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Beato Odoardo Focheríni

Mártir e pai de família (†1944)

© DR

Le journaliste italien Odoardo Focherini béatifié le 15 juin 2013

Santo do dia

Odoardo Focherini nasceu em 6 de junho de 1907 em Modena, Itália, como o terceiro filho de Tobia Focherini e Maria Bertacchini; seu pai se casou uma segunda vez com Teresa Merigi em 1909, depois da morte da mãe de Focherini. Ele teve três irmãos.

Aos 17 anos, já era responsável pelo primeiro oratório que frequentou promovendo o jornal para a juventude “L’Aspirante” e responsável pela Ação Católica. Teve uma direção espiritual constante e almejava grandes ideais, capazes de dar sentido à sua vida.

Aos 18 anos, noivou com Maria Marchesi e casou-se com ela aos 23 anos, em 9 de julho de 1930. Desta união vieram os sete filhos, entre 1931 e 1943, que seriam o orgulho e propósito de sua vida. Em tempo integral era um marido amoroso e atencioso, pai de sete filhos. Sempre, em todas as condições e estados de vida, ele foi um cristão exemplar. No entanto, não o suficiente para fazê-lo esquecer de seus compromissos no ministério ativo, primeiro na paróquia e depois com a palavra impressa, que conseguiu de alguma forma conciliar com os seus compromissos como agente da Companhia de Seguros Católica.

Ela trabalhava na Società Assicurazione Cattolica di Verona, uma empresa de seguros, e trabalhou como agente da filial de Modena. Em 1933, ele deixou sua linha de trabalho para se tornar um jornalista e se tornou o diretor administrativo do L’Avvenire d’Italia. Um colega amigo e jornalista era o judeu-italiano Giacomo Lampronti. Em 1936 tornou-se presidente diocesano da Ação Católica. O Papa Pio XI elogiou Focherini por seu trabalho em 1937 e concedeu-lhe a Ordem de São Silvestre.

Em tempo de guerra, juntamente com sua esposa, organizou uma espécie de correio, a “casalinga” [Dona-de~casa], na rede criada pela Cruz Vermelha, em colaboração com o Vaticano, para ajudar as pessoas a manter contato com os soldados no front de guerra.

Um dia foi-lhe confiado um pequeno grupo de judeus poloneses; o diretor de L’Avvenire d’Italia os conduziu até o bispo de Gênova e este, por sua vez, entregou-os para Odoardo com a tarefa específica de prover sua expatriação, a fim de evitar sua deportação. Consegue obter documentos falsificados e os fez cruzar a fronteira com o sul da Itália. Daquele dia em diante ele se aperfeiçoou na falsificação de documentos, conseguindo salvar a vida de pelo menos 105 judeus com a ajuda de Dom Dante Sala e uma rede de colaboradores.

Certa vez, levou documentos para hospital em Carpi, mas à saída foi interceptado pelo secretário fascista e teve de acompanhá-lo à delegacia de Modena, dia 11 de março de 1944. De lá ele não mais será libertado, exceto para ser conduzido à prisão. Foi interrogado apenas uma vez e em 5 de julho foi enviado para o campo de concentração de Fossoli e depois para o campo de concentração em Gries, perto de Bolzano.

Deste período restaram as 166 cartas dirigidas ao jornal, à esposa e aos pais, que ele conseguiu com que passassem por debaixo do nariz dos alemães e chegassem ao seu destino sem censura. Nelas não havia ressentimento, nenhuma recriminação por sua atividade clandestina que o levou à sua prisão, e sim uma observação encaminhada a seu cunhado: “Se você tivesse visto, como eu vi nesta prisão, o que eles fazem aos judeus, você não se arrependeria senão de não ter salvo um maior número deles».

Sempre sereno, mesmo sendo provado fisicamente até a fadiga, ajudou como pôde os companehrios de prisão e muitos dizem que suas vidas foram salvas graças a ele.

Foi transferido primeiro para Flossenburg, na Bavária Oriental e depois para o sub-campo de Hersbruck, onde morreu aos 37 anos, em 27 de dezembro de 1944.

Para ajudá-lo nos momentos extremos, Teresio Olivelli (Venerável desde 2015), que Odo salvou da morte certa, alimentava-o secretamente. Antes de morrer no mesmo campo de concentração, teve tempo de transmitir as últimas palavras de seu amigo: “Declaro morrer na mais pura fé apostólica católica romana e em plena submissão à vontade de Deus, oferecendo minha vida em holocausto pela minha Diocese, pela Ação Católica, pelo Papa e pelo retorno da paz no mundo”.

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