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Santo Ivo

Bispo  († 1116)          

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Shutterstock | Nattapat.J

Ivo nasceu por volta de 1040 perto de Beauvais, Rouen, atual França, numa família abastada. Recebeu uma formação literária inicial, que foi concluída em Paris, grande centro cultural à época. Continuou os estudos de Teologia na Abadia de Le Bec, na Normandia: aí teve Santo Anselmo como professor e Lanfranco de Pavia, que se tornou arcebispo de Cantuária, em 1070.

Ivo foi, então, nomeado cônego de Nesles na Picardia (região histórica do norte da França), mas depois de alguns anos foi chamado a Beauvais pelo bispo daquela cidade que se chamava Guido. O bispo lhe deu a tarefa de administrar o mosteiro dos Cônegos Regulares de Saint-Quentin, que acabara de ser fundado. De fato, aí desempenhou o papel de superior de 1078 a 1090 e a fama de sua sabedoria espalhou-se por toda a região. Tinha cerca de 50 anos quando o clero e o povo de Chartres o designaram como seu bispo. Os primeiros anos do episcopado de Ivo foram marcados pelo confronto com o rei francês Filipe I, que contraíra um casamento irregular com Bertranda de Montfort; o bispo objetou, despertando a ira do rei que o colocou na prisão por muitos meses. No entanto, após sua libertação, Santo Ivo retomou seus protestos, tanto contra o rei quanto contra os bispos que eram a seu favor, recorrendo inclusive a Roma. O santo bispo continuou a luta contra os abusos reais até que em 1104 Filipe I se separou de Bertranda e foi readmitido na comunidade católica pelo novo Papa Pascoal II (1099-1118): em 1107, Santo Ivo teve a alegria de receber o Papa Pascoal em Chartres. Sempre defensor das decisões papais e incansável protagonista na luta do papado, por vezes contra o império, em virtude das investiduras dos bispos. Ivo teve também que entrar em conflito com seu Capítulo, por suas ideias reformadoras, que foram amplamente apoiadas por Luís VI (que sucedeu a Filipe I no trono da França, em 1108). Finalmente, uma bula papal deu-lhe razão em 1114. Da sua obra episcopal, destacam-se cerca de 300 “Cartas”, repletas de consultas canônicas e teológicas, práticas administrativas, intervenções nos grandes negócios de seu tempo, que nos permitem conhecer os avanços da reforma gregoriana, implementada pela sua competência episcopal e pelo zelo que o distinguiu.  Além de vários escritos, são conhecidos 24 “Sermões”, quase todos proferidos em Sínodos e Concílios sobre temas dogmáticos, disciplinares ou litúrgicos. Considerado como um profundo conhecedor da Bíblia e dos textos litúrgicos, sempre professou grande apego à doutrina da Igreja e cada um de seus escritos ou palavras está repleto de citações bíblicas e da Tradição; a difusão de sua fama foi notável e o cuidado com que seus escritos foram preservados atesta isso. Morreu a 23 de dezembro de 1116, em Chartres, e foi imediatamente considerado santo, nomeadamente nas dioceses de Beauvais e Chartres, que lhe conferiram um culto específico.

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