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Bem-aventurada Albertina Berkenbrock

Virgem e mártir (†1931)

FLOWERS

Public Domain

Uma tentativa de violência carnal… uma menina que desesperadamente resiste… A faca na mão do agressor… o sangue escorrendo de uma ferida aberta no pescoço de uma moça que cai por terra sem vida: uma história de violência como tantas outras que ocorrem tristemente, e com tanta frequência, no Brasil. A menina, de apenas 12 anos, morre defendendo-se, morre porque sabia que o que estava para acontecer era um pecado e era necessário antes morrer que pecar. Essa é a história de Albertina Berkenbrock, muito parecida com a história de Santa Maria Goretti. Nascida em 11 de abril de 1919 em Imaruí, Santa Catarina, Albertina é filha de imigrantes alemães que procuram viver sua vida e seus costumes na nova terra do Brasil. Desses costumes, a fé católica é celebrada e vivida com grande devoção em meio a vida do campo: junto com seus sete irmãos, Albertina reza todos os dias antes das refeições, sempre tomadas em família; muitas vezes em suas orações, a família Berkenbrock pede a graça de não cometer pecados graves e de viver como bons cristãos. Como tantas meninas de sua época, frequenta a catequese que, por falta da presença mais efetiva de padres é dada por um leigo – o padre dehoniano Gabriel Lux consegue celebrar a missa apenas uma vez por mês em virtude da imensa região. Na escola Albertina dá mostras de ser uma menina solidária: frequentemente divide sua merenda com outros alunos mais pobres. Além da escola, sua vida se alterna com os trabalhos do campo, ajudando a família a viver com o suor do próprio rosto. Nesses trabalhos rurais e na solidariedade do dia-a-dia, a pedido de seus pais, Albertina levava com frequência o almoço para um trabalhador que ajudava a família, esse funcionário era conhecido como Manuel Martins da Silva – seu nome verdadeiro era, no entanto, Idalício Cipriano Martins. Na tarde do dia 15 de junho de 1931, Albertina foi procurar uns bois que haviam se desgarrado do pequeno rebanho, propriedade da família. Encontrando Manuel, este lhe disse ter visto os bois entrarem num bosque próximo. Ao chegar no bosque, Ana escuta um barulho e pensa ter encontrado finalmente os animais que procurava. Na verdade, encontrou seu algoz: o próprio Manuel que ali a esperava com a terrível intenção de estuprá-la. O que se segue é muito rápido: Albertina resiste e luta com todas suas forças contra o agressor. Manuel, não conseguindo realizar sua intenção, tomado pela fúria, tira do cinto um canivete e ali mesmo degola a pequena Albertina, então com doze anos de idade. A família, notando a ausência da filha começa a procurar pela menina, até que a encontram sobre a poça de seu próprio sangue. Seu corpo é levado para casa e preparado para ser velado e sepultado. Todos começam a procurar pelo culpado. Manuel, para se ver livre de qualquer suspeita, coloca a culpa num tal João Candinho. Mais tarde se descobrirá que esse homem era inocente e que o assassino era o próprio Manuel. Com a revelação da farsa, Manuel será preso e, anos mais tarde, morrerá na cadeia pelos crimes que havia cometido também em outra região. Uma vez descoberta a história toda, Albertina começa a se tornar famosa pelo seu exemplo de virtude e de fé; segundo consta, ela não teria permitido seu agressor estuprá-la porque sabia também que isso seria um pecado grave. Diante da virtude da pequena Albertina e da convicção que sua morte era um martírio, junto ao seu túmulo começou a ser cada vez mais frequente a presença de devotos que iam rezar pedindo graças ou para agradecer outras graças que haviam sido concedidas pela intercessão da “nossa Albertina”, como a chamam agora na região. Tanta fama levou à instauração de um processo de canonização e, após um longo processo, no dia 20 de outubro de 2006, o Papa Bento XVI a proclamou Bem-Aventurada.

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