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Bem-aventurado Pedro Tarrés Claret 

Presbítero († 1950)        

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O padre Pere (Pedro) Tarrés i Claret nasceu em 30 de maio de 1905, em Manres, na província de Barcelona (Espanha). Sua família era composta por pais fiéis e exemplares Francesco Tarrés e Carmen Claret e outras duas irmãs Francesca e Maria.

Desde os nove anos de idade estudou com os Jesuítas e através deles recebeu a Confirmação em, 31 de maio de 1910, e sua Primeira Comunhão, em 1 de maio de 1913. De caráter alegre e aberto, amante da natureza, carinhoso com os parentes, alma de poeta, passava seu tempo livre ajudando na farmácia do Dr. Balaguer, que o orientou a continuar seus estudos.

Tendo ganhado algumas bolsas de estudo, obteve o grau de bacharel no Colégio de Santo Inácio e conseguiu matricular-se no curso de medicina na Universidade de Barcelona.

A partir de 1921 passou a residir no popular bairro da Gracia, onde frequentou o Oratório de São Filipe Neri. Foi membro da Federação dos Jovens Cristãos e da Ação Católica, exercendo diversos cargos. No entanto, no âmbito familiar aconteceram eventos inesperados: em julho de 1925 seu pai faleceu e, logo depois, sua mãe sofreu um acidente que a deixou deficiente física para sempre.

No Natal de 1927, com a aprovação de seu diretor espiritual, fez voto de castidade. 

Em 1928, licenciou-se em Medicina com um louvor extraordinário, fixando-se definitivamente em Barcelona. Suas irmãs entraram no convento das Concepcionistas, enquanto Pedro, de acordo com seu amigo Dr. Gerardo Manresa, fundou o Sanatório-Clínica de Nossa Senhora da Misericórdia, em Barcelona. Exerceu a medicina com exemplar caridade e vida religiosa, sem perder a alegria contagiante, que lhe permitiu tratar os enfermos com familiaridade.

Em 1936, esteve envolvido nos conhecidos ataques sangrentos da Guerra Civil Espanhola. Em 21 de julho, o Dr. Pedro foi ao Mosteiro de Montserrat para os exercícios espirituais que haviam sido interrompidos no dia 18 de abril pela eclosão da revolta. Achou oportuno ir ao Comando Geral, conseguindo obter a tutela da polícia para preservar a integridade do Mosteiro de Montserrat da ferocidade dos anárquicos. Durante o difícil período da guerra civil, ele conseguiu levar a Sagrada Comunhão aos perseguidos escondidos, tendo ele mesmo escapado das buscas em sua casa feitas pelos milicianos.

Dois anos depois, em maio de 1938, foi convocado para o exército republicano como médico militar, obtendo também a promoção a capitão. Entre uma intervenção e outra continuou seus estudos de latim e filosofia, com o intuito de se preparar para futuros estudos sacerdotais. 

Voltando para casa ao final da Guerra Civil, em 1939, Pedro continuou a exercer sua profissão como se fosse na verdade um “médico de almas” e por isso, em 29 de setembro de 1939, ingressou no seminário local.

Em 22 de março de 1942, foi ordenado sacerdote e no dia 30 de maio do mesmo ano, aos 37 anos, foi nomeado Vigário da paróquia de Santo Estevão Sesrovile.

Em 1943, o bispo de Barcelona o enviou para estudar na Pontifícia Universidade de Salamanca, obtendo aí a licenciatura na Faculdade de Teologia. Ao voltar para Barcelona, foram-lhe confiadas várias funções.

Não lhe faltaram dificuldades e sofrimentos, e Padre Pedro os ofereceu a Deus, respondendo com atitudes evangélicas de caridade, prudência e força. Escreveu no seu Diário sobre o apostolado católico feminino de Sarrià: “Eu sou filho de trabalhador. No céu vou trabalhar muito por todos eles”. O segredo de Claret para uma vida espiritual plena era possuir uma forte devoção à Eucaristia e por amor filial à Mãe de Deus .

Nos anos de 1946-49, ocupou muitos cargos espirituais e organizacionais em diversas instituições assistenciais, hospitais, escolas, instituições eclesiásticas, deixando um rastro saudável e perene com tudo que entrou em contato.

Em 17 de maio de 1950, foi submetido a uma biópsia, cujo resultado revelou um câncer, a evolução de sua doença foi vivida com uma atitude de total abandono a Deus, a quem ofereceu sua vida pela santificação de dos sacerdotes.

Faleceu aos 45 anos, em 31 de agosto de 1950, na clínica que fundou em Barcelona.  Foi sepultado no cemitério de Montjuic. 

Em 6 de novembro de 1975, seus restos mortais foram transferidos para a igreja paroquial de São Vicente de Sarrià, onde ainda permanecem. 

Em 1985, o então Arcebispo de Barcelona, Narcís Arnau fundou a Fundação Pere Tarrés em homenagem ao falecido padre, uma organização sem fins lucrativos dedicada a obras de caridade.

O processo de beatificação recebeu a aprovação da Congregação para as Causas dos Santos em 19 de junho de 1980 e assim concedeu a Claret o título de Servo de Deus , iniciando a primeira etapa do processo. O processo diocesano em Barcelona foi aberto em 1982 e encerrado em 25 de abril de 1990, depois de quase uma década de coleta de documentação e investigação da vida de Claret. A documentação foi enviada a Roma em 26 de março de 1993 e recebeu validação de funcionários romanos, permitindo a apresentação da Positio, em 1997, para que novas investigações fossem iniciadas.

A Congregação para a Causa dos Santos aprovou a causa em 5 de abril de 2005, permitindo que o Papa João Paulo II proclamasse Claret como Venerável em 22 de junho de 2004. Foi beatificado em 5 de setembro de 2004, em Loreto, pelo Papa João Paulo II.

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