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Santa Glodesinda

Abadessa (†VI século)

PRIEST

Pascal Deloche | Godong

Glodesinda viveu na França na época dos reinados de Quildeberto II (570 a 595) e Teoberto II (595-612).
Nasceu em 578, sendo seu pai o austrasiano Duque de Wintrom, proprietário de extensas propriedades na região de Champagne e ficou conhecido em sua época como “um dos nobres mais formidáveis do reino franco oriental”. Sua mãe, Godilla, também era filha de um duque austrasiano. A tia paterna de Glodesinda, Rotlinda, era abadessa de Ören, um convento em Trier, Alemanha.
Em 590, quando Glodesinda tinha entre 11 ou 12 anos, embora fosse muito jovem, foi dada em casamento a um jovem nobre chamado Obolenus, “um rico senhor da região da Champagna”. Por seu suposto envolvimento na tentativa de assassinato e conspiração contra o rei, Obolenus foi preso logo depois de a ter levado para o seu castelo. Ficou preso por um ano antes de ser enforcado. De acordo com a hagiógrafa Sabine Baring-Gould, Glodesinda e seu marido “se amavam ternamente” e que “o choque [de sua morte] quebrou todos os laços de Glodesinda com a terra”.
O pai de Glodesinda queria que ela contraísse novas núpcias, mas ela fugiu para Metz e se refugiou na Igreja de Santo Estêvão, um asilo sagrado.
Finalmente, com o consentimento de seus pais, ela se juntou a sua tia Rotlinda, abadessa em Trier, e começou na vida monástica sob sua orientação. Voltando a Metz, ela construiu um mosteiro em um terreno doado por seus pais e esse mosteiro acabou por adotar a Regra de São Bento. Este mosteiro primeiro foi chamado de São Pedro de Metz e depois recebeu o nome da fundadora. Durante seis anos Glodesinda esteve à frente deste mosteiro, com mais de cem monjas, e lá faleceu aos trinta anos, em 608.
A biógrafa de Glodesinda relatou que uma série de milagres ocorreram depois que ela foi enterrada no cemitério do mosteiro. Estes milagres incluíram vários peregrinos, principalmente mulheres, sendo curadas de cegueira e outras doenças graves. Uma das histórias sobre os milagres atribuídos a Glodesinda era sobre um funcionário do mosteiro chamado Fulbert que queria cruzar o rio Seille, mas não conseguiu encontrar transporte e sentou-se na margem na esperança de avistar um barco. Após esperar muito tempo ele dirigiu uma oração a Glodesinda para que ela intercedesse junto a Deus que lhe enviasse um barco. Deus ouviu a intercessão e enviou um barco que ninguém conduzia e que o próprio funcionário pôde usar, o que o fez logo depois de agradecer a Deus. Outra história de milagres foi sobre um homem pobre que queria visitar o mosteiro, mas hesitou porque não tinha dinheiro para doar ao mosteiro. O homem foi pescar e pegou um peixe grande, mas ele escapou da rede. Ele pediu a Glodesinda para que ela intercedesse junto a Deus e o mesmo peixe, milagrosamente, voltou para a rede, de modo que o homem pôde dá-lo ao mosteiro. Segundo a biógrafa de Glodesinda, ela protegeu Metz com um óleo que fluía milagrosamente de seu sepulcro, como um riacho. O óleo não só curou muitas pessoas de doenças, como a cidade “não sofreu prejuízos com a peste daquela época”.
Vinte e cinco anos depois de sua morte, seu corpo foi levado, com o consentimento do rei, para a igreja de Santa Maria. No reinado de Luís, o Bom, o bispo de Metz, Drogon, fez com que seu corpo fosse transferido para a igreja que havia construído e mudou de nome para Santa Glodesinda.
As relíquias foram salvas durante a Revolução Francesa e a santa sempre foi objeto de fervoroso culto. Ela também é venerada em Huy, na Bélgica, e celebrada em 25 de julho e 14 de março.

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