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Podemos conversar sobre tudo com nossos filhos?

FATHERHOOD

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Edifa - publicado em 21/01/21

Podemos conversar sobre tudo com nossos filhos? Alguns assuntos não são muito sérios ou íntimos para serem discutidos em família?

Os pais são os principais educadores dos filhos. “Os pais, por terem dado vida aos filhos, têm a obrigação muito séria de criá-los e, como tal, devem ser reconhecidos como seus primeiros e principais educadores. O papel educativo dos pais é de tal importância que, em caso de ausência, dificilmente poderá ser substituído. Compete aos pais, de fato, criar um ambiente familiar, animado pelo amor e pelo respeito a Deus e aos homens, de forma a promover a educação total, pessoal e social dos filhos” (Concílio Vaticano II, Declaração Gravissimum educationis, § 3).

No entanto, essa educação se dá, em grande medida, por meio do que é dito na família, seja por conversas em torno da mesa ou por discussões mais íntimas entre pais e filhos. Quanto mais sério um assunto, mais importante é trazê-lo à tona em família. Se uma criança – quanto mais um adolescente – não consegue falar sobre tudo com seus pais, ela procurará em outro lugar as respostas para suas preocupações, que muitas vezes serão lamentáveis ​​e às vezes catastróficas.

Fale sobre tudo, mas não de qualquer jeito

Para os pais, não se trata de responder todos os questionamentos, mas de estar atento a tudo o que afeta os seus filhos e de ouvir as suas perguntas, mesmo que formuladas de forma desajeitada, com um toque de agressividade ou provocação. Recusar-se a abordar certos assuntos – “Não estamos falando sobre isso!” – é falhar em nossa missão de pais e deixar o campo livre para outros ouvirem e responderem em nosso lugar, e não necessariamente com o sentido que gostaríamos.

Devemos ser capazes de falar sobre tudo, mas não de qualquer jeito ou a qualquer hora. Nós sabemos que as crianças têm a genialidade de fazer as perguntas mais delicadas, quando parece mais inoportuno – na fila do supermercado, por exemplo, ou na hora que todo mundo já está atrasado para ir à escola! E numa família em que os filhos têm idades muito diferentes, também acontece que um mais velho trazer à tona um assunto que pode ofender os mais novos.

Para bem controlar o rumo das conversas, os pais devem mostrar aos filhos que estão ouvindo claramente a sua pergunta e ao mesmo tempo devem explicar honestamente que voltaremos ao assunto mais tarde. Se, de fato, provocarmos o mais rápido possível a oportunidade de voltar a falar sobre o assunto, isso não será um problema! Todas as crianças são capazes de compreender que às vezes precisamos a adiar uma discussão. Mas atenção para não “esquecer”, voluntariamente ou não, de voltar ao assunto, pois nesse caso, o seu nível de confiança aos olhos dos filhos ficará bem reduzido.

O que é dito em casa deve ficar em casa

Algumas conversas só podem ocorrer individualmente, seja porque tocam em áreas muito íntimas que não podem ser abordadas na frente de todos (mesmo a família!), ou porque a pergunta feita pede uma escuta e resposta personalizadas. É o caso, em particular, quando percebemos, por trás de uma pergunta aparentemente simples, preocupações mais sérias. Também aqui é preciso saber provocar momentos de diálogo longe dos ouvidos indiscretos de outros membros da família (viagens de carro, por exemplo). Às vezes, essa conversa precisa ser feita sem demora, pois o adolescente que se sente pronto para falar corre o risco, se não for ouvido, de fechar-se às suas inquietações e às suas dúvidas.

O que é dito em casa deve ficar em casa, pelo menos no que diz respeito a certos assuntos, e principalmente quando os filhos são pequenos. Podemos explicar-lhes claramente, a partir dos 6 ou 7 anos, que nem tudo se repete aos amigos da escola ou aos vizinhos: “Não é segredo, muito menos vergonhoso, mas é tão importante que é uma coisa que você só discute com sua mãe e seu pai, não com qualquer pessoa. Você não deve falar sobre isso com outras pessoas”. Para os adolescentes é diferente, pois eles se sentem confrontados com tudo e qualquer coisa; portanto, é bom que eles possam adquirir no seio da família, argumentos e referências que lhes permitam enfrentar pontos de vista opostos aos seus. Eles precisam de pais atentos, abertos e pacíficos, prontos para orientar seu pensamento em todas as áreas, inclusive as mais delicadas.


crianca

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Christine Ponsard

Tags:
EducaçãoFamíliaFilhos
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