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Santo Agapito I

Papa (†536)

AGAPITUS

Public Domain

Santo Agapito I

Não se sabe a data de seu nascimento. Era filho de um Padre romano, chamado Giordano, que foi morto durante um motim no tempo do Papa Símaco.

Esteve na cátedra de Pedro apenas durante onze meses.

No período do papado de Agapito I, Belizário depois de ter conquistado facilmente a Sicília se preparava para invadir a Itália. Os reis dos Godos, Deodato, não teve outro recurso senão pedir ao velho pontífice para levá-lo a Constantinopla e exercer sua influência pessoas sobre o Imperador Justiniano. Para pagar os custos desta empreitada, Agapito foi constrangido a colocar em jogo os cálices sagrados de Roma. Partiu no meio do inverno com cinco bispos e uma grande comitiva. Em fevereiro de 536, chegou à capital do Oriente, onde foi recebido com todas as honras de chefe da Igreja de Roma. Como havia previsto, sua visita estava fadada ao fracasso, pois Justiniano havia decidido restabelecer os direitos do Império em Roma. Do ponto de vista eclesial, a visita do Papa a Constantinopla foi definitivamente um triunfo, somente menos memorável do que as campanhas de Belizário. Quem ocupava a cátedra em Constantinopla na época era um certo Antimo que, sem permissão deixou a sede episcopal e se juntou aos monofisistas, que em acordo com a Imperatriz Teodora, fizeram um complô contra o que fora estabelecido pelo Concílio de Calcedônia. Apesar dos protestos dos ortodoxos, a Imperatriz elegeu Antimo para a sede Patriarcal. Logo que o Papa chegou os membros mais eminentes do clero denunciaram o novo patriarca como um intruso e herege. Agapito ordenou que ele fizesse uma profissão de fé por escrito e que voltasse para a sede episcopal que havia abandonado. Antimo se recusou. Tal atitude contrariou o Imperador, que fora enganado pela Imperatriz quanto à ortodoxia daquele que ele protegia. Chegou mesmo a ameaçar o Papa de banimento. Espirituosamente Agapito respondeu: “Vim respeitosamente visitar Justiniano, o Imperador fervorosamente cristão, mas em seu lugar encontrei um ‘Diocleciano’, cujas ameaças, no entanto, não me assustam”. Tais palavras intrépidas contiveram Justiniano que acabou por se convencer que a fé de Antimo era suspeita. Não fez qualquer objeção quando o Papa, exercendo a plenitude de seus poderes, depôs e suspendeu o intruso. Pela primeira vez na história da Igreja, ele mesmo consagrou seu sucessor legalmente eleito, Mennas. Este exercício memorável da prerrogativa papal não seria esquecido pelos orientais que, assim como os latinos, o veneravam como um santo.

A fim de descartar toda suspeita de prática de heresia, Justiniano enviou uma confissão escrita de sua fé ao Papa. Este último a aceitou destacando, a justo título, que “apesar de não poder admitir que um leigo tenha direito de ensinar a religião, ele sublinha com entusiasmo que o zelo do Imperador está em perfeito acordo com as decisões dos Padres Conciliares”.

Pouco tempo depois Agapito ficou doente e faleceu, no dia 22 de abril de 536, após um pontificado glorioso de onze meses. Seus restos foram para Roma e depositados na basílica de São Pedro no dia 20 de setembro do mesmo ano.

Não se sabe a data de seu nascimento. Era filho de um Padre romano, chamado Giordano, que foi morto durante um motim no tempo do Papa Símaco.

Esteve na cátedra de Pedro apenas durante onze meses.

No período do papado de Agapito I, Belizário depois de ter conquistado facilmente a Sicília se preparava para invadir a Itália. Os reis dos Godos, Deodato, não teve outro recurso senão pedir ao velho pontífice para levá-lo a Constantinopla e exercer sua influência pessoas sobre o Imperador Justiniano. Para pagar os custos desta empreitada, Agapito foi constrangido a colocar em jogo os cálices sagrados de Roma. Partiu no meio do inverno com cinco bispos e uma grande comitiva. Em fevereiro de 536, chegou à capital do Oriente, onde foi recebido com todas as honras de chefe da Igreja de Roma. Como havia previsto, sua visita estava fadada ao fracasso, pois Justiniano havia decidido restabelecer os direitos do Império em Roma. Do ponto de vista eclesial, a visita do Papa a Constantinopla foi definitivamente um triunfo, somente menos memorável do que as campanhas de Belizário. Quem ocupava a cátedra em Constantinopla na época era um certo Antimo que, sem permissão deixou a sede episcopal e se juntou aos monofisistas, que em acordo com a Imperatriz Teodora, fizeram um complô contra o que fora estabelecido pelo Concílio de Calcedônia. Apesar dos protestos dos ortodoxos, a Imperatriz elegeu Antimo para a sede Patriarcal. Logo que o Papa chegou os membros mais eminentes do clero denunciaram o novo patriarca como um intruso e herege. Agapito ordenou que ele fizesse uma profissão de fé por escrito e que voltasse para a sede episcopal que havia abandonado. Antimo se recusou. Tal atitude contrariou o Imperador, que fora enganado pela Imperatriz quanto à ortodoxia daquele que ele protegia. Chegou mesmo a ameaçar o Papa de banimento. Espirituosamente Agapito respondeu: “Vim respeitosamente visitar Justiniano, o Imperador fervorosamente cristão, mas em seu lugar encontrei um ‘Diocleciano’, cujas ameaças, no entanto, não me assustam”. Tais palavras intrépidas contiveram Justiniano que acabou por se convencer que a fé de Antimo era suspeita. Não fez qualquer objeção quando o Papa, exercendo a plenitude de seus poderes, depôs e suspendeu o intruso. Pela primeira vez na história da Igreja, ele mesmo consagrou seu sucessor legalmente eleito, Mennas. Este exercício memorável da prerrogativa papal não seria esquecido pelos orientais que, assim como os latinos, o veneravam como um santo.

A fim de descartar toda suspeita de prática de heresia, Justiniano enviou uma confissão escrita de sua fé ao Papa. Este último a aceitou destacando, a justo título, que “apesar de não poder admitir que um leigo tenha direito de ensinar a religião, ele sublinha com entusiasmo que o zelo do Imperador está em perfeito acordo com as decisões dos Padres Conciliares”.

Pouco tempo depois Agapito ficou doente e faleceu, no dia 22 de abril de 536, após um pontificado glorioso de onze meses. Seus restos foram para Roma e depositados na basílica de São Pedro no dia 20 de setembro do mesmo ano.

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