunto sério como uma escolha amorosa, é importante abrir espaço para reflexão.

Abra caminho também para a razão

Amar é, sem dúvida e antes de tudo, sentir que estamos sendo literalmente “projetados” ao outro pela efusão do desejo. Irracionalmente. Sentimos uma sensação de que ocorreu um click, ficamos fascinados com a descoberta do escolhido. Amar é desejar. Um relacionamento onde o fogo do desejo não existe dificilmente se manteria. A razão, portanto, pode tentar compreender os fios tênues da efusão do desejo. Por que essa pessoa despertou em você uma emoção tamanha, impossível de definir? A que expectativa inconsciente ela passou a corresponder? Sempre podemos nos perguntar qual parte do inconsciente falou mais alto. Será que foi a parte luminosa, que sonha com a generosidade, ou a parte nebulosa, presente em todo ser humano, com suas tendências exibicionistas?

A razão também precisar pedir contas aos sentimentos. Vocês são fortes o suficiente para assumir os defeitos um do outro? Para durar apesar dos caprichos da vida? Para superar a difícil fase de adaptação às diferenças do outro? Amar é também querer fazer feliz a pessoa amada. Mesmo que no início um dos amantes esteja centrado em si mesmo, amando mais o fato de ser amado do que o outro ao seu lado, saboreando a alegria narcisista de ser escolhido, chega um momento em que do seu coração surge uma louca necessidade de gratidão por aquele que o traz tanta felicidade.

E assim o milagre se realiza: o desejo se transforma em dom. “Essa pessoa maravilhosa que tanto me preenche, eu quero preenchê-la também!” E o amante descobre que há mais alegria em dar do que em receber. O amor arranca o narcisismo, é um apelo a sair de si mesmo, a descobrir as riquezas e as mil possibilidades que existem no dar de si. Ele nos chama a nos descentralizar o voltar o nosso olhar para os outros, acolher o outro em total respeito pelo mistério que ele é, a o envolver de ternura, mas sobretudo o fazer crescer, se necessário através de uma certa renúncia de si mesmo. “Amar é tudo dar e dar-se a si mesmo”, disse Santa Teresinha de Lisieux.

Um pouco, muito ou apaixonadamente?

Portanto, o amor é essa interseção entre o desejo e o dom. Alguns amores são construídos apenas no desejo, e, portanto, duram pouco. Por outro lado, alguns casais constroem apenas sobre dom. Esses tendem a durar mais, mas um dia entram em colapso – o heroísmo contínuo não é sustentável. Dom e desejo são os dois componentes de um amor forte. Eles se apoiam mutuamente. O dom compensa os caprichos do desejo; o desejo desperta e torna mais fácil exercitar o dom de si.

Mas o medo do compromisso pode lançar dúvidas sobre a profundidade dos sentimentos. Vale a pena, quando você sente que ama ou estima profundamente alguém, correr o lindo risco de se comprometer com o outro. Porque “viver é uma oração que só o amor pode responder” (Romain Gary).

De forma ainda mais concreta, só é possível ter certeza de que se está amando verdadeiramente quando tivermos essas cinco grandes aspirações:

  1. Um desejo físico inegável: se o seu corpo não tem nenhuma necessidade carnal pelo outro, você pode parar por aí. É inútil insistir nessa relação, vocês seriam um fiasco juntos.
  2. Um carinho e uma ternura que queremos dar inteiramente ao outro.
  3. A vontade de comunicar, de compartilhar com o outro os seus projetos, seu ideal de vida.
  4. O sonho, talvez distante, mas real, de ver seu amor se completar através do nascimento de um filho.
  5. Uma admiração recíproca que nos faz olhar o outro como pessoa e nunca como objeto.

Denis Sonet

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