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Bem-aventurado Boaventura de Potenza

Presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais († 1711)   

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Antoine Mekary | ALETEIA

Carlo Antônio Gerardo Lavanga nasceu em Potenza, Itália, no dia 4 de janeiro de 1651. Era filho do alfaiate da cidade. Foi batizado no mesmo dia de seu nascimento. Ainda muito jovem teve a oportunidade de conhecer os Frades Menores Conventuais do Convento de Nocera e sentiu o chamado de Deus. Com 15 anos de idade assumiu um estilo de vida, pobre por opção, marcado pela obediência aos superiores e abnegação. Aos quinze anos, portanto, iniciou seu noviciado, mudando seu nome para frei Boaventura de Potenza.

De Nocera foi enviado a Aversa e Maddaloni para aprofundar seus estudos teológicos, em vista do sacerdócio. Lá, porém, o ambiente era diferente do inicial de Potenza, que o fascinara em sua pobreza espontânea. Devido ao seu desconforto interior foi transferido primeiro para Lapio em Irpinia, depois para Amalfi. Neste último convento conheceu seu conterrâneo, o Venerável Domingo Girardelli de Muro Lucano, que se tornou seu guia espiritual. Assim, aprendeu a moderar o seu espírito: de rebelde e pedante, tornou-se obediente e entusiasta executor de cada palavra de Deus através dos seus vigários, isto é, dos seus superiores. Sua simplicidade de espírito lhe rendeu a alegria de se tornar sacerdote em 1675. Permaneceu em Amalfi por oito anos, vivendo em uma simbiose maravilhosa e espiritual com o já idoso frade Domenico Girardelli. Quando foi enviado a Nápoles, eles partiram em prantos, com o pressentimento de que nunca mais se viriam. De Nápoles, ele passou para Ischia, depois para Sorrento. Em todos esses destinos, destacou-se como exemplo vivo da mais estrita pobreza franciscana, edificando seus confrades com sua vida inteiramente dedicada à obediência. Na verdade, ele costumava dizer: “Senhor, sou um servo inútil em tuas mãos”. Em outubro de 1703, foi encarregado de formar os novos frades no Noviciado de Nocera dei Pagani, onde foi mestre de um rigor de vida dura e exigente, com uma profunda estima pela pobreza, esperando um retorno às origens do franciscanismo. Padre Boaventura comunicava muitas vezes com antecedência às pessoas que conhecia, incluindo bispos, nobres e confrades, fatos que logo se concretizaram. Por exemplo, enquanto ele estava a caminho de Potenza, onde sua irmã estava morrendo, ele viu sua alma voar para o céu. Quando chegou já sabia que ela falecera. Novamente, como São Francisco, em Nápoles, ele se destacou durante uma epidemia, deixando a “memória de um homem santo”, inclusive, é dito que ele curou um leproso abraçando-o. Permaneceu em Ischia por nove anos, espalhando seu caminho com mais maravilhas. Quando teve que embarcar para um novo destino, todo povo de Ischia foi à praia para se despedir dele. No convento de Sant’Antônio de Porta Medina, em Nápoles, foi visto levitando enquanto rezava. Não tinha doutorado em teologia, mas sua pregação era tão profunda que deixava perplexos seus irmãos eruditos de São Lourenço Maior, a principal comunidade conventual franciscana da cidade. A peste em Nápoles, que eclodiu no século XVII, o viu em primeiro plano na assistência pessoal às vítimas da peste. Ele próprio adoeceu, mas por outros motivos: uma perna ficou gangrenada e, para isso, teve que se submeter a uma amputação. No início de 1710, já velho e doente, foi levado ao convento de Ravello. Como não podia ir até os habitantes locais, eram eles que subiam ao convento, em massa, para receber conforto, atraídos pelas inúmeras maravilhas que ele fazia. 

Padre Boaventura faleceu no convento de São Francisco em Ravello, no dia 26 de outubro de 1711, em meio ao clamor popular e ao som dos sinos que tocaram em um concerto de glória. Foi declarado Bem-aventurado pelo Papa Pio VI em 26 de novembro de 1775. Sua memória litúrgica, para a Ordem dos Frades Menores Conventuais e a diocese de Amalfi-Cava dei Tirreni ocorre em 26 de outubro, dia de seu nascimento para o céu. Seus restos mortais são venerados na igreja de São Francisco in Ravello, e ficam expostos em uma urna sob o altar principal.

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