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São Namácio

Bispo († c. 460)

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O nome Namácio, do latim Namatius, certamente de origem gaulesa, agora está extinto até na França, onde aparece apenas em documentos históricos do início da Idade Média.

A primeira referência que se tem sobre a vida de Namácio é a de que foi eleito bispo da cidade de Arvena, hoje Clermont-Ferrand, França. Naqueles tempos o bispo era eleito entre os anciãos mais dignos da comunidade cristã, isto é, entre os “presbíteros”, talvez recentemente convertidos, mas que haviam dado garantia de seriedade e sabedoria. Eram pessoas idosas, com mais idade, sabedoria e virtude. E, assim, não é de se estranhar que Namácio tivesse uma esposa.

Após a eleição, marido e mulher interromperam sua vida em comum e se dedicaram completamente à vida religiosa e às obras de caridade. Esta resposta exemplar de caráter e intenção foi feita de maneira particularmente feliz entre o bispo Namácio e sua esposa. Ambos parecem que tinham forte paixão pela arte sacra, à qual dedicaram grandes esforços.

São Gregório de Tours, historiador da França cristã, o descreve particularmente por causa da catedral que São Namácio mandou construir, onde, segundo ele, “os fiéis sentiam um perfume maravilhoso, muito doce, como se fossem aromas”. Isto não seria um fato de relevância, pois todos os bispos da época construíam igrejas e santuários, mas Gregório de Tours não descreveu qualquer outra igreja somente esta, que fora construída, na verdade, pela esposa de São Namácio. Além disso, ao falar dessa igreja, São Gregório descreve um detalhe de grande valor para a história da arte. Ele nos conta que a esposa de São Namácio ao mandar fazer os ornamentos de pintura da igreja, “lia as histórias com um livro que Namácio sempre carregava com ele e que indicava aos pintores o que eles tinham que retratar nas paredes”.

O nascimento da chamada “Bíblia dos pobres” está evidente. As pinturas sagradas nada mais eram do que a transcrição figurativa dos textos sagrados. A esposa do bispo, que seria uma das poucas mulheres alfabetizadas da cidade, pegava o conteúdo do livro e os ditava aos pintores, muitas vezes ignorantes como os fiéis, analfabetos e, portanto, precisando de indicações precisas.

Portanto, não foi possível falar sobre a liberdade dos artistas. Livre sim, na maneira de pintar, mas não no assunto das pinturas, feitas mesmo sob inspiração dos textos do livro sagrado. E, no entanto, assim nasceu a arte que ainda nos encanta, e que deixa as igrejas antigas cheias de um “perfume super doce”.

Há também outro detalhe que atesta, não a cultura, mas a piedade da esposa do bispo. Ela se vestia de forma tão modesta que um dia foi confundida com uma pobre mendiga e foi-lhe oferecido um pão. Ela aceitou e agradeceu humildemente. E, diz São Gregório, que todos os dias, enquanto duravam os trabalhos, ele comia um pedaço daquele pão, para lembrar-se de que, como esposa do bispo, ela também era uma pobre mendiga no mundo.

Com uma esposa assim, certamente São Namácio não encontrou nenhum impedimento no caminho da virtude, nem no exercício da caridade.

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