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Beata Luisa Teresa de Montaignac de Chauvance

Virgem († 1885)

THOUGHTS

AliceCam | Shutterstock

Luisa Teresa de Montaignac de Chauvance nasceu em 14 de maio de 1820 em Le Havre, na França. Filha de Raimondo Amato e Anna de Raffin, era a quinta de seus seis filhos. A família era de origem nobre, aparentada com a realeza da França e dentre seus ancestrais havia numerosos cruzados e o santo Abade Amabile.
Recebeu educação da família e depois, aos sete anos, das Irmãs “Fiéis Companheiras de Jesus”. Foi para o famoso pensionato “Les Oiseaux”, em Paris, onde teve início a sua devoção ao Sagrado Coração de Jesus, ao qual consagrou toda a sua vida. Em 1833, naquela pensão Mons. De Quelen autorizou a celebração do primeiro mês dedicado ao Sagrado Coração.
Deixando o pensionato por motivos de saúde, foi confiada por sua mãe doente à tia Madame de Raffin, que também era sua madrinha. Luisa recebeu dela uma educação espiritual e doutrinal muito profunda, lendo apaixonadamente o Evangelho e os escritos de Santa Teresa de Ávila. Aos 13 anos recebeu a primeira comunhão, que foi a experiência mais bonita de sua vida.
Em 1837, aos 17 anos voltou a “Les Oiseaux”, em Paris, onde aprofundou sua devoção ao Sagrado Coração entrando em contato com o Jesuíta Rousin, um dos propagadores dessa devoção.
Em 8 de setembro de 1843, pronunciou voto de consagração ao Sagrado Coração e seguiu o plano de sua tia de fundar uma Associação para divulgar o culto. No entanto, em 4 de dezembro de 1845 sua tia morreu repentinamente e Luísa se tornou herdeira de seu projeto e de seus bens.
Acompanhou a família que se transferiu para Montluçon em 1848, onde foi nomeada diretora da Associação local das “Filhas de Maria”, apoiando o trabalho principal de cuidar dos órfãos, ajudar igrejas pobres e dar educação às meninas necessitadas.
Comovida, sobretudo, pela miséria das igrejas rurais da região, em 1848, fundou a Obra do Tabernáculo, para ajudar na manutenção destas igrejas. Em 1850 também acolheu algumas meninas órfãs em um quarto adjacente à casa de seu pai, lançando as bases de um orfanato, que fundou em 1852, em Moulins.
Em 1854 Luísa Teresa fundou a Obra da Adoração Reparadora. Em 1854, aos 34 anos, foi acometida por uma grave doença na perna que a obrigou a ficar mais na cama do que em pé por sete anos. Será uma doença que a acompanhará por toda a vida, mas Luísa nunca se cansou de continuar a devoção ao Sagrado Coração.
Depois de várias tentativas de colocar seu grupo como uma Ordem Terceira das Congregações devotadas ao Sagrado Coração, a conselho do Jesuíta Gautrelet (1807-1886), fundador do Apostolado da Oração e seu diretor espiritual, Luísa Teresa fundou, em março 1874, a “Pia União das Oblatas do Sagrado Coração” aprovada pelo Bispo de Moulins. A instituição era dividida em dois grupos, as “Oblatas religiosas” que podiam viver em comunidade e as “Oblatas seculares” que tinham como objetivo as obras de caridade para os mais necessitados.
Em dezembro de 1875, Luísa Teresa foi nomeada secretária geral do Apostolado da Oração, então dirigida pelo jesuíta Enrico Ramière. Embora estivesse quase imóvel, devido à doença, foi capaz de seguir suas Oblatas por correspondência.
Em 1880, as Oblatas decidiram unir os dois ramos, das religiosas e das seculares, em uma única Congregação, elegendo Luísa Teresa como superiora geral.
Apesar do rompimento com o Padre Ramière, a Congregação obteve a aprovação da Santa Sé em 4 de outubro de 1881. Um ano depois Luísa fundou a obra do “Pequeno Samuel” para preparar jovens para a escolha da vida sacerdotal ou religiosa.
Infelizmente mais tarde, em 1888, quando a Instituição foi aprovada pela Congregação Romana, apenas as Oblatas religiosas foram reconhecidas e suprimiu-se o ramo das oblatas seculares. Contudo, a fundadora Luísa Teresa de Montaignac não chegou a viver esta desilusão, pois faleceu em 27 de junho de 1885, em Montluçon, aos 65 anos.
A causa de sua beatificação foi apresentada em Roma em 15 de dezembro de 1914 e São João Paulo II a proclamou beata em 4 de novembro de 1990.

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