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Bem-aventurada Berta de Bingen

Mãe de São Ruperto (†século IX)

BIBLE

Public Domain

Ao se verificar a vida dos santos presente no vasto elenco dos santos venerados pela Igreja Católica, percebe-se um dado comum: na origem da santidade, frequentemente, está a educação e a formação cristã recebida na família ou em instituições. A figura materna, em geral, desenvolve um papel importante na transmissão da fé e, em alguns casos, também elas são veneradas como santas ou beatas. Quem nunca ouviu falar de Santa Mônica, a célebre mãe de Santo Agostinho, ou da Mãe de São João Bosco, dentre tantos outros casos. Hoje a Igreja faz memória da Bem-aventurada Berta de Bingen, que foi mãe de São Ruperto. Embora o mosteiro de Bingen seja famoso por outra santa mais conhecida – Santa Hildegarda, que viveu no XII século – foi um importante centro de espiritualidade já no século IX. Berta, que era filha do Duque Loreno, um príncipe alemão, foi prometida em casamento para o príncipe Roboldo. Para melhor selar essa aliança, Berta recebeu em dote uma longa extensão de terra. Conforme os costumes, Berta cumpriu o que seu pai havia determinado, casando-se com esse príncipe, que não professava a fé cristã. Durante todo o período de seu matrimônio, Berta tentou convencer o marido a abraçar a fé cristã, mas não obteve êxito. Teve um filho com Roboldo, a quem foi dado o nome de Ruperto. Quis o destino que Berta ficasse precocemente viúva: seu marido fora morto num combate feroz contra os inimigos de sua casa nobre. Apoiando-se no Senhor e enchendo-se de coragem, Berta tomou seu filho de apenas três anos e rumou para sua propriedade em Bingen. Aí se dedicou inteiramente à educação cristã de seu filho. Ruperto cresceu fiel aos ensinamentos de sua mãe. Quando completou 12 anos, sua mãe o associou à fundação de um mosteiro em Bingen e de um asilo para os pobres. Mãe e filho se dedicaram assim à oração e à caridade até a morte de Ruperto, ocorrida quando ele completara apenas 21 anos de idade. A consolação de Berta pela perda de seu filho amado se deu em poder ver com seus próprios olhos a forte devoção que o povo depositava na figura de Ruperto, crendo-o – como de fato a Igreja reconhecerá mais tarde – um santo. A partir da morte do filho a Bem-aventurada Berta divide seus bens entre os pobres e vai viver uma vida retirada, em oração. Aproximadamente 25 anos após a morte de seu filho, Berta falece e é enterrada ao lado do filho. Sua memória litúrgica é celebrada no dia 15 de maio.

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