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Bem-aventurado Alfonso Tracki

Presbítero e mártir (†1946)

CHURCH NOTRE-DAME DU BOURG

By Pecold | Shutterstock

Em Cracóvia, diante de uma multidão imensa de fiéis, São João Paulo II canonizou a primeira rainha da Polônia: era o dia 8 de junho de 1997, dia destinado a entrar para a história dessa nação. Nascida no ano de 1374 na cidade de Buda (a atual Budapeste, capital da Hungria), Edviges estava prometida desde a idade de 4 anos em casamento, como era o costume da época. Desde sua infância ela havia sido habituada a ler as Sagradas Escrituras, o Saltério e alguns textos dos Padres da Igreja. Também meditava as Paixões dos Santos e outras obras de escritores eclesiásticos. No dia 18 de fevereiro de 1386, casou-se com o Duque lituano Ladislau Jagelo, que lhe prometeu receber o batismo cristão, juntamente com toda a sua nação. Essa união representou a queda do último baluarte do paganismo na Europa e a unificação da Polônia. Desse modo, é lícito dizer que esse casamento mudou a história da Europa. Com a via aberta para a evangelização desses povos, Edviges se preocupou logo e fundar centros de estudo para a formação de novos padres que pudesse evangelizar a região da Lituânia. Sempre seguindo essa intenção, e com a permissão do Papa Bonifácio IX, ela fundou a primeira Faculdade de Teologia da Polônia. Tanta importância a rainha dava a essa obra, que deixou em testamento suas joias e alguns bens pessoais para que fossem aplicados no incremento dessa faculdade. Por ocasião do Jubileu do ano santo de 1390, com o desejo de aproximar todos os seus súditos – poloneses, lituanos e rutenos – dos frutos espirituais da Igreja, mas consciente das dificuldades que seu povo enfrentaria, caso tivesse que ir em peregrinação até Roma, pediu e obteve do Papa Bonifácio IX a graça de celebrar o Jubileu no próprio país. Nos negócios políticos do Estado, também se revelou uma política de grande estatura, com ações prudentes e sábias. Nunca deixou de cuidar dos mais pobres. Narra-se, nesse sentido, que em 1386, depois que os cavaleiros reais haviam tomado os bens de pobres aldeões para alimentar os homens da cavalaria, a rainha, ao saber do fato, ordenou que fossem restituídos todos os bens aos pobres aldeões, chegando a afirmar: “Ainda que tenhamos restabelecido as reses aos aldeões, quem poderá restituir as suas lágrimas?”. Com frequência era vista contemplando a imagem do Crucifixo Negro de Wawel – mais tarde conhecido como “crucifixo de Santa Edviges” – como que tirando daí sua força para reinar servindo ao próximo. As fontes históricas narram que ela participava da missa praticamente todos os dias. Apesar de tudo isso, a rainha não tinha filhos, o que, segundo a mentalidade ainda medieval, era visto como um castigo divino. Mas as orações de Santa Edviges foram atendidas e depois de uma longa espera encontrou-se grávida de seu marido Ladislau. Infelizmente a pequena infante Isabel Bonifácia viveu por poucos dias. Cheia de tristeza pela morte da pequenina, e em virtude do parto, Santa Ediviges após 4 dias da morte da filha, entregou sua alma ao criador: tinha apenas 25 anos de idade. Imediatamente o povo polonês começou a tributar-lhe um culto de veneração. Mas o reconhecimento oficial veio apenas muito mais tarde.

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