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Beata Vilana de Bóttis

Leiga da Ordem Terceira Dominicana (†1361)

BERNARD OF CLAIRVAUX

Public Domain

Vilana de Bóttis, nasceu no ano de 1332, em Florença, filha do conhecido e rico comerciante Andrea di Lapo de Bóttis.

Tendo vivido no século de Santa Caterina da Siena, sentiu desde cedo a atração pelos sagrados silêncios do claustro. Aos treze anos fugiu de casa para entrar num convento, mas sua tentativa foi frustrada pela família e teve de regressar à casa paterna.

Para evitar a repetição dessa fuga, quando completou 19 anos, sua família deu-a em casamento, em julho de 1351, a Rosso di Piero Benintendi. Após o casamento viveu aparentemente de modo totalmente diferente, apreciando a vida mundana e os prazeres da sociedade que logo a seduziram e amarraram seu coração inexperiente.

Contudo, um dia, quando estava prestes a partir para uma festa, vestida com um belo vestido adornado com pérolas e pedras preciosas, ao olhar-se no espelho, para seu espanto, o reflexo que seus olhos encontraram era o de um demônio hediondo. Um segundo e um terceiro espelho mostraram a mesma forma horrorosa. Profundamente alarmada e reconhecendo no reflexo a imagem de sua alma manchada pelo pecado, arrancou seus finos trajes e, vestida com as roupas mais simples que pôde encontrar, dirigiu-se, aos prantos, aos padres dominicanos de Santa Maria Novella para fazer uma confissão geral, pedir a absolvição e ajuda, renovando seu coração em uma enxurrada de lágrimas. Converteu-se novamente e entrou na Ordem Terceira de São Domingos. Continuou, no entanto, a cumprir seus deveres de esposa, usando todo o seu tempo disponível em oração e leituras espirituais, especialmente as Cartas de São Paulo. De tal forma era intensa a sua oração que frequentemente era encontrada em estado de êxtase, particularmente durante a eucaristia ou durante conferências espirituais.

Investida do hábito da Ordem Terceira, levou uma vida de fervor generoso. Uma chama viva de caridade literalmente a consumiu e foi favorecida por favores sublimes. Sofreu provações dolorosas com um espírito feliz, desejando ainda mais se conformar a Jesus crucificado. Sua alma também foi purificada por fortes dores e por grande fraqueza física. No entanto, passou ilesa por todas essas provações e foi recompensada por maravilhosas visões e colóquios com Nossa Senhora e outros santos. Amava e resgatava os pobres, como somente uma mãe terna pode fazer. Nunca falhou em seus deveres familiares, um verdadeiro modelo de mãe cristã.

No leito de sua agonia, em 29 de janeiro de 1361, pediu que fosse lida a Paixão de Cristo, e durante as palavras: “inclinando a cabeça, entregou o espírito”, ela cruzou as mãos sobre o peito e faleceu.

Seu corpo foi levado para a Basílica de Santa Maria Novella, onde se tornou um tal objeto de veneração que por mais de um mês foi impossível finalizar o funeral. As pessoas brigavam para obter pedaços de sua roupa. Foi popularmente aclamada como santa no dia de sua morte.

O papa Leão XII confirmou o culto em 27 de março de 1824.

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