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Beata Júlia Rodzinska

Mártir († 1945)    

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A3pfamily - Shutterstock

A seletividade racial pregada pelos nazistas e a perseguição religiosa, causou mais de cinco milhões de vítimas entre a população civil polonesa, incluindo religiosos, padres, bispos e leigos católicos comprometidos.

Entre tantos sacrificados, foi possível, com base em informações e testemunhos recolhidos, reunir vários processos para a beatificação de 108 mártires. 

O primeiro julgamento foi aberto em 26 de janeiro de 1992 pelo bispo de Wloclawek e incluía o maior número de vítimas que sofreu martírio. Outros testemunhos convergiram para este processo e o número de Servos de Deus, inicialmente 92, aos poucos chegou a 108.

Tem-se apenas algumas informações numéricas sobre estes mártires, não sendo possível relatar todos os 108 nomes desta lista. 

O grande grupo de mártires foi dividido em quatro grupos principais, distinguidos segundo o estado de vida: bispos, clero diocesano, famílias religiosas, religiosos e leigos. Pertenciam a 18 dioceses, ao Ordinariato Militar e a 22 famílias religiosas.

Eram ao todo 3 bispos, 52 sacerdotes diocesanos, 3 seminaristas, 26 sacerdotes religiosos, 7 frades professos, 8 religiosos e 9 leigos. 

Sofreram torturas, maus-tratos e foram presos. Quase todos terminaram seus dias nos, tristemente famosos, campos de concentração de Dachau, Aschwitz, Sutthof, Ravensbrück, Sachsenhausen. Conforme o caso, foram submetidos à câmara de gás, decapitados, fuzilados, enforcados ou espancados até a morte pelos guardas do campo. A sua celebração religiosa é única, de acordo com o dia da morte de cada um.

Entre eles estava a freira dominicana Júlia Rodzinska (Stanislava era seu nome de nascimento). Julia Rodzińska nasceu em 16 de março de 1899, em Nawojowa, Polônia. Era uma das cinco filhas do organista Michał e Marianna. 

Rodzińska ficou órfã aos dez anos de idade e tornou-se aia do convento das Irmãs Dominicanas, em Nawojowa. Lá ela terminou a escola e depois começou seus estudos no Seminário de Professores em Nowy Sącz, mas não os concluiu porque começou sua formação religiosa em Wielowieś. Aos 17 anos entrou para a Congregação das Irmãs de São Domingos, em Tarnobrzeg-Wielowieś e lá (5 de agosto de 1924) fez seus votos religiosos e completou sua educação interrompida.

Como professora qualificada, exerceu o seu ministério em Mielżyn, Rawa Ruska e Vilnius (a partir de 13 de dezembro de 1922, durante 22 anos). Desde 1934, era superiora de uma casa em Vilnius e dirigia um orfanato. Após a eclosão da Segunda Guerra Mundial, ela ensinou secretamente a língua polonesa, história e religião, e desenvolveu atividades humanitárias. Era conhecida como “mãe dos órfãos” e “apóstola do Rosário”.

Foi aprisionada pela Gestapo em 12 de julho de 1943, sofreu por dois anos no campo de concentração de Stutthof. Veio a falecer em 20 de fevereiro de 1945, após contrair tifo, que assolou o campo onde as condições de higiene eram inexistentes. Ela contraiu a infecção no caminho quando foi dar conforto e apoio aos prisioneiros judeus já infectados e isolados.

Foi a única Irmã Dominicana incluída neste grande grupo de mártires beatificados em 1999. 

O Papa São João Paulo II os beatificou em 13 de junho de 1999, em Varsóvia, durante sua sétima visita apostólica à Polônia. Durante a ocupação nazista alemã do solo polonês, de 1939 a 1945, 108 mártires foram vítimas da perseguição contra a Igreja polonesa,

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