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Bem-aventurado Vicente Eugênio Bossilkov

Bispo e mártir (†1952)

LEG

Public Domain

Seus pais eram lavradores e pertenciam à minoria católica de rito latino da Diocese de Nicópolis, na Bulgária. Vicente nasceu no dia 16 de novembro de 1900. Após uma infância feliz junto com sua família, ele é enviado para estudar numa escola mantida pelos Padres Passionistas. Em contato com esses religiosos, aos poucos Vicente vai compreendendo o chamado do Senhor e sente o desejo de entrar na comunidade dos padres. Os Passionistas o enviam então para Bélgica e depois para a Holanda, com a finalidade de fazer seus estudos na área de filosofia e teologia. Ao fazer seus votos, assume o nome religioso de Eugênio. É ordenado presbítero na Bulgária e, em seguida, vai para Roma para se especializar nos estudos. Retornando para sua pátria, vai fazer aquilo que estava desde sempre em seu coração: quer ir para a roça a fim de ensinar a Cruz de Cristo aos pobres camponeses e lavradores na própria língua deles. Contudo, começa o horrendo conflito da II Guerra Mundial. A Bulgária será ocupada pelos soviéticos em 1944 e se torna uma república popular sob a égide de Stalin. Nesse mesmo ano, Eugênio havia sido nomeado bispo de Nicópolis e, agora D. Eugênio, teve que lidar com autoridades que eram contrárias à religião, particularmente a católica. D. Eugênio, por sua fidelidade a Roma sofre enormemente. Em 1952 será preso e torturado brutalmente. Condenado num processo calunioso, é fuzilado no cárcere de Sofia e seu corpo jogado numa fossa. São João Paulo II o proclamou Bem-aventurado no dia 15 de março de 1998. Na ocasião, o Papa pronunciou estas palavras: “O Bispo mártir Vicente Eugênio Bossilkov saciou-se na rocha espiritual que é Cristo. Seguindo fielmente o carisma do fundador da sua Congregação, São Paulo da Cruz, cultivou de maneira intensa a espiritualidade da Paixão. Além disso dedicou-se inteiramente ao serviço pastoral da Comunidade cristã que lhe fora confiada, enfrentando sem hesitar a prova suprema do martírio. O Bispo Bossilkov tornou-se, deste modo, uma glória luminosíssima da Igreja na sua Pátria. Testemunha intrépida da cruz de Cristo, ele é uma das numerosas vítimas que o comunismo ateu sacrificou, na Bulgária e noutros países, no seu programa de aniquilação da Igreja. Naqueles tempos de dura perseguição ele foi modelo para muitos que, do exemplo da sua coragem, hauriram a força de permanecer fiéis ao Evangelho até ao fim. Neste dia de festa para a Nação búlgara, sinto-me feliz por prestar homenagem a quantos, como D. Bossilkov, pagaram com a vida a adesão sem limites à fé recebida no baptismo. D. Bossilkov soube unir de maneira admirável à sua missão de Sacerdote e de Bispo uma intensa vida espiritual e uma constante atenção às exigências dos irmãos. Hoje nos é proposto como figura eminente da Igreja católica que está na Bulgária, não só devido à sua grande cultura, mas também pelo constante desejo ecumênico e pela heroica fidelidade à Sé de Pedro. Quando a hostilidade do regime comunista contra a Igreja se tornou mais decidida e ameaçadora, o Beato Bossilkov quis permanecer ao lado da sua gente, apesar de saber que isso significava arriscar a vida. Não receou enfrentar a tormenta da perseguição. Quando intuiu que o momento da provação suprema estava próximo, escreveu ao Superior da Província religiosa: “Tenho a coragem de viver, espero tê-la também para suportar o pior, permanecendo fiel a Cristo, ao Papa e à Igreja!” (Carta XIV). Desta maneira, este Bispo mártir, que durante toda a sua existência se esforçou por ser imagem fiel do Bom Pastor, conseguiu sê-lo de modo completamente especial no momento da morte, quando uniu o seu sangue ao do Cordeiro imolado pela salvação do mundo. Que exemplo luminoso para todos nós, que somos chamados a dar testemunho de fidelidade a Cristo e ao seu Evangelho! Que grande encorajamento para quantos ainda hoje sofrem injustiças e vexações por causa da sua fé! Oxalá o exemplo deste mártir, que hoje contemplamos na glória dos Beatos, infunda confiança e fervor em todos os cristãos, sobretudo nos da querida Nação búlgara, que agora o pode invocar como seu celeste protetor”.

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