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Educação emocional e sexual: como conversar com seu filho adolescente?

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Rawpixel.com - Shutterstock

Edifa - publicado em 04/03/21

Como conversar com seus adolescentes sobre sexualidade? Devemos dar respostas poéticas ou informações técnicas? Os pais, assim como seus filhos, muitas vezes ficam envergonhados durante essa conversa. A seguir encontre alguns conselhos práticos de um terapeuta sexual

Os pais estão preparados para falar sobre o amor “em verdade”, como o faz o Abade Grosjean? Prestes a ver os filhos entrando na faculdade, às vezes os pais ficam constrangidos de trazer à tona o assunto da sexualidade e muitas vezes fogem com um discurso um tanto dogmático. Mas atenção, “um adolescente vai pensar: “Socorro!” quando os pais chegam no modo: “Tenho que falar uma coisa com você”!”, afirma Thérèse Hargot sexóloga, filósofa e autora de Uma juventude sexualmente liberada (ou quase) (em tradução livre). Como, então, abordar essa questão corretamente? Nos diz a especialista: “A sexualidade se constrói desde a primeira infância, eu diria mesmo a partir do seio da mãe, através da forma como os pais veem a criança, trocam suas fraldas, tratam o seu corpo, e promovem o cuidado e o respeito”.

A conversa deve vir entre o ensino fundamental e médio

O papel dos pais é, portanto, muito mais amplo do que o de um educador intervindo no ambiente escolar, por exemplo, porque eles fornecem informações ao longo do tempo, em particular por meio da linguagem não verbal. O clima em que a criança vai ser criada, se os pais se amam, se eles próprios vivenciam uma sexualidade de acordo com as mensagens que querem passar, tudo isso moldará sua visão. “A maneira como os pais vivem e expressam seu amor é melhor do que qualquer conversa”, resume Thérèse Hargot, “e um pai livre e seguro não se pergunta: como falar sobre sexualidade, ou quando?!”. A educação não verbal de longo prazo não deve eliminar um discurso mais direto sobre o assunto. Mas também aqui os pais terão de mostrar pedagogia e paciência. Hoje, para passar de um discurso que banaliza as experiências sexuais para uma sexualidade ampliada pela teologia do corpo, é uma questão paciência, onde se avança gradativamente.

“Tudo no seu tempo”, insiste Thérèse Hargot. Durante o ensino fundamental, o pré-adolescente descobre um corpo que se adapta à medida que muda. Questionando-se sobre sua identidade, ele pode entender a educação emocional como uma disciplina intelectual. Já no ensino médio, um discurso espiritual estará mais bem sustentado sobre um solo emocional já preparado, “uma vez que ele já compreende quem é, e que dedicou tempo para a antropologia e o discernimento. É preciso maturidade emocional para conceber a alegria da castidade antes do casamento”.

Armadilhas a evitar

Por fim, os pais devem ter cuidado para evitar duas armadilhas. A primeira é falar sobre sexualidade apenas na forma de proibições. A segunda, de falar apenas sobre a beleza do corpo ou a maravilha do feto. No primeiro caso, o adulto não adere às preocupações presentes do adolescente, que está descobrindo o seu corpo e seus sentimentos. No segundo caso, “não se fala que a criança não é a meta da sexualidade, mas apenas o seu fruto”. A terapeuta sexual propõe, portanto, a confiar nas emoções do jovem para mostrar-lhe que um dia essa união lhe dará a alegria que ela espera. Assegurando, é claro, que o prazer sexual não seja o objetivo da união, mas uma expressão do amor que o acompanha.


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