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Quinta-feira 22 Abril |
São Leônidas
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Bem-aventuradas Maria Natália de São Ludovico Vanot e 4 companheiras

Mártires (†1794)

ST PETER SQUARE

Antoine Mekary | ALETEIA | I.MEDIA

Santo do dia

A revolução francesa produziu uma imensa multidão de mártires. Dentro dessa multidão, houve o testemunho de várias religiosas, como as irmãs Ursulinas. Após um período de abandono forçado de seu convento: a guerra e as tropas francesas haviam obrigado as irmãs a se retirarem. Um grupo de irmãs Ursulinas retornou para Valenciennes com a finalidade de pôr em pé novamente o convento que havia sido saqueado. Tudo ia bem, até a chegada do representante da Convenção, certo Jean Baptiste Lacoste. Uma de suas principais preocupações era a de ter uma guilhotina no local para, segundo ele, aplicar a justiça. Várias pessoas foram presas, particularmente padres e religiosas. As acusações eram de traição e migração, mas a real motivação era o ódio à fé. Os prisioneiros encontraram-se amontoados num mesmo cubículo sem privacidade alguma: as condições de higiene eram das mais precárias. Mesmo nessa situação humilhante, muitas irmãs puderam aproveitar para se confessarem e para fazer a comunhão. As primeiras Ursulinas que compareceram diante do tribunal no dia 17 de outubro, juntamente com outros três padres, foram: Maria Luísa José Vanot, nascida em Valenciennes no dia 12 de junho de 1728; Joana Regina Prin, nascida em Valenciennes no dia 9 de julho de 1747; Agostina Gabriella Bourla, nascida em 6 de ooutubro de 1746 e Maria Genoveva Ducrez, nascida em 27 de setembro de 1756, estas duas originárias de Condé. Por fim, apresentou-se também a Irmã Maria Madalena José Déjardin, natural de Cambrai e nascida em 1760. Após o julgamento sumário, as irmãs foram condenadas culpadas, e imediatamente enviadas para a guilhotina. Outro grupo de irmãs sofreria o mesmo destino poucos dias depois. Segundo as testemunhas oculares, o exemplo que essas mulheres deram perante sua condenação à morte, foi comparável aos testemunhos dos mártires da Igreja antiga. As irmãs teriam cortado elas próprias seus cabelos e tirado as peças de roupa de seus hábitos que cobriam seus pescoços, para que a lâmina da guilhotina pudesse fazer seu serviço. Uma a uma foram beijar as mãos do verdugo como forma de demonstrar que perdoavam seus assassinos. O Papa Bento XV, em 1920, as beatificou reconhecendo seu martírio.

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