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São Margarido Flores Garcia

Presbítero e mártir (†1927)

MAN

Public Domain

Seus pais, embora fossem católicos fervorosos, se opuseram a sua entrada no seminário. Contudo, isso tem uma explicação: sendo pobres e não podendo pagar a escola tiveram medo que o menino não pudesse continuar os estudos no seminário. Era o ano de 1915 e o local, Taxco, uma cidadezinha localizada no México. Margarido, nascido em 1899, era agora um adolescente convencido de sua vocação. Diante da negativa dos pais motivada pelo temor, ele não esmorece: vai atrás de amigos, padres, benfeitores, enfim, de todos aqueles que poderiam ajudá-lo a entrar no seminário. É um rapazinho inteligente e com capacidades para além da média. Trabalha com o que pode: corta cabelo e a barba daqueles que podem pagar por esse serviço. Dedica-se também à pintura e à escultura. Finalmente consegue entrar no seminário e, em 1924, é ordenado presbítero. É enviado para a paróquia de Chilpancingo. Aí se dedica ao cuidado pastoral. Em 1926 explode a perseguição religiosa no México. Os padres começam a ser perseguidos: muitos devem se esconder dos grupos de milicianos que desejam acabar com a religião. Não poucos se refugiam em lugares ermos. Margarido vai para as colinas da região: passa por grande fome e sede, até que consegue buscar refúgio na casa de seus pais. Contudo, o medo de envolver seus pais na perseguição contra a Igreja faz com que ele deixe sua casa e vá para a Cidade do México. Aí tem a possibilidade de estudar sem revelar sua identidade de presbítero. Continua, porém, a celebrar clandestinamente. Junta-se a um grupo político em busca da defesa da religião, mas ao expor-se, junto com outros membros do grupo, acaba sendo preso. Após um mês de prisão e graças à intercessão de uma família de amigos que o conheciam bem, consegue a libertação. Sabe, no entanto, em seu coração, que lhe restará pouco tempo de vida. Volta para a sua região e o vigário geral pede-lhe para assumir uma das tantas paróquias sem padre. Dirige-se então para Atenango del Rio, mas no meio do caminho, se depara com tropas federais. É preso, tiram-lhe as roupas e começam a torturá-lo: apanha e é arrastado pelo chão; deve caminhar descalço por vários quilômetros, manietado e rodeado por guardas, como se fosse um malfeitor. A sede é atroz, mas nem uma gota de água sequer lhe dão. Após um processo sumário é condenado à morte: sua culpa é a de ser padre! Pedem-lhe para escolher o lugar de seu fuzilamento. Ele, com muita serenidade escolhe o muro da igreja: pede apenas o tempo para uma breve oração e para beijar o chão de sua pátria. Um dos soldados se aproxima e lhe pede ao ouvido “Perdão, padre!”. Ele se ergue e diz: “Vos dou não apenas meu perdão, mas também minha bênção!”. Ouvem-se estampidos que cortam o silêncio daquelas paragens. No chão, o cadáver sem vida do Padre Margarido: tinha apenas 28 anos de idade quando entrou na vida eterna, no dia 12 de novembro de 1927. Sua canonização ocorreu no dia 21 de maio de 2006.

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