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São Calisto I

Papa e mártir (†222)

AVILA

Palickap-(CC BY-SA 4.0)

O décimo sexto papa da Igreja católica iniciou seu pontificado no ano 218 e, quatro anos mais tarde, o encerraria seguindo os mesmos passos de São Pedro, o primeiro papa: derramou seu sangue na cidade de Roma. As primeiras notícias sobre a vida de São Calisto nos dão conta que ele era originariamente um escravo. Seu senhor, um cristão que fora também escravo, teria confiado a Calisto uma grande quantidade de dinheiro para que ele pudesse abrir um banco. Ao que parece, viúvas e cristãos começaram a depositar com grande confiança as suas economias nas mãos de Calisto, mas, segundo os relatos antigos, ele teria tido um revés e perdido todo o dinheiro. Após várias peripécias, Calisto – talvez para escapar de seu senhor – provocou deliberadamente uma desordem numa sinagoga. Chamadas as autoridades, ele foi preso e condenado “ad metalla”, isto é, a trabalhar na extração de minério das minas na Sardenha. Por outro lado, mais ou menos na mesma época, Márcia, a concubina do imperador Cômodus – que era provavelmente cristã – pediu ao Bispo de Roma, o papa Vítor um elenco contendo o nome dos cristãos que haviam sido condenados aos trabalhos forçados nas minas da Sardenha; sua intenção era de prover à libertação desses apenados. Papa Vítor, no entanto, não inclui o nome de Calisto nessa lista de libertação, que é levada até a Sardenha por um presbítero chamado Jacinto. Chegando na Sardenha, Jacinto encontra Calisto, que imediatamente lhe suplica de incluir seu nome nessa lista. Por piedade, Jacinto atende a seu pedido. Retornando à Roma, Calisto é perdoado e retorna à comunidade cristã. Aos poucos, reconquista a confiança e, com a eleição do novo papa Zefirino, ele é nomeado administrador dos bens eclesiásticos e responsável pelo cemitério na via Ápia, que era o cemitério “oficial” da comunidade cristã – mais tarde esse cemitério receberá seu nome, como homenagem póstuma; até hoje, as catacumbas de São Calisto são meta de peregrinações. Com a morte de Zefirino, Calisto é eleito papa. Seu pontificado ocorre num momento difícil de lutas internas na Igreja. No entanto, sua experiência desastrada e o perdão que havia experimentado, talvez o tenham tornado particularmente sensível às questões mais difíceis: o fato, é que seu ministério se caracterizou pelo uso da misericórdia. O martirológio romano recorda São Calisto papa da seguinte maneira: “São Calisto I, papa, mártir: como diácono, depois de um longo exílio na Sardenha, cuidou do cemitério na via Ápia, conhecido com o seu nome, onde recolheu as relíquias dos mártires para futura veneração das futuras gerações; eleito papa promoveu a reta doutrina e reconciliou com benevolência os “lapsi” (em latim, “caídos”, referência aos cristãos que haviam apostatado durante as perseguições) coroando finalmente o seu laborioso episcopado com um martírio luminoso. Neste dia (14 de outubro) se comemora a deposição de seu corpo no cemitério de Calepodius, em Roma, na via Aurélia”.

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