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4 coisas importantes a saber antes de entrar na Quaresma com a família

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Shutterstock | Andrey Zhar

Edifa - publicado em 12/02/21

Para as crianças, os 40 dias da Quaresma podem parecer muito longos. Aqui estão quatro coisas que você precisa saber para acompanhar seus pequenos até a Páscoa, sem desanimá-los

Em menos de oito dias entraremos na Quaresma. Por isso, se quisermos ajudar as crianças a começar essa escalada até a Páscoa, mãos à obra! Vamos rever algumas referências pedagógicas que nos ajudarão neste caminho com a família.

1. Leve em consideração a idade das crianças

Todas as crianças são afetadas pela Quaresma, mas nem todas da mesma forma. Às vezes ouvimos: “Ah, crianças pequenas não precisam fazer a Quaresma!” Mas ninguém precisa! Não é sobre precisar. A Quaresma não é uma tarefa ou uma tarefa ruim que iremos passar. Pelo contrário, a Quaresma é um presente, um tempo de graça que nos é oferecido. Por que então privar pequenos? Dito isso – com algumas exceções – devemos saber que realidades como conversão ou penitência não fazem muito sentido para menores de cinco anos. E quarenta dias, para eles, é uma eternidade! Cabe a nós compreender quando e como chamar a atenção dos mais novos, assim não os incomodamos até a Páscoa.

2. Leve em consideração o caráter de cada criança, seus dons e limites

É importante refletir sobre a idade da criança, mas também sobre a sua personalidade e sua capacidade de fazer tal ou tal esforço. Anotar os esforços que fazemos até a chegada da Páscoa pode ajudar aquela criança que tende a desanimar, que sempre sente que não está fazendo nada direito. Por outro lado, pode ser uma atividade prejudicial para aquela que se orgulha com facilidade, pois usará essas anotações para provar aos outros e a si mesmo que ela é a melhor. A atividade também não é indicada para crianças determinadas, que imedirão o valor de sua Quaresma pela quantidade de atos realizados – tantas orações, tantos sacrifícios, tantos esforços de partilha – esquecendo-se de que cumprir a vontade de Deus não consiste necessariamente em fazer coisas, mas também em deixar-se fazer, modelar por ele.

3. Orientar as crianças com uma atitude atenciosa e respeitosa

Lembremos que, em qualquer progressão espiritual, as aparências às vezes enganam: o mais importante é o que não se vê. Lembremos também que “Deus só sabe contar até um”: Ele tem uma história de amor única a viver com cada um de nós em particular. Por isso, ao orientar crianças, nossa atitude deve ser atenta e respeitosa. Cuidado para não correr o risco de sufocar ou esmagar vocações. Devemos ser respeitosos, para não transformar em moldes pré-fabricados viagens espirituais próprias de cada criança, e não destruir jardins secretos de intimidade com Deus.

Sophia sempre mostra muita generosidade durante a Quaresma, mas não deixa que o medo do fracasso, que é seu ponto fraco, a corroa: Deus não está esperando por ela? A subida até a Páscoa pode significar consentir nos seus próprios limites, aprendendo sobre a alegria de saber que somos pobres diante de Deus. Xavier recusa-se a participar dos esforços de partilha e despojamento tomados em família. Não deseja se privar do açúcar da sua tigela de leite ou do chocolate; mas, no decorrer de uma conversa com sua professora, a mãe descobriu que seu filho exibe tesouros de amizade para com uma criança que geralmente fica isolada no recreio. Clarisse está sempre tão agitada e aparentemente distraída durante a oração familiar, mas, com um pouco de atenção, acabamos percebendo que ela se recolhe intensamente no momento do sinal da cruz. São apenas alguns segundos, mas talvez, tempo suficiente para um encontro muito profundo com Deus.

4. Lembre-se de que “a caridade profunda começa por você mesmo”

Queremos realmente que nossos filhos vivam a Quaresma como uma ascensão à Páscoa? Então, vamos começar! Um bom exemplo é melhor do que longos discursos. Mas tome cuidado para não bancar os pais “exemplares” – ansiosos para dar um bom exemplo, às vezes corremos o risco de tentar esconder a todo custo nossas fraquezas e nossas quedas.

O que nossos filhos precisam não são de pais irrepreensíveis, mas de pais que, sabendo que são pecadores, confiam sempre na misericórdia de Deus. Pais que vivenciam a Quaresma como uma subida, certamente, mas uma subida que parece mais com um elevador do que com uma escada. Como o elevador de que falava Santa Teresinha do Menino Jesus: “Gostaria de encontrar um elevador para subir a Jesus, porque sou muito pequena para subir a escadaria áspera da perfeição. (…) O elevador que me deve levar ao céu são os teus braços, ó Jesus! Para isso não preciso crescer, pelo contrário, devo permanecer pequena, e diminuir cada vez mais”.


WOMAN PRAYING

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