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São Marcelo

Abade Acemeta († c. 480)

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Marcelo nasceu na cidade de Apameia, atual Síria.

Trabalhou como calígrafo em Éfeso, para onde se mudou após completar seus estudos em Antioquia. Atraído pelo ideal do Abade Alexandre, o acemeta, entrou no mosteiro de Santa Menna de Constantinopla. Juntamente com outros monges, seguiu Alexandre – quando este fora condenado pelo Concílio de Constantinopla a deixar a capital – e foi se estabelecer na cidade de Gomon, no nordeste da Bitínia. Quando o Abade Alexandre estava próximo à morte, por volta de 430, Marcelo, que era o monge mais ilustre da comunidade, deixou o mosteiro para evitar ser eleito abade. Reapareceu somente quando soube que Alexandre havia morrido e fora sucedido por João.

Durante o abaciado de João, a comunidade abandonou Gomon, rumo à fronteira dura, selvagem e árida, e foi se estabelecer na costa asiática do Estreito de Bósforo, num local chamado então conhecido como Irineu e depois Cubuklu, de frente para a baía de Istenia, próximo à capital Constantinopla. Em Irineu, os monges, que não interrompiam a oração nem mesmo à noite – por isso, receberam a denominação de Acemetas (os que não dormem) – viveram o breve abaciado de João, que faleceu precocemente e elegeram, então, Marcelo como abade.

Marcelo reformou o mosteiro, reabilitando-o e refazendo sua fama, tirando a mancha de qualquer suspeita de fanatismo e heresia por parte dos monges. A oração contínua era a característica mais marcante dos monges, que eram respeitados e considerados os vigilantes insones de Deus. O trabalho, principalmente intelectual, era também obrigatório. A biblioteca dos Acemetas, a mais antiga biblioteca monástica mencionada na história da Igreja Grega, tornou-se uma das mais ricas de todo o Oriente. Sob o reinado de Justiniano foram contadas duas mil cartas de São Isidoro de Pelúsio e era a maior alegria de Rústico, o jovem diácono romano, sobrinho do papa Virgílio. Marcelo chamou tanto a atenção da posteridade, como a de seus contemporâneos, que a ele também foi atribuída parte do que seus dois antecessores haviam feito. E, isso pode ter acontecido porque Alexandre fora acusado de heresia e o abade João falecera precocemente.

O abaciado de Marcelo durou cerca de quarenta anos e caracterizou-se por uma atividade surpreendente, realizada em todos os campos, dentro e fora do mosteiro, especialmente no setor da construção. Se, por um lado, dedicava-se muito ao espírito e à prática da pobreza, a ponto de rejeitar a proposta feita por seus monges de comprar (com a enorme herança que ganhou de um de seus irmãos) terras e ceder a outros mosteiros, sem reservar nada para si, por outro lado, aceitou as grandes riquezas com as quais Faretrio, um cidadão muito rico de origem romana, entrou no mosteiro de Irineu. Como seu antecessor (João havia usado as riquezas de Filoteo, outro cidadão rico de origem romana, para construir o mosteiro de Irineu) da mesma forma Marcelo serviu-se da riqueza de Faretrio para engrandecer e embelezar o mosteiro, que se tornou e foi chamado dali em diante como “o grande mosteiro dos Acemetas”.

De todas as partes do mundo, apareciam muitos candidatos para serem admitidos no Ireneu. Dentre os que vieram pedir admissão ao abade Marcello, estava o jovem nobre constantinopolitano João, que se tornou um monge grande acemeta, homenageado nos altares ocidentais e orientais.

Além de ter fundado a biblioteca, Marcelo também a aumentou junto com seus monges, que se tornaram os principais apoiadores da renovação do pensamento e da ação cristã durante quase toda a segunda metade do século V. Treinava seus monges a estabelecerem colônias monásticas em outros lugares, a colecionar relíquias e histórias de santos, a dar as boas-vindas aos peregrinos que vinham consultá-lo ou visitar seu mosteiro e encontrava tempo para se preparar para participar de conferências dogmáticas e sessões conciliares. Em 448, em Constantinopla, juntamente com o patriarca Flaviano, trinta e um bispos e vinte e dois arquimandritas, assinou a condenação de Eutiques, que fundamentou a heresia do monofisismo. Em 451, esteve presente na quarta sessão do Concílio de Calcedônia, durante a qual assinou uma petição ao imperador Marciano contra Eutiques.

Faleceu por volta de 485 e imediatamente foi venerado como santo.

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