Aleteia logoAleteia logo
Aleteia
Domingo 07 Março |
Oração do dia
Festividade do diaHistórias de Santos

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão

Frade franciscano (†1822)

CRISPIN

Public Domain

Santo Antônio de Sant'Anna Galvão

Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu no ano de1739, em Guaratinguetá, São Paulo. Nasceu numa família profundamente religiosa, de boa posição social, política e econômica. Seu pai era Capitão-Mor da vila.
Aos 13 anos Antônio foi enviado para o seminário Jesuíta Colégio de Belém, em Cachoeira, Bahia, onde permaneceu de 1752 a 1756. Não pôde se tornar padre à época devido à perseguição contra os jesuítas, promovida pelo Marques de Pombal. Diante disso, seu pai o aconselhou a mudar para o convento franciscano de Taubaté.
Aos 21 anos acabou se tornando noviço no Convento de São Boaventura de Macacu, em Itaboraí, Rio de Janeiro. Aos 16 de abril de 1761 fez seus votos solenes e, um ano após, foi admitido à ordenação sacerdotal, pois julgaram seus estudos suficientes.
Foi ordenado na Igreja de Santo Antônio do Largo da Carioca (Rio de Janeiro), no dia 11 de julho de 1762. Morou pouco tempo no Largo da Carioca, pois logo em seguida foi completar os estudos em São Paulo, onde viveu praticamente a vida inteira. De fato, foi então mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar seus estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Terminados os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado de muita importância, pela comunicação com as pessoas e o grande apostolado que daí resultava. Em 1769-70 foi designado confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as “Recolhidas de Santa Teresa”, em São Paulo.
Nesse Recolhimento encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento. Frei Galvão, ouvindo também o parecer de outras pessoas, considerou válidas essas visões. No dia 2 de fevereiro de 1774 foi oficialmente fundado o novo Recolhimento e Frei Galvão era o seu fundador. Devido ao grande número de vocações, viu-se obrigado a aumentar o recolhimento. Durante catorze anos cuidou dessa nova construção (1774-1788) e outros catorze para a construção da igreja (1788-1802), inaugurada aos 15 de agosto de 1802. Frei Galvão foi arquiteto, mestre de obras e até mesmo pedreiro. A obra, hoje o Mosteiro da Luz e Museu de Arte Sacra de São Paulo, foi declarada “Patrimônio Cultural da Humanidade” pela UNESCO.
Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu toda a atenção e o melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Era para elas verdadeiro pai e mestre. Para elas escreveu um estatuto, excelente guia de disciplina religiosa. Esse é o principal escrito de Frei Galvão, e que melhor manifesta a sua personalidade.
Frei Galvão viajava constantemente pela capitania de São Paulo, pregando e atendendo as pessoas. Fazia todos os seus trajetos sempre a pé, percorrendo caminhos até vilas distantes sessenta quilômetros ou mais, municípios do litoral, ou mesmo viajando para o Rio de Janeiro. Por onde passava as multidões acorriam. Ele era alto e forte, de trato muito amável, recebendo a todos com grande caridade.
Frei Galvão era homem de muita e intensa oração, e dele se atestam certos fenômenos místicos, como os êxtases e a levitação. Era também procurado para a cura, em tempos em que a medicina não era tão desenvolvida como hoje.
Faleceu em 23 de dezembro de 1822 e a pedido do povo e das irmãs foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra. Seu túmulo sempre foi lugar de contínuas peregrinações devido às curas atribuídas a ele.
Em 25 de outubro de 1998, foi beatificado pelo papa João Paulo II, tornando-se o primeiro beato brasileiro.
O papa Bento XVI reconheceu em 16 de dezembro de 2006 o segundo milagre do frade franciscano Antônio de Sant’Ana Galvão e a canonização aconteceu em 11 de maio de 2007 durante missa campal que o papa Bento XVI celebrou em São Paulo, durante sua visita ao Brasil. Galvão foi o primeiro santo que o Papa Bento XVI canonizou numa cerimônia realizada fora da Cidade do Vaticano.

Antônio de Sant’Anna Galvão nasceu no ano de1739, em Guaratinguetá, São Paulo. Nasceu numa família profundamente religiosa, de boa posição social, política e econômica. Seu pai era Capitão-Mor da vila.

