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Bem-aventurada Maria (Ema) Eutímia Üffing

Virgem (†1955)

CHILDREN

Public Domain

Ema Üffing nasceu na Alemanha em 1914: era a quinta filha do casal Augusto Üffing e Maria Teresa Schnitt. Depois de Ema o casal teve ainda outros sete filhos, mais quatro do primeiro casamento de Augusto, que havia ficado viúvo. A numerosa família vivia numa propriedade agrícola bastante ampla e todos os filhos foram criados com muito amor num ambiente religioso e sadio. Malgrado isso, a pequena Ema teve sérios problemas de saúde em sua infância e que a acompanhariam ao longo de sua vida: sofreu com uma saúde muito débil e frequentemente caía enferma. Contudo, ela nunca se lamentava e sempre procurava não ser “pesada” para os irmãos, cumprindo sempre que podia suas tarefas domésticas. Cursou a escola e possuía boas notas, mas sua saúde não lhe permitiu continuar os estudos. Aos 10 anos de idade recebeu sua Primeira Comunhão e, ainda no mesmo ano, recebu também o sacramento da Confirmação. Tinha o hábito de participar na santa Missa todos os dias e muitas vezes se dedicava a oração de um modo intenso. Ao completar 14 anos sentiu a vocação para a vida religiosa, comunicando seu desejo aos pais um ano depois. Em 1931 começou sua formação como aprendiz de economia doméstica nas proximidades do Hospital de Santana, na cidade de Hopsten. Como o hospital era mantido pelas freiras Clementinas, a madre superiora, Irmã Eutímia Linnenkämper, começou a apreciar a presença da jovem Ema, principalmente nas celebrações. Contudo, ela teve que voltar para casa e ajudar seu pai, que estava muito doente. De fato, ela o acompanhou até o momento de sua morte, ocorrida em 1932. Dois anos depois da morte do querido pai, com o consentimento de sua mãe, Ema pede para ser admitida na Congregação das Irmãs Clementinas, como eram conhecidas pelo povo as Irmãs da Misericórdia, fundação de 1808 graças aos esforços do Vigário da Diocese de Münster, o Padre Clemente Augusto – mais tarde se tornou bispo de Colônia. Em memória da antiga Madre Superiora – que havia morrido há pouco – Ema recebeu o nome religioso de Eutímia. Em 1936, Irmã Eutímia emitiu seus votos simples e foi transferida para o hospital de São Vicente de Dinskalen, começando sua assistência aos doentes. Continuou seus estudos e, em 1939, recebeu o diploma de enfermeira. No ano seguinte, 1940, ela finalmente emitiu seus votos perpétuos na Congregação. Durante o triste período da Segunda Guerra Mundial, ela se dedicou a cuidas dos prisioneiros de guerra doentes e dos trabalhadores estrangeiros: em seu contato com os doentes, Irmã Eutímia tinha uma grande caridade e gentileza que brotavam de seu coração. Isso causava um impacto muito positivo nos doentes que, muitas vezes, rezavam junto com ela e recebiam os Sacramentos. Mesmo aqueles priosioneiros, que eram considerados como “inimigos” pelo regime nazista, eram tratados com amor e carinho por Irmã Eutímia. Certa vez, ao perceber que os prisioneiros procuravam por comida nos restos do lixo, Eutímia procurou comida para, às escondidas, dar de comer aos famintos. Padre Emile Eche, que teve a graça de conhecer Irmã Eutímia durante esse período, chegou a afirmar que a vida dela era “um canto de esperança em meio à guerra”. Com a chegada dos Aliados, Irmã Eutímia foi acometida por uma pneumonia, mas conseguiu se curar. Apesar de sentir feliz junto com os doentes, foi encarrega de trabalhar na lavanderia do hospital: também aí, desempenhou seu trabalho sempre com a mesma alegria e solicitude. Em 1948 foi transferida para a Casa da Congregação mantida em Münster, para fazer os mesmos trabalhos na lavanderia. Sempre disponível, sempre com um sorriso no rosto e com uma palavra amigável. Viveu a vida com uma simplicidade e com uma dedicação ao próximo: tudo isso sem abandonar a vida de oração. De fato, muitos pediam que ela rezasse por eles e por suas necessidades. Em 1955 diante de um quadro de náuseas e vômitos, foi-lhe descoberto um câncer. Foi operada, mas dado o avançar da doença, não havia muitas esperanças. Irmã Eutímia recebu os sacramentos e, na manhã do dia 9 de setembro de 1955, com grande serenidade, Irmã Eutímia entregou seu último suspiro. Imediatamente começou a ser venerada por muitas pessoas. Sua beatificação ocorreu no dia 7 de outubro de 2001, sob o pontificado de São João Paulo II.

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