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Festividade do dia

domingo 19 janeiro
Bem-aventurado Marcelo Spínola y Maestre

Bispo (†1905)

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Arcebispo de Sevilha, cardeal e fundador de uma Congregação feminina. Nascido na Província espanhola de Cádiz, no dia 14 de janeiro de 1835, conheceu uma infância relativamente tranquila: sua família pertencia à nobreza. Teve um grande pendor para os estudos, de modo que em 1855 se diplomou em Direito. Por algum tempo exerceu a profissão de advogado, distinguindo-se na assistência gratuita aos pobres. Com o passar do tempo, Marcelo sentia no coração que seu caminho era outro: entrou no seminário de Sevilha e recebeu a ordenação sacerdotal com 29 anos no dia 21 de maio de 1864. Em seguida desempenhou as mais variadas funções em seu apostolado, mas de todos os trabalhos pastorais, tinha predileção pela penitência: dedicava horas inteiras de sua jornada para atender os penitentes. Em 1879 foi nomeado cônego da catedral e, em 1881 foi eleito bispo auxiliar do arcebispo de Sevilha. Seu fervor e zelo pastoral o levaram a fundar as “Servas Concepcionistas do Coração Divino de Jesus”, uma congregação religiosa feminina que teve como primeira freia a marquesa Célia Mendez y Delgado. Foi transferido para a diocese de Málaga onde se dedicou às questões sociais, visitando hospitais, prisões e abrindo escolas para combater o analfabetismo e a ignorância. Nessa cidade foi chamado de “bispo santo”. Após dez anos de intensos trabalhos, foi nomeado arcebispo de Sevilha. Era o ano de 1896. O exercício de seu episcopado em Sevilha o levou a se debruçar sobre as mais variadas questões, mas sempre tendo em vista os pobres. Em 1905 foi criado cardeal pelo Papa São Pio X. Após dez anos à frente da arquidiocese, Dom Marcelo morreu no dia 19 de janeiro, sendo sepultado na catedral. São João Paulo II o declarou Bem-aventurado no dia 19 de março de 1987.

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Vinde, povo do Senhor e rebanho que ele guia: vinde todos, adoremos, aleluia.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo
como era no princípio, agora e sempre.
Amém
Hino
Eis que da noite já foge a sombra
e a luz da aurora refulge, ardente.
Nós, reunidos, a Deus oremos
e invoquemos o Onipotente.

Deus, compassivo, nos salve a todos
e nos afaste de todo o mal.
O Pai bondoso, por sua graça,
nos dê o reino celestial.

Assim nos ouça o Deus Uno e Trino,
Pai, Filho e Espírito Consolador.
Por toda a terra vibram acordes
dum canto novo em seu louvor.

Cântico Dn 3,52-57

O Criador é bendito para sempre (Rm 1,25).

Sede bendito, Senhor Deus de nossos pais.
A vós louvor, honra e glória eternamente!
Sede bendito, nome santo e glorioso.
A vós louvor, honra e glória eternamente!

No templo santo onde refulge a vossa glória.
A vós louvor, honra e glória eternamente!
E em vosso trono de poder vitorioso.
A vós louvor, honra e glória eternamente!

Sede bendito, que sondais as profundezas.
A vós louvor, honra e glória eternamente!
E superior aos querubins vos assentais.
A vós louvor, honra e glória eternamente!

Sede bendito no celeste firmamento.
A vós louvor, honra e glória eternamente!
Obras todas do Senhor, glorificai-o.
A Ele louvor, honra e glória eternamente!

Glória ao Pai...

Leitura breve Ez 36,25-27
Derramarei sobre vós uma água pura, e sereis purificados. Eu vos purificarei de todas as impurezas e de todos os ídolos. Eu vos darei um coração novo e porei um espírito novo dentro de vós. Arrancarei do vosso corpo o coração de pedra e vos darei um coração de carne; porei o meu espírito dentro de vós e farei com que sigais a minha lei e cuideis de observar os meus mandamentos.

Nós vos louvamos, dando graças, ó Senhor, dando graças, invocamos vosso nome.
E publicamos os prodígios que fizestes.

BENEDICTUS
Foi este o testemunho que João deu do Senhor:
O que virá depois de mim, já existia antes de mim.

Bendito seja o Senhor Deus de Israel,
porque a seu povo visitou e libertou;

e fez surgir um poderoso Salvador
na casa de Davi, seu servidor,

como falara pela boca de seus santos,
os profetas desde os tempos mais antigos,

para salvar-nos do poder dos inimigos
e da mão de todos quantos nos odeiam.

Assim mostrou misericórdia a nossos pais,
recordando a sua santa Aliança

e o juramento a Abraão, o nosso pai,
de conceder-nos que, libertos do inimigo,

a ele nós sirvamos sem temor
em santidade e em justiça diante dele,
enquanto perdurarem nossos dias.

Serás profeta do Altíssimo, ó menino,
pois irás andando à frente do Senhor
para aplainar e preparar os seus caminhos,

anunciando ao seu povo a salvação,
que está na remissão de seus pecados;

pela bondade e compaixão de nosso Deus,
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,

para iluminar a quantos jazem entre as trevas
e na sombra da morte estão sentados

e para dirigir os nossos passos,
guiando-os no caminho da paz.

