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As 3 mais belas tradições de Natal e suas origens 

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Edifa - publicado em 14/12/20

Por que temos o hábito de acender a coroa do Advento antes do Natal? Desde quando começamos a montar a árvore de natal no mês de dezembro? E por que o panetone se tornou a sobremesa tradicional de Natal? Vivemos todas essas tradições, cujas origens às vezes são desconhecidas

Todo ano convivemos com árvores de Natal, panetones, guirlandas, presépios, dentre outros objetos que representam esse tempo. Algumas tradições de Natal, no entanto, têm um significado espiritual. Nascidas de festas pagãs pré-existentes ou simplesmente inventadas pela piedade popular, essas tradições nos ajudam a adentrar o mistério do Natal.

As luzes: em honra daquele que salva das trevas

O dia 25 de dezembro já foi o festival pagão da luz em meio ao solstício de inverno do hemisfério norte: o renascimento do sol, chamado Sol Invictus. Esse dia corresponde à data a partir da qual os dias começam a se alongar. Por isso, foi escolhido pelos cristãos para celebrar o nascimento de Cristo: “Luz do mundo”, “Sol da justiça”. Esta é a razão pela qual velas, guirlandas e outras luzes são comumente acesas mais particularmente na noite do dia 24.

O presépio: inicialmente um teatro vivo

Desde os primeiros séculos, a Manjedoura de Natal – o lugar e momento do nascimento de Jesus – é reproduzida, muitasréplicas são construídas. As cenas do presépio, na maioria das vezes pintadas ou esculpidas, são veneradas pela piedade popular. Os mistérios revividos nas igrejas sobre os temas da Natividade e da Adoração dos Magos sem dúvida influenciaram São Francisco de Assis. É a ele que atribuímos o primeiro presépio vivo, na véspera de Natal de 1223, na aldeia de Greccio, na Itália.

Pouco a pouco, as representações vivas foram sendo substituídas por cenas paradas, que por muitas vezes deram origem a verdadeiras obras de arte. Artistas italianos se destacaram no século 18 com figuras policromadas em tamanho real. O gosto pela criação de presépios espalhou-se então pela Europa. Cada país e cada região desenvolveu suas representações tradicionais, mais ou menos alegóricas. Os personagens passaram a se multiplicar, e cada paróquia, cada família passou a ter a sua. Desde os primeiros séculos, e especialmente na época do Natal, os cristãos costumam rezar diante dessas representações do mistério da Encarnação.

A árvore de Natal: um hábito recente

Uma coisa que não pode faltar! Quem não se lembra das árvores da infância que montávamos em família? Pensadas para estarem sempre verdes, mesmo no auge do inverno, ela é um símbolo de vida enquanto as outras árvores parecem mortas. Os antigos sempre a utilizaram ou mesmo honraram. Desde o século 11, no tempo do Advento, o pinheiro passou a adornar as igrejas enquanto os mistérios de natal eram representados através do teatro religioso e popular. Quando essas cenas tinham como tema o pecado original, a árvore chegava a ser decorada com maçãs e hóstias vermelhas (não consagradas!). As maçãs simbolizavam a culpa de Adão, já as hóstias, representam a redenção dadapor Cristo. No século 15, a representação dos mistérios foi sendo proibida e assim foi se perdendo. Mas a tradição da árvore decorada acabou sendo mantida nos ambientes comuns, como em empresas, e depois nas casas.

Ainda no século 15, o costume da árvore de Natal era comum na Alemanha. Aos poucos, as decorações frutíferas foram se transformando e surgiram flores, fitas e guirlandas. Os protestantes também contribuíram para a criação da tradição da árvore de Natal pois recusavam a representação da Encarnação na manjedoura. A árvore de Natal não precisa sernecessariamente um pinheiro, pois ela é antes de tudo a representação da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, a árvore do Paraíso perdido. No século 17, virou costume guardar brinquedos e presentes ao pé da árvore de Natal. E foi no século 19 que a tradição da árvore de Natal se espalhou pelo mundo. Na França, a primeira árvore foi plantado em 1837 no Jardim de Tulherias pela duquesa de Orleans, e se espalhou por outras cidades e campos após a guerra de 1870.

Bénédicte Drouin

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