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Santa Joana Antida Thouret

Virgem († 1826)

PRAY

Pixel-Shot | Shutterstock

Joana nasceu em Sancey-le-Long, na diocese de Besançon, França, em 27 de novembro de 1765. De família pobre, dedicava-se à cansativa vida no campo. Joana foi uma criança frágil e tudo menos bela, parecia destinada a uma vida curta e cheia de sofrimento, no entanto, era uma alma muito delicada, de singular bondade e sempre marcada por uma doce melancolia.
Aos 16 anos ficou órfã de mãe e seu luto foi tão grande que ela parecia querer segui-la até o túmulo. Mas, sua delicada devoção por Nossa Senhora a consolou e salvou. A infância e a juventude de Joana foram dispendidas em cuidados domésticos e em trabalho agrícola. Após a morte de sua mãe, ela assumiu seu lugar na família. Apesar de sua pouca idade e de sua frágil compleição física de saúde, todas as suas forças vinham da oração e dos sacramentos.
Aos 22 anos, sentindo-se chamada a ser religiosa, depois de repetidas orações e lágrimas para superar a oposição de seu pai, que tanto a amava, pôde entrar no convento das Filhas da Caridade (Vicentinas) em Paris.
Em 1793, a pobre freira, aos 28 anos, viu a Revolução Francesa suprimir as congregações religiosas obrigando a dispersão das irmãs. Joana retornou à sua família, mas continuou a servir os pobres e os doentes. Substituindo o padre que tinha sido expulso, ela mantinha viva a fé na sua paróquia.
Resolveu, então, seguir o abade Receveur para o exílio em Friburgo, Alemanha, e com ele se dedicou aos cuidados dos enfermos e à reabilitação das jovens. Depois, transferiu-se para a Suíça e, finalmente, conseguiu regressar a Besançon, na França, onde, em 1797, abriu uma Escola para meninas desfavorecidas, sem deixar de assistir aos enfermos. Outras jovens uniram-se a ela: este foi o primeiro núcleo da nova Congregação das Filhas da Caridade. O novo Instituto obteve a aprovação de Pio VII, em 1819, e obteve a isenção da jurisdição episcopal. Esta isenção, concedida pelo Papa, foi, para Joana, o início de um verdadeiro calvário, pois mesmo diante do reconhecimento Pontifício, o arcebispo de Besançon negou à Congregação a permissão de permanecer ali. Ele queria um Instituto em nível diocesano. Por isso, Joana foi a Roma para conversar com o Papa sobre este impasse. Neste ínterim, em Besançon, foi eleita uma nova Superiora em seu lugar, que, ao seu retorno, até lhe proibiu de entrar no Instituto. Então, Joana com o coração partido, decidiu, ao ver seu Instituto dividido desistir.
Desta forma, transferiu-se para Nápoles para administrar um grande hospital com algumas Irmãs que lhe permaneceram fiéis. Às suas coirmãs confiou um programa de vida: “a glória de Deus e a santificação dos membros da Congregação, através das obras de misericórdia e da fidelidade heroica à Sé Apostólica”, a ponto de receber o título de “Filia Petri”. Joana morreria sem ver a reunificação dos dois ramos do Instituto que fundou, que ocorreu apenas em 1954.
Em 24 de agosto de 1826 faleceu com um sorriso nos lábios, abençoando as filhas que a cercavam. Pio XI a declarou bem-aventurada em 23 de maio de 1926 e a canonizou em 14 de janeiro de 1934.

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