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São Florêncio

Presbítero († c. s. VI)    

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Antoine Mekary | ALETEIA

Em uma carta, datada por volta de 718, está registrada a primeira menção que se tem de São Florêncio. Nela está escrita a concessão de um título a um abade: “Reitor de São Florêncio de Glonna, cujo precioso corpo repousa ali, na cidade de Poitou”. 

À época a abadia do Monte Glonna era uma potência. Localizava-se numa serra que beirava o Rio Loire, aproximadamente a meio caminho entre Angers e Nantes. Prestigiada por Carlos Magno, que a utilizou como fortaleza contra as incursões dos bretões, foi queimada pela primeira vez por volta de 845. Após o incêndio provocado pelos bretões foi devastada pelos normandos. Foi restabelecida por volta de 850 e aproveitando-se da anarquia feudal assegurou um domínio poderoso, escapando de qualquer jurisdição episcopal.

Em meados do século VII os monges veneravam Florêncio, um santo local, talvez um dos primeiros apóstolos do distrito, a quem consideravam seu fundador. Este obscuro santo se beneficiava do poder da abadia e das múltiplas transladações de suas relíquias. Após várias peripécias e disputas em torno da posse das relíquias desse santo, elas foram reconstituídas em 1475 por Luís XI, e divididas entre as regiões de Roye e Saumur.

Um santo tão disputado não poderia ficar sem história. No século IX, portanto, foi “descoberta” uma “vida” para ele. Segundo essa versão, ele era irmão de São Floriano, martirizado em 304 na atual Áustria. Ele conseguiu escapar dos guardas que mataram seu irmão, fugindo para a Gália onde São Martinho o ordenou sacerdote. Retirou-se para o Monte Glonna e viveu como eremita, onde se dizia que afugentava cobras e realizava milagres. Faleceu aos 123 anos. Não podemos esperar exatidão histórica de um monge que só quis exaltar o suposto fundador de sua abadia e edificar seus irmãos.

Durante a Revolução Francesa, S. Florent-leVieil foi o ponto de partida e um dos focos da resistência dos camponeses católicos às leis antirreligiosas, resistência conhecida como “guerra da Vendéia”, e um de seus líderes, Bonchamps, está sepultado na igreja da abadia, agora uma igreja paroquial. Hoje, perto da igreja, o presbitério ocupa o que resta das oficinas do mosteiro e muitos lugares nos arredores conservam o nome de São Florêncio. Algumas raras relíquias do santo, salvas da Revolução Francesa, foram colocadas, em 1828, sob o altar da igreja de Saint-Hilaire-Saint-Florent, perto de Saumur. 

A diocese de Angers celebra sempre o alegado fundador da sua mais famosa abadia não em 22 de setembro, data do Martirológio Romano, porque este dia é ocupado por São Maurício, padroeiro da diocese, mas no dia 25 do mesmo mês. 

Algumas anotações do Martirológio Jeronimiano, do século VIII, fazem menção a Florêncio no dia 30 de dezembro, indicando inexplicavelmente como dia de celebração em  Ile d’Yeu (Oia): “Oia insula, sancti Florenti confessoris”. 

Neste martirológio há também o registro de uma transladação de relíquia de São Florêncio em 27 de junho.

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