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Bem-aventurada Lindalva Justo de Oliveira

Virgem e mártir (†1993)

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Bem-aventurada Lindalva Justo de Oliveira

Nascida no dia 20 de outubro de 1953 no município de Assu (Rio Grande do Norte), Lindalva era filha do segundo casamento de João Justo da Fé, um agricultor da região, com Maria Lúcia da Fé. No dia 7 de janeiro de 1954 Lindalva recebeu o batismo na Capela de Olho D’Água, pertencente à Paróquia de São João Batista. A menina recebeu uma educação cristã: seus pais a introduziam e fortaleciam na piedade e na devoção. Ainda muito jovem ela deu mostras de grande sensibilidade ao doar suas roupas para os pobres. Após a conclusão dos estudos, e uma juventude transcorrida na mais absoluta normalidade, Lindalva trabalhava e enviava o que podia de seu salário para Assu, para ajudar a família. Infelizmente, logo em seguida, perdeu seu pai, vitimado por um câncer. Nesse momento Lindalva morava em Natal e já travava uma relação com as irmãs da Congregação das Filhas da Caridade, trabalhando como voluntária no atendimento dos idosos; em 1986 iniciou seu processo de discernimento vocacional junto às irmãs. Nos anos seguintes ela entra na Congregação, primeiro como postulante e, no dia 18 de julho de 1989, inicia seu noviciado em Recife onde, ao final, emite seus votos simples de pobreza, castidade e obediência. Em 1991 ela é enviada para Salvador, para trabalhar no abrigo Dom Pedro II, uma instituição voltada para o atendimento de idosos pobres. Durante esse período, trabalha com simplicidade e grande alegria. Em 1993, por circunstâncias particulares, o abrigo teve que acolher entre os idosos, a Augusto da Silva Peixoto, um homem de 46 anos. Infelizmente, em sua mente doentia, Augusto começou a assediar Irmã Lindalva que, sempre que lhe era possível, evitava todo e qualquer contato com Augusto. “Eu entreguei meu amor para outro homem…”, dissera certa vez irmã Lindalva para Augusto, imaginando que ele entendesse que o “outro homem” era uma referência ao Cristo Senhor. Infelizmente ele não entendeu assim… Insatisfeito e inconformado, ele comprou uma faca e aguardou o momento para se vingar daquela que, segundo ele, teria rejeitado seu “amor”. No dia 9 de abril de 1993, sexta feira da Paixão, irmã Lindalva, que havia participado pouco antes na paróquia na Via-Sacra, oferecia o café da manhã para os idosos e não percebeu a chegada de Augusto. Ele se aproximou com a convicção que devia se vingar. Foram 44 facadas. Os idosos nada puderam fazer, pois Augusto ameaçava matar quem se aproximasse da irmã. Após o crime, sentado num banco em frente à instituição, ele ficou esperando a chegada da polícia. Logo após o assassinato, a comunidade dos fiéis percebeu nessa morte brutal algo mais, percebeu um sinal maior: estavam diante de um verdadeiro e próprio martírio. De fato, logo começaram as peregrinações e, após o processo canônico, para alegria da Igreja no Brasil, no dia 2 de dezembro de 2007, irmã Lindalva foi beatificada pelo papa Bento XVI, pelo seu testemunho de entrega da vida em favor dos irmãos e do Cristo, o divino Esposo.

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