Glória ao Pai...

Preces
Demos graças a nosso Salvador, que veio a este mundo para ser Deus-conosco; e o aclamemos, dizendo:

R. Cristo, rei da glória, sede nossa luz e alegria!

Senhor Jesus Cristo, luz que vem do alto e primícias da ressurreição futura,
– dai-nos a graça de vos seguirmos, para que, livres das sombras da morte, caminhemos sempre na luz da vida. R.

Mostrai-nos vossa bondade, refletida em todas as criaturas,
– para contemplarmos em todas elas a vossa glória. R.

Não permitais, Senhor, que hoje sejamos vencidos pelo mal,
– mas tornai-nos vencedores do mal pelo bem. R.

Vós, que no Jordão fostes batizado por João Batista e ungido pelo Espírito Santo,
– santificai todas as nossas ações deste dia com a graça do mesmo Espírito. R.

(Intenções livres)

Pai nosso ...

Oração
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!

Temos que explicar quem é esse que já está presente, e quais foram as motivações que levaram a descer até nós aquele que veio do céu. Ele diz com efeito: “Eis o Cordeiro de Deus”, Cordeiro que o profeta Isaías nos havia predito, dizendo: “Como um cordeiro levado ao matadouro, como uma ovelha diante do tosquiador, ficou em silêncio”. Cordeiro prefigurado já antes pela lei de Moisés. Só que então, a salvação era parcial e não derramava sobre todos sua misericórdia: era um tipo e uma sombra. Por outro lado, aquele cordeiro, enigmaticamente em outro tempo prefigurado, aquela vítima imaculada, é levada por todos ao matadouro, para que remova o pecado do mundo, para derrubar o exterminador da terra, para abolir a morte morrendo por todos nós, para cancelar a maldição que pesava sobre a humanidade, para finalmente anular a velha condenação: “És pó e ao pó voltarás”, para que ele seja o segundo Adão, não da terra, mas do céu, e se torne a origem de todo bem da natureza humana, como solução da morte introduzida no mundo, como mediador da vida eterna, como causa do retorno a Deus, como princípio de piedade e justiça, como caminho, finalmente, para o reino dos céus. E, de fato, um único cordeiro morreu por todos, preservando assim todo o rebanho dos homens para Deus Pai: um por todos, para submeter todos a Deus; um por todos, para ganhar a todos; enfim, para que todos “não vivam mais para si mesmos, mas para quem morreu e ressuscitou por eles”. Estando todos nós efetivamente envolvidos numa multidão de pecados e sendo, consequentemente, escravos da morte e da corrupção, o Pai deu seu Filho como resgate por nós, um por todos, para que todos subsistam nele e ele é melhor que todos. Um morreu por todos, para que todos vivamos nele. A morte absorvida pelo Cordeiro degolado por nós, também nele e com ele se viu necessitada de nos devolver a todos a vida. Todos nós estávamos em Cristo, que por nós e para nós morreu e ressuscitou. De fato, abolido o pecado, quem poderia impedir que ele abolisse a morte, consequência do pecado? Morta a raiz, como o tronco poderia ser salvo? Morto o pecado, que justificativa resta para a morte? Portanto, exultantes de alegria legítima pela morte do Cordeiro de Deus, lancemos o desafio: “Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó inferno, o teu aguilhão?”.

São Cirilo de Alexandria
Lib. 2: PG 73,191-194
Patriarca de Alexandria, é doutor da Igreja (378-444).

Vinde, povo do Senhor e rebanho que ele guia: vinde todos, adoremos, aleluia!
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo,
como era no princípio, agora e sempre.
Amém.

Hino
Ó luz, ó Deus Trindade,
ó Unidade e fonte:
na luz do sol que morre,
a vossa em nós desponte.

A vós de madrugada,
de tarde vos cantamos;
a vós na eternidade,
louvar sem fim possamos.

Ao Pai e ao Filho glória,
ao Espírito também,
louvor, honra e vitória
agora e sempre. Amém.

Salmo 109(110),1-5.7

É preciso que ele reine, até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés (1Cor 15,25).

Palavra do Senhor ao meu Senhor:
'Assenta-te ao meu lado direito
até que eu ponha os inimigos teus
como escabelo por debaixo de teus pés!'

O Senhor estenderá desde Sião
vosso cetro de poder, pois Ele diz:
'Domina com vigor teus inimigos;

tu és príncipe desde o dia em que nasceste;
na glória e esplendor da santidade,
como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!'

Jurou o Senhor e manterá sua palavra:
'Tu és sacerdote eternamente,
segundo a ordem do rei Melquisedec!'

À vossa destra está o Senhor, Ele vos diz:
'No dia da ira esmagarás os reis da terra!
Beberás água corrente no caminho,
por isso seguirás de fronte erguida!'

Glória ao Pai...

