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Religiosa francesa (†1879)

IRELAND,CROSS

Gail Johnson | Shutterstock

Santo do dia

Jeanne Jugan nasceu em 25 de Outubro de 1792, perto de Cancale, na aldeia de Petites Croix, um pequeno porto de pesca no Canal da Mancha. Foi batizada no dia do seu nascimento na igreja Saint-Meen Cancale. Jeanne foi a quinta criança do casal Joseph Jugan e Marie Horel.
Fez sua primeira comunhão logo após a assinatura da Concordata de 1813. Segundo diz a tradição, foi trabalhar como assistente de cozinheira para a Viscondessa de la Choue, em Saint-Coulomb.
Em 1810, um jovem marinheiro pediu-lhe em casamento, mas ela resolveu pensar. Seis anos mais tarde, após uma missão pregada na paróquia ela finalmente recusa a proposta de casamento de marinheiro.
“Deus me quer para ele. Ele me guarda para um trabalho que não é conhecido, uma obra ainda não fundada”.
Em 1817, apesar de ser muito apegada a sua família, ela foi de Cancale para Saint-Servan-sur-Mer, uma vila que hoje faz parte da cidade de Saint-Malo. Conseguiu emprego como assistente da farmácia do Hospital Rosais.
Em 1823, devido a um grande stress, foi trabalhar para uma amiga, a senhorita Lecoq. Juntas, elas visitavam os numerosos pobres da paróquia e recitavam o rosário com os que visitavam a igreja paroquial. Foi neste período que foi admitida à Terceira Ordem das Filhas do Sagrado Coração. No entanto, em 1835, a Srta. Lecoq morreu e Jeanne se tornou diarista.
Dois ou três anos mais tarde, com outra amiga, Françoise Aubert, ela alugou um apartamento na Rua do Centro, em Saint-Servan-sur-Mer.
No início do inverno 1839 Jeanne recolheu uma mulher de idade cega e doente, Anne Chauvin, a quem ela cedeu até mesmo sua própria cama, indo se instalar no sótão. Este foi o humilde começo de uma grande obra. Jeanne estava com 47 anos.
Nos anos seguintes, algumas jovens vieram ajudá-la em sua nova tarefa, à medida que mais e mais pessoas eram acolhidas. Foi se formando uma pequena comunidade.
Após dois anos ou três, começou sua missão. Em maio de 1842, a pequena associação de jovens estabelece seu regulamento de vida e de trabalho de hospedagem de doentes, inspiradas na Regra dos Irmãos de São João de Deus. Jeanne Jugan é eleita a religiosa superiora na presença do Abade Auguste Le Pailleur, vigário de Saint-Servan-sur-Mer. Foi eleito também o nome “Servas dos Pobres”.
Em dezembro de 1843, Jeanne foi reeleita superior. Poucos dias depois, por sua própria autoridade, o próprio abade Auguste Le Pailleur anula a eleição e nomeia Marie Jamet, um membro entre as outras três, para substituí-la. Em 1844, as “Servas dos Pobres” tornaram-se as “Irmãs dos Pobres”.
No ano seguinte, a Academia Francesa premiou Jeanne Jugan, pelo seu trabalho, com o prêmio Montyon. Jeanne torna-se uma celebridade e os jornalistas ficam interessados ​​por ela.
Em 1846, fundou duas novas casas em Piletière, Rennes, e Dinan. Outras casas foram abertas em toda França. O romancista inglês Charles Dickens vem visitar uma das casas. Em 1849, a congregação adotou definitivamente o nome de “Pequenas Irmãs dos Pobres”.
Em 1852, Jeanne Jugan foi definitivamente afastada pelo Abade Le Pailleur de qualquer responsabilidade na congregação. Significava para ela que ela deveria interromper com todo contato com benfeitores. Ela deveria se colocar como uma mera irmã, sem autoridade ou responsabilidade. Jeanne Jugan viveu este calvário no noviciado de Saint-Pern, local de seu afastamento. Às noviças era ensinado que o Abade Le Pailleur era o fundador da congregação… Jeanne Jugan viveu este teste moral em paz e serenidade.
Os últimos anos de Jeanne Jugan foram passados entre as noviças de Saint-Pern e lá ela veio a falecer em 28 de agosto de 1879.
Jeanne Jugan foi beatificada em 3 de outubro de 1982 pelo papa João Paulo II e no pontificado seguinte, de Bento XVI, foi canonizada no dia 11 de outubro de 2009 em cerimônia realizada na Praça de São Pedro, Vaticano, Roma.

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