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As dificuldades a evitar antes, durante e depois da primeira comunhão de um filho

ENFANTS EN BLANC

© Shutterstock

Edifa - publicado em 13/05/21

Muitas vezes, colocamos toda a nossa atenção na preparação para a primeira comunhão, mas depois não fazemos nada

O modo como a primeira comunhão é preparada e vivida tem consequências para o desenvolvimento da vida cristã da criança. A essência desse dia é, naturalmente, o primeiro encontro da criança com Deus, na intimidade muito particular da comunhão eucarística. Portanto, deve ser feito tudo o possível para facilitar este encontro, para facilitar o recolhimento da criança antes, durante e depois da missa da primeira comunhão.

O vestuário não deve ocupar o primeiro lugar

Não se trata de viver este dia como monges ou rejeitar as comemorações familiares. Trata-se apenas de assegurar que essas comemorações não tenham uma importância mais concreta do que a própria primeira comunhão. Assim, uma refeição simples que permite aos pais manter a calma e ter disponibilidade é melhor do que pratos elaborados que monopolizam a mãe de família e colocam a casa em pé de guerra.

O vestuário geralmente ocupa um lugar importante nas preocupações das meninas, especialmente se várias meninas estiverem tomando a comunhão ao mesmo tempo pela primeira vez. Você apenas tem que ouvir as meninas durante as sessões de catecismo antes do grande dia. É responsabilidade dos pais ajudá-las deixar os prazeres da elegância onde eles pertencem: embora seja normal usar roupas de festa como fazemos para um evento importante, e estamos felizes com isso, essa questão não deveria ocupar o primeiro lugar. Nossa própria atitude a esse respeito influencia muito sobre a das crianças. Quanto mais relaxados estivermos em relação às questões de vestuário e quanto menos estivermos dispostos a julgar as pessoas por sua aparência, mais justa será a atitude de nossos filhos nessa área.

E os presentes?

Todas as crianças adoram receber presentes. E todos os avôs e avós, padrinhos e madrinhas adoram dá-los. Em certo sentido, isso faz parte da festa. Mas, por outro lado, é difícil que os presentes não fiquem no primeiro posto (ou num posto muito alto) entre os aspectos importantes para a criança. Mais uma vez, basta ouvir suas conversas antes ou depois da catequese: “Eu também quero isso. O que eles deram a você? Você viu o que minha avó me deu?”.

Então? Bem, deixe cada família decidir. Sem presentes: é possível, com a aprovação total da criança. Dar presentes apenas de origem religiosa também pode ser uma boa solução, desde que se chegue a um acordo para que a criança não se encontre com três crucifixos e quatro missais. Em todo caso, um videogame ou uma boneca não são bem-vindos no dia da primeira comunhão. Cabe aos pais explicar isso diplomaticamente aos possíveis doadores. É melhor desapontar o tio Pablo ou a prima Carla do que arruinar o entusiasmo da criança.

E depois?

Muitas vezes, colocamos toda a nossa atenção na preparação para a primeira comunhão e depois não fazemos nada. No entanto, as crianças precisam de nós. Primeiro, para que nós deixemos que elas possam ir à missa com nós todos os domingos. Depois, para que a comunhão não se torne automática (vou à missa, então tomo a hóstia sistematicamente sem reflexão), mas bem que seja preparada na véspera ou inclusive durante a semana anterior. Podemos falar sobre isso na oração familiar para que cada um, a seu modo e como quiser, pense em preparar a sua possível comunhão do dia seguinte ou do domingo seguinte.

Esta preparação continua sendo, fundamentalmente, um segredo entre Deus e a criança, mas às vezes é desejável que sugeramos um certo esforço ou ato de oferenda. Vamos lembrar também da regra do jejum eucarístico, que consiste em que quem se prepara para receber a Comunhão abstenha-se “de comer e beber pelo menos uma hora antes da sagrada comunhão, exceto água e remédios” (Novo código de lei canônica 919, § 1). Esta regra pode parecer puramente formal e sem significado profundo: é por isso que muitos cristãos não a aplicam e muitas vezes a desconhecem. Na realidade, quem se esforça por colocá-la em prática percebe que é um meio muito concreto de preparar a Eucaristia, de não receber a Comunhão como se fosse algo mecânico ou um simples hábito. Esta preparação do corpo leva à uma preparação da alma. Na realidade, a regra do jejum eucarístico é muito pedagógica e seria uma verdadeira pena privar a criança dela sob o pretexto de não sobrecarregar ela de regras e obrigações.

Embora seja importante que a criança não tome a comunhão como um hábito, que faça uma preparação para receber Jesus, que a sua participação na Eucaristia seja apoiada por um pedido regular do sacramento do Perdão (em geral, uma vez por mês é uma boa frequência ), que não tome a comunhão quando tenha um pecado grave (não creia que as crianças só sejam capazes de ter “pequenos” pecados: a gravidade da sua recusa de amar é proporcional à sua capacidade de amar, que pode ser muito grande), resumindo, embora seja essencial que não receba Jesus de qualquer forma, devemos também zelar para que ela não seja prisioneira de escrúpulos ou perfeccionismo, que lhe impediriam tomar a comunhão sob o pretexto de indignidade. A Eucaristia não é um mérito: é um dom gratuito de Deus para nós. E Jesus não veio pelos “saudáveis”, mas pelos pecadores.

Christine Ponsard 

Tags:
EucaristiaFilhosSacramentos
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