Leitura 2Ts 2,13-14
Quanto a nós, devemos continuamente dar graças a Deus por vossa causa, irmãos amados do Senhor, pois Deus vos escolheu desde o começo, para serdes salvos pelo Espírito que santifica e pela fé na verdade. Deus vos chamou para que, por meio do nosso evangelho, alcanceis a glória de nosso Senhor Jesus Cristo.

É grande o Senhor, e é grande o seu poder.
Seu saber é sem limites.

MAGNIFICAT
Do céu, o Espírito Santo em forma de pomba desceu,
e sobre Jesus repousou: Eis quem batiza com o Espírito Santo.

A minha alma engrandece ao Senhor
e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;
pois ele viu a pequenez de sua serva,
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita.

O Poderoso fez por mim maravilhas
e Santo é o seu nome!
Seu amor, de geração em geração,
chega a todos que o respeitam;

demonstrou o poder de seu braço,
dispersou os orgulhosos;
derrubou os poderosos de seus tronos
e os humildes exaltou;

De bens saciou os famintos,
e despediu, sem nada, os ricos.
Acolheu Israel, seu servidor,
fiel ao seu amor,

como havia prometido aos nossos pais,
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

Glória ao Pai...

Preces
Louvor e honra a Cristo que vive eternamente para interceder por nós, e que dá a salvação àqueles que, por seu intermédio, se aproximam de Deus. Firmes nesta fé, imploremos:

R. Lembrai-vos, Senhor, do vosso povo!

Sol de justiça, ao cair desta tarde, nós vos pedimos por todos os homens e mulheres,
– para que vivam as alegrias da vossa luz que não se apaga. R.

Conservai a aliança que selastes com o vosso sangue,
– e santificai a vossa Igreja, para que seja imaculada. R.

Senhor, do lugar em que habitais,
– lembrai-vos desta vossa comunidade. R.

Dirigi no caminho da paz e do bom êxito os que se encontram em viagem,
– para que cheguem ao seu destino com saúde e alegria. R.

(Intenções livres)

Recebei, Senhor, as almas dos nossos irmãos e irmãs que morreram,
– e concedei-lhes vosso perdão e a glória eterna. R.

Pai nosso...

ANTÍFONA MARIANA
Salve, Regina, mater misericordiae
Vita, dulcedo, et spes nostra, salve.
Ad te clamamus, exsules, filii evae.
Ad te suspiramus, gementes et flentes
in hac lacrimarum valle.

Eia ergo, Advocata nostra,
illos tuos misericordes oculos
ad nos converte.
Et Iesum, benedictum fructum ventris tui,
nobis post hoc exsilium ostende.
O clemens, O pia, O dulcis Virgo Maria.

Ora pro nobis sancta Dei Genetrix.
Ut digni efficiamur promissionibus Christi. Amen.
(Tradução)
Salve Rainha, Mãe de Misericórdia, vida e doçura esperança nossa salve! A vós bradamos degredados filhos de Eva.
A vós suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas.
Eia, pois advogada nossa, esses vossos olhos misericordiosos a nós volvei, e depois deste desterro, mostrai-nos Jesus, bendito fruto do vosso ventre, ó clemente, ó piedosa ó doce e sempre Virgem Maria.
Rogai por nós Santa Mãe de Deus, para que sejamos dignos das promessas de Cristo. Amém

SEJAM SANTOS!
Na escola da santidade.

Arcebispo de Sevilha, cardeal e fundador de uma Congregação feminina. Nascido na Província espanhola de Cádiz, no dia 14 de janeiro de 1835, conheceu uma infância relativamente tranquila: sua família pertencia à nobreza. Teve um grande pendor para os estudos, de modo que em 1855 se diplomou em Direito. Por algum tempo exerceu a profissão de advogado, distinguindo-se na assistência gratuita aos pobres. Com o passar do tempo, Marcelo sentia no coração que seu caminho era outro: entrou no seminário de Sevilha e recebeu a ordenação sacerdotal com 29 anos no dia 21 de maio de 1864. Em seguida desempenhou as mais variadas funções em seu apostolado, mas de todos os trabalhos pastorais, tinha predileção pela penitência: dedicava horas inteiras de sua jornada para atender os penitentes. Em 1879 foi nomeado cônego da catedral e, em 1881 foi eleito bispo auxiliar do arcebispo de Sevilha. Seu fervor e zelo pastoral o levaram a fundar as “Servas Concepcionistas do Coração Divino de Jesus”, uma congregação religiosa feminina que teve como primeira freia a marquesa Célia Mendez y Delgado. Foi transferido para a diocese de Málaga onde se dedicou às questões sociais, visitando hospitais, prisões e abrindo escolas para combater o analfabetismo e a ignorância. Nessa cidade foi chamado de “bispo santo”. Após dez anos de intensos trabalhos, foi nomeado arcebispo de Sevilha. Era o ano de 1896. O exercício de seu episcopado em Sevilha o levou a se debruçar sobre as mais variadas questões, mas sempre tendo em vista os pobres. Em 1905 foi criado cardeal pelo Papa São Pio X. Após dez anos à frente da arquidiocese, Dom Marcelo morreu no dia 19 de janeiro, sendo sepultado na catedral. São João Paulo II o declarou Bem-aventurado no dia 19 de março de 1987.

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