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Beata Paula Gambara Costa

Membro da Ordem Terceira de São Francisco (†1515)

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TierneyMJ / Shutterstock

Santo do dia

Filha dos nobres Giampaolo Gambara e Caterina Bevilacqua, nasceu em Verolanuova, Brescia, Ducado de Milão, Itália, em 3 de março de 1463.

Foi admirada em sua adolescência pela sua beleza física, mas acima de tudo, pelas suas virtudes cristãs. Em sua infância, deliciava-se com leituras espirituais e reflexões sobre o Evangelho e nutria um ardente desejo de se tornar-se freira. Apesar da sua inclinação para uma vida de solidão e oração, os pais deram-lhe em casamento ao conde Ludovico Costa di Bene Vagienna (Cuneo). Ela viu nisso a vontade de Deus manifestando-se e, assim atendeu aos desejos de seus pais.

O casamento fez com que começasse uma vida muito diferente do modo de vida de sua família, ela acabou gostando do novo estilo de vida e o adotou também, pois o casamento trouxe casa nova, vida social intensa e, por estar casada com um conde, dela escreveu-se na época: “Tendo que participar da vida da sociedade, ela assumiu por algum tempo os costumes, que nem sempre são louváveis e se conformam aos princípios cristãos”.

Depois de algum tempo, no entanto, aconteceu o encontro que a orientou para uma nova direção: abandonou os “costumes” do casamento precoce, não se limitando a retomar o comportamento reservado e piedoso de sua adolescência, fazendo muito mais do que isso. Esse encontro se deu com um franciscano piemontês, ngelo Carletti da Chivasso, uma figura eminente em sua Ordem, um pregador procurado em toda a Itália. Ela o ouviu pregando em Piemonte (onde fundou os mosteiros de Saluzzo, Mondovì e Pinerolo) e depois confiou-lhe a sua direção espiritual. Os conselhos do franciscano não a guiaram para uma “fuga do mundo”, em busca de penitências expiatórias, muito pelo contrário: padre ngelo a ajudou a permanecer no mundo, entre as pessoas de sua classe, para mostrar que ela também poderia viver ali, em coerência com o Evangelho, dando um exemplo de vida. De fato, o único gesto público de Paula, o único sinal de seu arrependimento da vida mundana que levava, foi sua associação à Terceira Ordem Franciscana. Para o resto do mundo, foi sempre a condessa Costa, mas que agora vivia como uma boa cristã e com a força para resistir, a ponto de dar seu testemunho mesmo diante da infidelidade do marido. Certo dia ela recebeu dele a pior das ofensas: Ludovico não só tinha uma amante, mas um dia ela a instalou em seu castelo, juntamente com Paula. Ela não explodiu de raiva e nem se separou. Reagiu de forma não hostil e não se fez de vítima: como uma esposa zelosa, ficou preocupada com a salvação de seu marido. E ela conseguiu: Ludovico abandonou seus costumes morais desviados e “nem sempre louváveis”, entendendo finalmente que naquela casa quem era unicamente sua esposa era Paula; a partir daí reconstruiu um lar decente.

Algum tempo depois, ele adoeceu seriamente e ela, além de se tornar enfermeira dele, ainda invocou, em oração, o padre ngelo da Chivasso, pois o franciscano morrera no convento de sua Ordem, em Cuneo. Ludovico ficou curado e imediatamente seguiu em peregrinação ao túmulo do padre ngelo da Chivasso. Sobre a doença e sobre a cura, escreveu um testemunho, que depois seria incluído nos procedimentos que contribuiriam para a beatificação de padre ngelo. Quando Paula ficou viúva, dedicou-se a obras de caridade juntamente com seu filho, como era costume naquela época.

Em 14 de janeiro de 1515 ela foi atingida por uma febre extrema que lhe causou grande dor e morreu em 24 de janeiro, na cidade de Binasco, em Milão, depois de ter confessado e recebido a Eucaristia pela última vez. Seu corpo foi mantido no convento franciscano da região. No entanto, o culto popular que a rodeava foi inspirado principalmente por seu modo de viver o casamento com aquele marido.

Sua beatificação recebeu uma ratificação formal em 14 de agosto de 1845, quando o Papa Gregório XVI publicou um decreto que reconheceu que existia um “culto” local duradouro de devoção popular e que durou séculos após sua morte.

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