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Santo Alberto

Religioso, célebre pintor (†1916)

JESUS

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Adão Chmielowki nasceu em Igołomia, localizada nas cercanias de Cracóvia, Polônia, no dia em 20 de Agosto de 1845. Foi o primeiro filho do casal Alberto Chmielowki e de Josefa Borzylawska. Seis dias após seu nascimento foi batizado como Adão Hilário Bernardo.

Adão aos sete anos, perdeu o pai e a mãe mudou-se para Varsóvia, onde o menino prosseguiu os estudos, primeiro na escola de cadetes e depois no Instituto de Agronomia.

Em 1863, aos 18 anos, participou da insurreição contra o domínio do Czar da Rússia. Foi ferido, na batalha de Melchow e capturado como prisioneiro. Na prisão, sua a perna esquerda foi amputada, sem anestesia. Após um ano de cativeiro, conseguiu fugir.

Conseguiu matrícula numa academia de pintura, em Paris. Viajou também para a Bélgica e, posteriormente, para Mônaco, regressando depois a Varsóvia, onde se formou em pintura e arquitetura. Suas telas tornaram-no muito popular e conhecido. A meditação sobre a Paixão de Cristo levou-o a mudar de vida. Começou a preocupar-se e a afligir-se com os necessitados e pobres. Ingressou na Ordem Terceira de São Francisco para socorrer mendigos, vagabundos e doentes abandonados por serem repugnantes. Fazendo-se pobre com os pobres, à semelhança de Cristo, que de tudo Se despojou em favor dos outros, ia distribuindo seus pertences, ganhos com os trabalhos de pintor notável, entre os mais necessitados, que reunia nos albergues públicos, onde também ele dormia. Chegou a mendigar com eles. Portando o hábito de burel, prosseguiu na sua caridade para com os indigentes. Como não se sentia capaz de socorrer sozinho a tantos pobres, com a aprovação do bispo de Cracóvia, reuniu alguns companheiros e lançou os fundamentos de uma nova congregação, os Servos dos Pobres, mudando o seu nome para Alberto, ao fazer seus votos de pobreza, castidade e obediência.

De tal modo essa obra de assistência se multiplicou, que à sua morte deixou 21 grandes casas de asilo para pobres e 92 eremitérios com função de sanatórios para religiosos doentes. Tudo isso era organizado e administrado pelos irmãos e irmãs da Ordem Terceira de São Francisco e pelos Servos dos Pobres, que se comprometiam a uma plena e perene disponibilidade para servir os miseráveis, os desabrigados, os marginalizados, os abandonados, os vagabundos, os doentes, os idosos e os moribundos. Ele próprio adotara a forma de vida dos mendigos, morando nos seus tugúrios e compartilhando com eles as esmolas recebidas. Em comunidade era tratado por “Irmão Mais Velho”.

Vivendo em casas do Estado ou da Diocese, limitava-se a receber o que lhe aparecia, dia a dia. Nos albergues acolhia a todos os homens, sem querer saber suas origens, raça, etnia ou religião. A 15 de Janeiro de 1891, ao notar a necessidade de muitas mulheres, com a cooperação de Ana Francisca Lubanska e Maria Cunegundes Silokowka, seduzidas pelo seu exemplo, fundou um ramo feminino da sua congregação, para que alimentassem as famintas e as acolhessem em abrigos decentes, sobretudo nos casos de epidemias. Em tudo seguiu o exemplo de São Francisco de Assis. Sempre confiou a sua missão à Providência divina. Pegava forças na oração, na Eucaristia e na meditação do mistério da Cruz. Nos últimos dez anos de vida foi atormentado por um tumor no estômago. Ninguém o soube senão poucos meses antes de sua morte, quando o mal se agravou. Sem exprimir qualquer lamento, expirou no dia de natal de 1916, no hospital dos pobres, em Cracóvia. Antes de morrer, apontando para a imagem de Nossa Senhora de Częstochowa, disse aos irmãos e irmãs: “Esta Senhora é a vossa Fundadora, lembrai-vos disso”. E ainda: “Em primeiro lugar observai a pobreza”. Por ocasião de sua morte, já existiam várias comunidades ao serviço dos pobres, com mais de uma centena de discípulos. Junto Às pessoas próximas e conhecidas, deixou um testemunho maravilhoso de fé e de caridade. Os seus restos mortais repousam na igreja dos carmelitas de Cracóvia, local de incessante de peregrinação.

Em 22 de Junho de 1983 o Papa São João Paulo II beatificou a Alberto em Cracóvia, durante sua segunda viagem apostólica à Polônia.

Foi canonizado em 12 de Novembro de 1989, em Roma, pelo mesmo Santo Pontífice.

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