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São Cornélio

Como fazer um passeio cultural ser interessante para o seu filho

visite enfants

© Iakov Filimonov - Shutterstock

Edifa - publicado em 18/09/20

Conselhos e dicas concretas para que os passeios culturais com seus filhos sejam cheios de alegria e bom humor!

Fazer passeios culturais com seus filhos nem sempre é uma tarefa fácil. No entanto, levá-los a um museu, por exemplo, é uma boa maneira de apresentá-los à beleza da arte. Aqui vão alguns segredos para transformar uma visita educacional em um convite para viajar!

Deixe a criança explorar as obras de arte que ela gostar

Para fazer uma visita de sucesso ao museu, eu realmente preciso estar em boa forma!” Suspira Astrid. Mas porque olhar negativamente para a ideia de ir ao museu, ou impor o passeio necessariamente como uma “visita intelectual”? “Tem um jeito bem didático de levar as crianças ao museu: deixando que elas escolham seus quadros favoritos. O adulto deve se deixar questionar pelas escolhas da criança e leva-la a um encontro pessoal entre ela e a obra”, garante Dominique Gauthier, palestrante independente. Você pode deixar a criança livre na entrada de cada sala, para que ela escolha o quadro que deseja observar melhor. A imagem continua sendo o ponto de partida, a prioridade. O objetivo é que a criança se aproprie de uma pintura, a contemple, a descreva. “Os pais costumam querer mostrar muitas coisas numa visita só. A duração ideal de uma visita está entre quinze a quarenta e cinco minutos, mesmo para os adolescentes”. As crianças não têm a concentração necessária para observar adequadamente várias obras seguidas.

Para os mais novos, a prioridade não é falar sobre a vida dos pintores nem indicar o movimento artístico em que se insere a pintura ou a escultura. A ideia é familiarizar a criança com um lugar onde ela poderá fazer “amigos”, sejam eles Michelangelo ou Vincent van Gogh! Você deve proporcionar uma visita que gere neles o desejo de voltar para ver mais. Por isso, a forma como o museu é apresentado à criança é essencial. Em primeiro lugar, os filhos sempre apreciarão aquilo que os pais também apreciam, mas tudo deve ser mostrado em fases, pois assim as crianças terão mais facilidade de absorver cada estilo artístico.

Se você escolhe um dia chuvoso ou de mau humor para leva-los ao museu, a visita terá menos probabilidade de deixá-los com boas lembranças. Por outro lado, se os adultos se prepararam para a visita, por exemplo mostrando imagens de um livro, será muito bom porque assim eles terão suscitado a curiosidade dos mais novos. “Há algo de emocionante, uma expectativa boa sobre ir a algum lugar para ver algo especial”, confirma Françoise Barbe-Gall, historiadora de arte.

Quando iniciar visitas mais detalhadas ao museu?

Com 8 a 10 anos de idade, as crianças podem caminhar pelo museu por conta própria, encontrar o quadro que desejam e ler as descrições. E como seu universo visual é povoado por personagens heroicos ou antagônicos, que ilustram o bem e o mal, elas gostam de situações de confronto, heróis pintados ou esculpidos, pinturas do Antigo Testamento, da mitologia. Gostam também de obras que são engraçadas, ou figuras assustadoras, estranhas ou monstruosas, além da curiosidade de ver imagens do cotidiano de outras épocas.

Eles apreciam os personagens, mas também os pequenos detalhes. Procuram animais e objetos familiares em cada obra de arte. Gostam de encontrar nas pinturas os gestos que veem diariamente em casa, na cozinha ou na sala, e as festas que normalmente celebram. Assim as crianças se apropriam daquilo que observam. O adulto então pode guia-las: “Você já viu coisas que lembram esse quadro?”. Não é obrigatório começar pelas obras “fáceis”. Você também pode levar os pequeninos diretamente aos “clássicos”. “As crianças são cada vez mais confrontadas com a violência e com o bizarro através dos gráficos dos videogames. Por isso, nunca é cedo demais para lhes mostrar algo belo”, avalia Dominique Gauthier.

Trazendo o museu para dentro de casa

A partir dos 11 anos, as crianças se orgulham de aprender o vocabulário dos conhecedores de arte. Portanto, podemos “ajudá-los a identificar certas noções como o claro/escuro, pesado/leve, transparente/opaco…”, garante Françoise Barbe-Gall. Além disso, podemos incentiva-los a se interessar pela personalidade do artista e pelo movimento ao qual ele pertence. Você pode também utilizar o catecismo, o programa escolar da criança ou as datas históricas para apresentar através da arte uma cena bíblica, um retrato de um homem político importante da história do país, uma batalha militar… Quanto mais eles vão ao museu, mais se orgulham de poderem construir pontes entre as obras. Entre os impressionistas, por exemplo, eles vão gostar de saber diferenciar Renoir, Monet e Degas.

A partir dos 14 anos, os adolescentes podem ser incentivados a ir sozinhos ao museu. E também podemos trazer o museu para dentro de casa – por exemplo, assinando uma revista especializada em arte como um presente para eles. E na noite da visita, porque não organizar um minidebate à mesa? No programa, uma série de perguntas: a favor ou contra essa ou aquela pintura? Qual trabalho te impressionou mais? Pesquisar notícias – como desfiles de moda que usam a obra “Madona e o menino” como inspiração ou a destruição de grandes obras por terroristas ao redor do mundo – tudo isso pode ser uma boa fonte de discussão. É comum que eles gostem também de ir a exposições atuais, cujos cartazes veem nas ruas.

Os mais novos também podem ir ao museu

Frequentemente os pais ficam desencorajados para levar seus filhos mais velhos ao museu porque os pequenos são muito novos ainda para acompanhar. Mas existem maneiras para que irmãos e irmãs menores não sejam deixados de fora nessa visita. Você pode colocá-los na frente de uma pintura e pedir que procurem um animal ou cor em particular. Ao final da visita, cada criança pode escolher para si um cartão postal, ou desenhar uma obra de arte que gostou para colar em seu caderno. Quando ele cruzar sem querer com esse cartão ou desenho, lembrará de cada momento bom que viveu na visita. E assim ele irá forjar seu mundo interior, juntamente com uma geografia familiar íntima.

Não devemos perder de vista que o gosto pela arte não deve ser imposto, a fim de cultivar novos “Picassos” a todo custo. Pode ser que amemos Van Gogh porque folheamos um álbum do pintor na casa de nossos avós; a arte moderna porque provamos a liberdade e a diversão de instalações modernas ao ar livre; e Degas por causa de um pôster afixado no corredor de nossa escola. Ir ao museu, portanto não é apenas treinar nosso lado intelectual ou histórico, mas a criar memórias comuns e momentos privilegiados em família.

Olivia de Fournas

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