Aleteia logoAleteia logoAleteia
Quarta-feira 29 Junho |
Beato Raimundo Lúlio 
Aleteia logo
Oração do dia
Festividade do diaHistórias de Santos

São Francisco Caracciolo

Presbítero (†1608)

WEB-MEME-EN-PROVERBS-23-18-2-Public-Domain

Public Domain

Nascido em 1563 na região italiana de Chieti, Ascânio – apenas mais tarde ele assumiria o nome de Francisco – veio ao mundo numa família de nobres e que cumulava riquezas. Desde pequenino se sentia particularmente atraído pela Santa Eucaristia. Com frequência cultivava também uma singela devoção à Nossa Senhora, rezando o terço e jejuando a cada sábado, dia tradicionalmente dedicado à memória da Virgem Maria. Em sua juventude exercitava-se na virtude da caridade, ajudando os pobres de sua cidade como podia. Na flor de sua juventude, com apenas 22 anos foi acometido por uma elefantíase que começou aos poucos a lhe desfigurar completamente seu corpo. Diante dessa perspectiva terrível, ele fez a promessa de abandonar todas as delícias do mundo se pudesse encontrar a cura para sua doença. Milagrosamente foi curado e imediatamente, cumprindo com sua promessa, deu todos os seus bens para os pobres e foi para Nápoles, com a finalidade de estudar teologia. Procurava as igrejas mais vazias para melhor se dedicar à oração. Ao completar seus 24 anos foi ordenado presbítero e, embora jovem, foi exercer seu ministério em meio aos doentes e aos encarcerados. Durante o recolhimento de testemunhos para o seu processo de canonização, muitas pessoas testemunharam que viram Padre Ascânio curar doentes apenas traçando o sinal da cruz sobre a fronte deles. Em Nápoles, junto ao “Hospital dos incuráveis” ia surgindo uma nova comunidade religiosa, a Companhia dos padres brancos, que dava assistência aos condenados à morte e aos prisioneiros. Em 1588, Padre Ascânio pediu para fazer parte dessa comunidade. Nesse período Padre Ascânio foi convidado por dois nobres – Agostinho Adorno e Fabrício Caracciolo – para acompanhá-los no mesmo itinerário que iam palmilhando: eles desejavam fundar a Ordem dos Clérigos Regulares Menores, uma congregação que, além dos votos tradicionais, adicionava um quarto voto: jamais receber comendas ou dignidades eclesiásticas. Desejavam, além disso, trabalhar com a educação da juventude e na formação de eremitérios para aqueles irmãos que quisessem prosseguir na vida contemplativa. Fizeram sua profissão religiosa na nova Ordem em 1589 e Ascânio, pela forte devoção que nutria por São Francisco de Assis, tomou o nome de Francisco. Vários presbíteros foram aos poucos se juntando na nova Ordem. Embora Francisco fosse convidado mais vezes a exercer cargos importantes na Comunidade, ele sempre rejeitou: preferia se dedicar aos pobres e a mendigar para ajudar aqueles que se encontravam em necessidade. Frequentemente assumia os trabalhos mais humildes da casa. Certa vez, quando foi para a Espanha, para tentar fundar novas Comunidades de sua Ordem, Francisco havia caminhado tanto que, com dores atrozes na perna, caiu semi-inconsciente à margem da estrada. Sem que pudesse esperar em algum socorro, ali ficou por um tempo, até que um jovem que por ali passava a cavalo, se ofereceu para ajudá-lo. Acompanhou-o por toda a estrada até seu destino. Quando Francisco apeou do cavalo e se virou para agradecer ao jovem, já não havia mais ninguém com ele. Ele possuía o dom da profecia e do discernimento dos espíritos. Por esse motivo, era muito procurado para dar conselhos e para as confissões. Em 1606, o Papa Paulo V desejava que Francisco fosse bispo, mas ele conseguiu se esquivar do encargo: se considerava indigno. Outro elemento que se destacava em sua espiritualidade era a adoração ao Santíssimo Sacramento: a fazia por noites inteiras; nessas adorações, era comum vê-lo entre lágrimas abundantes. Ao final de sua vida Padre Francisco foi tomado por uma febre violenta. Teve tempo de tomar o viático. As testemunhas afirmaram que suas últimas palavras, durante sua breve agonia, foram “Vamos! Vamos!”. Perguntado sobre para onde desejava ir, o santo respondeu: “Para o céu, para o céu”. Invocou ainda os santos Miguel, José e Francisco de Assis. Em seguida expirou santamente. Foi canonizado pelo Papa Pio VII em 1807.

Descubra outros santos clicando aqui
PT300x250.gif
Oração do dia
Festividade do dia





Envie suas intenções de oração à nossa rede de mosteiros


Top 10
Ver mais