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Santa Maria Eufrásia Pelletier

Religiosa francesa e fundadora de Congregação (†1868)

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Public Domain

Rosa-Virgínia Pelletier nasceu na ilha de Noirmoutier, na França, em 31 de julho de 1796. Cresceu na atmosfera criada pelas histórias das lutas heroicas do catolicismo na ilha de Noirmoutier, contra as infâmias da Revolução Francesa.

Foi educada pelas Ursulinas de Chavagne e frequentou também o Instituto da Associação Cristã de Tours. Aos 16 anos, entrou como postulante no mosteiro de Tours da Ordem de Nossa Senhora da Caridade do Refúgio. Tal mosteiro foi fundado em 1641, por São João Eudes, em função da reabilitação de mulheres jovens, de mulheres em perigo moral e da reeducação cristã dos confiados a eles.

Conquistada por este ideal Rosa-Virgínia, em 9 de setembro de 1817, fez sua profissão religiosa tomando o nome de Maria Eufrásia e foi nomeada, algo fora do comum, no dia 29 de setembro de 1817, superiora do convento de Tours.

Em Tours, fundou a Opera delle “Maddalene”, onde as meninas trazidas de volta ao caminho certo podiam se unir e viver uma vida digna segundo o modelo de vida carmelita, com relativa Regra, ficando numa ala separada do convento.

Em 1829, Maria Eufrásia foi para Angers para fundar um “Refúgio”, uma expressão típica das Casas de sua Ordem, da qual em 1831 se tornou superiora. Neste momento, a ânsia de trabalhar cada vez mais profundamente na redenção de tantas almas, levou-a a fazer da Casa de Angers, a casa mãe de uma organização paralela à Ordem de Nossa Senhora da Caridade, mas com a especificidade de uma centralidade organizacional, enquanto a Ordem dos NS tinha conventos com autonomias separadas.

Assim, fundou o Instituto do Bom Pastor, do qual foi superiora geral enquanto viveu. Encontrou muita resistência a essa divisão da Ordem, tanto pelas Autoridades religiosas, quanto pelos próprios conventos que pretendiam preservar sua autonomia. Sua coragem e zelo foram apoiados pelo Papa Gregório XVI, que aprovou o Instituto em 3 de abril de 1835.

Seu trabalho espalhou-se pelo mundo, fazendo um imenso bem para a reeducação de meninas desprovidas de apoio da educação familiar. Os resultados obtidos em virtude da bondade e sensibilidade pedagógica por parte das religiosas, ainda despertam a admiração das autoridades civis, que confiam as jovens para serem reeducadas. A Ordem também se encarrega da direção de várias prisões femininas.

Quando atingem a maioridade, as meninas geralmente não são abandonadas. Elas podem escolher permanecer no Instituto do Bom Pastor como “Madalena” ou como “Ajudantes” ou como “Monitoras”. Podem também encontrar uma referência de “lar”, que forneça moradia quando elas não tiverem apoio de uma família.

Além de serem assistidas e receberem educação cristã e moral, era garantida uma educação intelectual e técnica que as ajudasse a se encaixar no mercado de trabalho.

Irmã Maria de Santa Eufrásia, fundou mais casas do que todos os fundadores na história da Igreja: 111 entre 1829 e 1868.

Quando faleceu, em 24 de abril de 1868, o Instituto contava com 15.000 meninas para serem reeducadas por 2.376 freiras.

Em 1964, o Instituto contava com 475 casas nos cinco continentes, 10.000 religiosas, 2.800 “Madalenas”, 1.800 “Auxiliares” e cerca de 9.000 estudantes.

Uma estátua de Ir. Maria Eufrásia, do escultor G. Nicolini, foi colocada na Basílica de São Pedro, no Vaticano, entre os grandes fundadores das Ordens Religiosas.

Madre Maria Eufrásia foi beatificada em 30 de abril de 1933 pelo Papa Pio XI e canonizada por Pio XII, em 2 de maio de 1940.

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