Aos 13 anos Antônio foi enviado para o seminário Jesuíta Colégio de Belém, em Cachoeira, Bahia, onde permaneceu de 1752 a 1756. Não pôde se tornar padre à época devido à perseguição contra os jesuítas, promovida pelo Marques de Pombal. Diante disso, seu pai o aconselhou a mudar para o convento franciscano de Taubaté.

Aos 21 anos acabou se tornando noviço no Convento de São Boaventura de Macacu, em Itaboraí, Rio de Janeiro. Aos 16 de abril de 1761 fez seus votos solenes e, um ano após, foi admitido à ordenação sacerdotal, pois julgaram seus estudos suficientes.

Foi ordenado na Igreja de Santo Antônio do Largo da Carioca (Rio de Janeiro), no dia 11 de julho de 1762. Morou pouco tempo no Largo da Carioca, pois logo em seguida foi completar os estudos em São Paulo, onde viveu praticamente a vida inteira. De fato, foi então mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo a fim de aperfeiçoar seus estudos de filosofia e teologia, e exercitar-se no apostolado. Terminados os estudos foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado de muita importância, pela comunicação com as pessoas e o grande apostolado que daí resultava. Em 1769-70 foi designado confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as “Recolhidas de Santa Teresa”, em São Paulo.

Nesse Recolhimento encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento. Frei Galvão, ouvindo também o parecer de outras pessoas, considerou válidas essas visões. No dia 2 de fevereiro de 1774 foi oficialmente fundado o novo Recolhimento e Frei Galvão era o seu fundador. Devido ao grande número de vocações, viu-se obrigado a aumentar o recolhimento. Durante catorze anos cuidou dessa nova construção (1774-1788) e outros catorze para a construção da igreja (1788-1802), inaugurada aos 15 de agosto de 1802. Frei Galvão foi arquiteto, mestre de obras e até mesmo pedreiro. A obra, hoje o Mosteiro da Luz e Museu de Arte Sacra de São Paulo, foi declarada “Patrimônio Cultural da Humanidade” pela UNESCO.

Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu toda a atenção e o melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Era para elas verdadeiro pai e mestre. Para elas escreveu um estatuto, excelente guia de disciplina religiosa. Esse é o principal escrito de Frei Galvão, e que melhor manifesta a sua personalidade.

Frei Galvão viajava constantemente pela capitania de São Paulo, pregando e atendendo as pessoas. Fazia todos os seus trajetos sempre a pé, percorrendo caminhos até vilas distantes sessenta quilômetros ou mais, municípios do litoral, ou mesmo viajando para o Rio de Janeiro. Por onde passava as multidões acorriam. Ele era alto e forte, de trato muito amável, recebendo a todos com grande caridade.

Frei Galvão era homem de muita e intensa oração, e dele se atestam certos fenômenos místicos, como os êxtases e a levitação. Era também procurado para a cura, em tempos em que a medicina não era tão desenvolvida como hoje.

Faleceu em 23 de dezembro de 1822 e a pedido do povo e das irmãs foi sepultado na igreja do Recolhimento da Luz, que ele mesmo construíra. Seu túmulo sempre foi lugar de contínuas peregrinações devido às curas atribuídas a ele.

Em 25 de outubro de 1998, foi beatificado pelo papa João Paulo II, tornando-se o primeiro beato brasileiro.

O papa Bento XVI reconheceu em 16 de dezembro de 2006 o segundo milagre do frade franciscano Antônio de Sant’Ana Galvão e a canonização aconteceu em 11 de maio de 2007 durante missa campal que o papa Bento XVI celebrou em São Paulo, durante sua visita ao Brasil. Galvão foi o primeiro santo que o Papa Bento XVI canonizou numa cerimônia realizada fora da Cidade do Vaticano.

Descubra outros santos clicando aqui
Top 10
1
MIRACLE
Maria Paola Daud
Mateo se perdeu no mar… e apareceu nos braços do pai
2
MADONNA
Maria Paola Daud
A curiosa imagem da Virgem Maria protetora contra o coronavírus
3
Reportagem local
Santo Sudário, novo estudo: “Não é imagem de morto, mas de ...
4
SAINT JOSEPH
Philip Kosloski
10 coisas sobre São José que você precisa saber
5
PADRE PIO
Philip Kosloski
A oração que Padre Pio fazia todos os dias ao Anjo da Guarda
6
Santo Sudário
Aleteia Brasil
Manchas do Santo Sudário são do sangue de alguém que sofreu morte...
7
BABY BORN
Reportagem local
Bebê “renasce” após ser batizado por uma médica
Ver mais