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Vai se mudar para longe dos amigos? Alguns conselhos úteis

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Edifa - publicado em 02/10/20

Seja por razões pessoais ou profissionais, pode ser que um dia sejamos levados a morar longe dos nossos amigos. Como lidar com essa separação e em que ela implica realmente?

É doloroso deixar quem você ama. Mesmo quando essa separação não é definitiva, mesmo quando ela está ligada a boas notícias – como uma contratação após meses de desemprego que nos leva a mudar para outra cidade ou outro país, ou mesmo o nascimento de um filho que exige mudar-se para um lugar maior e mais tranquilo – uma mudança sempre nos deixa com um sentimento de luto.

É por isso que algumas pessoas costumam dizer que “partir é morrer um pouco”. Partir e ver partir, pois a separação é também muito difícil para aqueles que ficam no cais acenando um lencinho de adeus para aquele que embarca para viver novos horizontes. É claro que vamos tentar nos encontrar novamente; claro que haverão mensagens de texto, ligações e redes sociais que permitirão a troca de notícias. Mas nada mais será o mesmo, isso é certo. Como então bem viver essa separação?

A distância não é apenas negativa

Deixar os amigos é uma grande renúncia. E não por acaso! Afinal, não são os amigos, junto à nossa família, o que temos de mais caro? “Desde a morte de meu marido”, explica Maria, uma jovem avó, “tenho contado bastante com um casal de amigos. Porém eles foram para o outro lado do país! O que será de mim sem eles? Para longe também foram nossos planos improvisados para a sexta a noite, as nossas conversas no mercado ou depois da missa… Foi-se a alegria de trabalhar juntos nas equipes litúrgicas e nas associações, de partilhar ao longo os dias a trama do cotidiano”. Bertrand está se preparando para deixar a pequena cidade onde se estabeleceu com a família há mais de dez anos. “Outro dia”, ele admite, “eu me senti muito triste ao pensar em todos que estávamos deixando, com quem compartilhamos tantos momentos importantes e que, na maioria das vezes, provavelmente nunca mais veremos”.

A distância, entretanto, não é totalmente negativa. E a amizade não precisa sofrer, pelo contrário! A separação muitas vezes é uma oportunidade de descobrir seus amigos de uma nova forma, ainda mais bonita por ser mais profunda. A distância nos obriga a ir além do que um relacionamento pode ter de superficial ou possessivo, para focar no essencial.

Claro, você ainda terá que se dar ao trabalho de manter vínculos com aqueles que você deixou (e ajudar os seus filhos a fazer isso também). Enviar cartas, e-mails e mensagens nos permite expressar oralmente o que nem sempre saberíamos dizer. E o reencontro ao longo dos dias de férias nos dá alegria de nos conhecermos de uma forma diferente e de aprendermos com o que cada um viveu por si. Nos encontramos como se tivéssemos partido no dia anterior, mesmo com vários meses ou mesmo anos de distância, felizes por nos sentirmos na mesma sintonia, sempre em sintonia com o essencial.

Os laços criados com nossos amigos estão inscritos no coração de Deus

Nesta Terra, mesmo as melhores coisas chegam ao fim. Com todo o respeito ao poeta, o tempo não para e os dias de felicidade voam para longe de nós na mesma velocidade dos dias de infelicidade. Cada separação nos mostra que somos mortais. Somos pó e voltaremos ao pó (cf. liturgia da Quarta-feira de Cinzas), e todos os nossos esforços humanos, mais cedo ou mais tarde, perecerão. A certeza que temos é que um dia iremos deixar aqueles que nos são queridos, ainda que seja na hora da despedida final.

Seria terrivelmente triste se não fosse, ao mesmo tempo, um apelo à Esperança. Tudo que passa nos convida a erguer os olhos para aquilo que não passa; e a própria palavra “adeus” nos lembra que somos chamados a nos encontrar novamente, em Deus. Sofremos pelo que chega ao fim porque fomos feitos para o eterno.

As melhores coisas têm fim, mas o Melhor não tem fim. As circunstâncias de lugar e tempo em que experimentamos uma amizade são passageiras, mas a amizade nunca desaparece. “O amor jamais passará” (1Cor 13,8). O que há de melhor nas relações humanas é esse chamado a desabrochar para a vida eterna. Os vínculos excepcionais que conseguimos estabelecer com aquela pessoa estão como se estivessem inscritos para sempre no coração de Deus: nele, se quisermos, podemos permanecer muito próximos dos nossos amigos, apesar da distância geográfica. Na comunhão dos santos, podemos continuar a suportar uns aos outros. Podemos continuar a compartilhar, de forma real, mas invisível, o melhor de nossas vidas: o amor de Deus.

Christine Ponsard

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