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Promover a paz na família também significa ser discreto

FAMILY, PRAYING, LUNCH;

Aquarius Studio | Shutterstock

Edifa - publicado em 30/11/20

Quando entes queridos estão feridos, temos apenas um desejo: ajudar da forma que pudermos. Mas às vezes, não nos meter em brigas que não nos envolvem pode contribuir bem mais para a construção da paz em nossa família

Não existe família sem divergências. Mesmo na Sagrada Família, que não brigava, deve ter acontecido de Maria e José terem dificuldade em se compreender. Imagine em nossas famílias de pecadores! Podemos ir mais longe e dizer que a família é o lugar onde vivemos mais confrontos e os confrontos mais dolorosos. Por quê? Porque nos amamos, porque o amor os torna vulneráveis ​​e porque o quotidiano partilhado põe à prova este amor. É difícil, senão impossível, esconder os nossos aborrecimentos e rancores quando vivemos juntos 24 horas por dia.

Nem todas as discussões são sérias. Não é necessariamente desejável evitá-las, pois uma “boa” cena doméstica é melhor do que um silêncio pesado; algumas vezes brigas entre irmãos e irmãs podem ser benéficas. Contanto que essas brigas levem ao perdão, inclusive quando se trata de pequenos contratempos: centenas de pequenos confrontos não perdoados têm o peso de uma briga séria. Muitas vezes, são pequenas coisas que, ao se acumularem, levam à separação. Porque, ao lado de conflitos leves, se ajuntam brigas graves que podem levar ao divórcio, é claro, mas também brigas profundas entre pai e filho, irmão e irmã, tia e sobrinho, etc. Como atores ou espectadores dessas rupturas, podemos sempre decidir ser pacificadores ou colocar lenha na fogueira. É claro que não podemos perdoar o outro no lugar do marido enganado pela esposa ou do pai traído pelo filho, por exemplo. Mas nossa atitude pode ajudá-los a caminhar para o perdão e a reconciliação ou, pelo contrário, manter o mau relacionamento de um para com o outro.

A paz se encontra na oração

Muitos conflitos familiares são consideravelmente agravados por comentários indesejados, julgamentos precipitados, fofocas e calúnias repetidas no seio da família. “Eu culpo meu padrasto por ser violento com os filhos”, explica Brigitte. Mas percebi que, por não perdoá-lo, estou impedindo meu marido de perdoar; através de mil pequenas reflexões, através de palavras amargas, mantenho seu rancor. Para espalhar a paz, é preciso começar por estar em paz. Uma mãe chateada com a infidelidade do genro não poderá ajudar a filha a se reconciliar com o marido. É normal que essa mãe sofra por sua filha, mas enquanto ela for dominada pela raiva, isso só piora as coisas.

A paz, tão difícil de conquistar em tais circunstâncias, encontra-se na oração: é no coração de quem tudo entende e tudo pode fazer, que devemos lançar nossa dor, nossas revoltas, nossos pensamentos odiosos, nossos desejos de vingança. Só Deus pode acalmar nossas tempestades internas e nos enraizar em sua paz. Assim, revestidos de sua gentileza, podemos ouvir sem julgar e simpatizar sem tomar partido.

Construindo a paz na família ao não se envolver nas brigas dos outros

A discrição também é uma ótima maneira de contribuir a paz. Discrição não significa ocultação, mas prudência. Quando você está em uma situação de conflito, é importante encontrar “um coração que escuta”. Mas como falar se o outro tem medo de ver seus comentários repetidos para todos ao seu redor? O que nos é confiado, o que testemunhamos, não tem necessariamente de ser levado ao conhecimento de toda a família, ainda que a curiosidade da dita família seja inspirada por um verdadeiro afeto. Peçamos ao Espírito Santo que nos mostre o que podemos e devemos dizer, e a quem. A dificuldade, na verdade, é saber falar – alguns silêncios são terrivelmente tóxicos -, mas fazê-lo apenas com sabedoria e sempre de maneira benevolente.

Da mesma forma, só intervimos diretamente se for apropriado. Uma das maneiras de construir a paz familiar é não se envolver em brigas que não nos envolvam pessoalmente. Ouvir, acolher, consolar: isso sim! Possivelmente fornecer os contatos de um padre ou especialista. E ore, é claro, na hora certa e em todos os momentos. Mas, por outro lado, aceite que somos impotentes, reconheça que não somos necessariamente os mais bem colocados para dar conselhos. O mais importante não é fazer as coisas por quem briga, mas estar ao lado, demonstrando amor incondicional e esperança infalível.


Family-Praying-Eating

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Christine Ponsard

Tags:
Família
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